13 de ago. de 2009

Carta para o meu amor

Minha linda, eu tenho tanto a dizer, que todas essas linhas não serão o suficiente para expressar o que eu quero, ou sim. Eu poderia começar com um “Eu te amo!” e por que não? (Eu te amo!) Fico aqui, sentado e sentindo o seu cheiro daquela blusa verde que eu peguei, sem querer (querendo) ou que você esqueceu comigo, sem querer (querendo). Sinto o seu cheiro e me vem aquele primeiro dia, o nosso primeiro dia, lembro de como tudo começou.Quantas vezes eu olhei pra você e pensei “será que é ela?”? E vinha outro pensamento “sim, é ela!”. É essa a mulher que mexeu com os meus sentimentos, me fazendo esquecer tudo; é essa a mulher quem eu desejo estar todas as noites; é essa a mulher que eu preciso para tornar os meus dias mais felizes; é essa a mulher quem me completa em todos os sentidos; é essa a mulher com quem eu tenho uma sintonia que nunca houve com ninguém; é essa a mulher com quem eu me sinto seguro. E é com toda a certeza que eu digo que é com essa mulher que eu quero seguir para o resto da minha vida de mãos dadas, pois eu sei que ela não vai largar a minha mão, esteja onde estiver, aconteça o que acontecer, estamos juntos e com os nossos corações entrelaçados, com um nó que não se desfaz. Que seja doce, sete vezes para dar sorte. Eu te amo muito, minha pequena.

Encontrei minha inspiração...

Todo mundo tem um ídolo. Alguém por quem se tem muita admiração, alguém que lhe faz dizer pra si mesmo: " Quero ser como você quando que crescer." Pode ser o pai, a mãe, um cantor de rock, uma artista, ou um escritor. Minha predileção sempre foi a literatura. Minha mãe me conta que quando eu aprendi a ler, nos tempo de prézinho no colégio; armei uma verdadeira guerra em casa. Sair de carro, com aquela menina de 5 anos era pedir pra levar buzinassos e xingões no trânsito. Eu fazia um berreiro se não conseguisse ler todos os autdorrs que meus olhinhos de criança conseguissem enxergar. E ai daquele que tentasse me ajudar. Mamãe conta que eu falava que sabia ler sozinha. E se meu pai não parasse pra que eu ler, o destino era certo: ouvidos peparados que o choro vinha. Fazia manha. A persistência da pequena menina encantada com o mundo das letras vingou. Hoje, é, digamos que eu ainda seja uma menina, mas uma menina mulher. Bem, hoje sou um verdadeiro rato de biblioteca. Leio tudo, costumo dizer que de bula de remédios à pensamentos. De tanto me entreter com a leitura, descobri que escrever era um santo remédio para tudo. E ficar sem escrever um dia, é tortura. E como toda caloura na área eu tenho minhas inspirações. Gosto de Clarice Lispector, entre outros autores. Mas Clarice é conhecida de longa data. Encontrei em meio ás minhas pesquisas da internet, através de um texto indicado por uma amiga, o tal ídolo. Ela na verdade. Passei mais de uma hora ontem á noite, lendo crônicas de Martha Medeiros, e descori que essa gaúcha de 47 anos é a fonte inspiradora dessa garota que sonha em ser uma grande jornalista, e da estirpe dela. A crônica lida por mim ontem, me fez ter disposição para assistir ás 6 aulas de sexta-feira sem reclamar rs. E não me aguentei, na aula de redação, comentei sobre Martha com minha professora. Ela disse não conhecer, e prometi levar um material sobre a autora para ela amanhã. E cá estou eu, imprimindo crônicas e vasculhando tudo sobre essa jornalista brilhante. Eu sonho com muita coisa, e já tentaram me fazer deixar de sonhar com a carreira de jornalista muitas vezes; sendo que esse é meu sonho mais antigo. Agora eu penso comigo: eu vejo Martha, li seus textos e quero ser como ela. Como é que querem me proibir de sonhar tendo eu um exemplo e inspiração tão entusiasmante? Bem dizem que jornalista é aquele que bota o nariz sempre onde nunca é chamado, achei a Martha por acaso, mas tenho certeza que não foi por acaso que a adotei como "ídolo". Quero ser grande, quero ver meus textos sendo lidos como os dela. E se o mundo pertence áqueles que acreditam na beleza de seus sonhos, o mundo é meu, e num futuro não muito distante meu nome estará estampado em folhas de jornais e nas livrarias.Que eu seja como Martha. Que a literatura também tenha me escolhido para fazer parte do seu grupo de amigos.