30 de dez. de 2010

Retrospectiva 2010

2010, sem dúvidas, foi um ano pra guardar na memória, com gosto de felicidade e de arrependimento. Um ano com tantos altos e baixos que começar esse post foi complicado, precisei ouvir as músicas que mais machucavam lá no fundo e as que me faziam lembrar dos melhores momentos. Acho que nunca imaginei que cresceria tanto em 365 dias, mesmo agindo como uma garotinha sem juízo, mas ninguém precisa enxergar minhas medidas, eu sei o quanto mudei por dentro.

Quantos planos e sonhos planejados pra 2010. E nos primeiros dias desde ano,exatemente no 4° dia, eu pude conhecer o significado da palava "desconstrução".  Quando a gente conhece uma pessoa,construimos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade,tem a ver com as nossas expectativas, e tem muito a ver com o que ele "vende" de si mesma. E pelo resultado disso tudo que nos apegamos.Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós,desfazer-se mais tarde, não será tão penoso.Restará a saudade,talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo, não é mesmo? E no final,sobreviverão as boas lembranças. E com seu erro 2010 me trouxe uma nova pessoa. Eu aprendi muito com tudo o que "aconteceu". Cresci e aprendi com a mentira bonita, com a verdade inventada que um dia me fez sonhar, ainda que sonhos perdidos. Com você Markim eu tive gosto de ilusão mas tambem de felicidade."Se é errando que se aprende, eu aprendi com você só... se sabe o que é bom quando conhece o ruim"

Ainda no primeiro mês desse ano, exatamente no 16º dia, eu escutei a frase que encaminharia todos os acontecimentos desse ano, que eu nem sequer poderia imaginar onde me levaria. E me trouxe aqui. Eu nunca havia parado pra analisar todos os males que causei pra algumas pessoas, mas você me fez sentir na pele. Me fez pensar " Nossa, mas eu já fiz isso um dia! " e eu me dei conta que era preciso mudar, e eu mudei. Eu nunca mais vou repetir meus erros do passado, porque você me mostrou que dói! Que marca! Foram muitas noites horríveis, de brigas, de mal entendidos, muita voz alta, mas você também me trouxe coisas boas, afinal... dei a cara a tapa. não é? Me trouxe pessoas que estavam distantes, trouxe crescimento ( mesmo não parecendo ), trouxe muitas vezes alegria, companhia, o melhor brigadeiro, o maior abraço do mundo que me fazia ser minúscula, me trouxe direção. Eu seria muito hipócrita se excluísse você desse post, afinal, fez parte de mais de 50% desse ano. Desculpa por todo mal que lhe fiz, por todas as vezes que perdi a cabeça, por ter sido cruel quando a única coisa que você precisava era paciência, desculpa por não ser uma boa lembrança de 2010. Mas eu agradeço muito tudo o que você me proporcionou, até os momentos ruins, eles abriram um olhar que eu não tinha antes, eu agradeço por você ter feito parte de 2010, como uma pessoa especial, Lucas Abreu. Você tem gosto de arrependimento, mas também de felicidade. " É você, que faz meu coração bater a mais de mil. Literalmente ".

E em meio a tantos dias terríveis, tanta confusão, eu ainda tive pessoas lindas do meu lado. Tive tantos ombros pra me apoiar, tanto colo pra chorar, que seria injusto falar de cada um individualmente. Foram muitas noites dançando, muitos dias de porre, algumas vezes no hospital, muito pastel... muitos dias maravilhosos. Eu não sei dizer como seria levar tanta coisa nas costas sem vocês, eu não sei viver sozinha, e vocês ocupam cada um, do próprio jeito, minhas lacunas, meus vazios, jogam pro lado minhas tristezas, não me dão espaço pra pensar em coisas ruins, e são merecedores do meu sorriso que não morre. Estão comigo, sem interesse, sem julgamentos, me entendem e me dão um chão que muitas vezes pensei ter perdido. Eu não seria nada sem vocês, Amanda Sales, Juliana Andrioni, Caroline, Paty Galvão, Fernanda, Igor Lemos ,Henrique (alemão), Bianca, Paula Andrioni, Aline, Jéssica "Mineira", Nalanda Souza, Evelyn, João Costa, Fabricio Andrioni, Luiz Henrique,Carol Orphão... Vocês são tantos, e eu só tenho a agradecer por tudo, pelas broncas, pelas tardes e noites perfeitas, pelas histórias inacreditáveis ( no caso de alguns haha ) vocês têm mais que gosto de felicidade!! " Do lado de cá, tem música, amigos, e alguém para amar. "

Me perdi de muita gente em 2010, não sei bem o motivo, mas em nenhum dos dias deixei de ter amor por vocês, senti falta, procurei mesmo sabendo que estava errada, e continuo errada, porque deixei vocês se afastarem. Sinto saudade, e acredito que o pouco em que estiveram presentes nos meus dias, foram presenças sinceras. Eu amo vocês e agradeço, mesmo com a distância, por vocês insistirem em mim, Gabrielle, Natan, Guilherme Silva, Braian , Raphael Oliveira, Romulo, Fernanda Shancen,Viviane Oliveira. vocês sempre terão gosto de felicidade. " Houve um tempo em que tudo girava ao meu redor, dos meus desejos e vontades. "

Jamais poderia deixar de agradecer á vocês, meus seguidores. Obrigada pelas visitas e comentários.Obrigada por não me abandonarem.. se não fossem vocês eu ja teria desisto. Queria agradecer em especial a linda da Fernanda Bailoni. minha 1° seguidora.Mesmo tão distante... as poucas vezes que paramos pra conversar da pra perceber a grande pessoa que você é. Te desejo tudo do melhor, que nesse novo ano que se aproxima Deus possa conceder os desejos do seu coração, espero poder te encontrar em muitos congresso de jornalismo... "e se nada dê certo" miramos hippies e vamos vender muitas pulseirinhas na praia huaahauhhua. Conte sempre comigo.Você trouxe gosto de perseverança e também de felicidade. "A amizade é tudo! É se dar sem esperar nada em troca dessa união é ter alguém pra contar na indecisão!"

 Mesmo tão distante... eu aprendi e aprendo muito com você.Sempre com as palavras certas, nos momentos certos.Amigo que eu vou levar pra sempre comigo...você é muito especial pra mim Valter. com sua familia linda ( Carol e Matheus ) Vocês me dao gosto de felicidade." Mil acasos apontam a direção desvios de rota é tão normal, Mil acasos me levam a você no mundo concreto ou virtual, me levam a você de um jeito desigual "

2010, ano no qual eu sentir a pior SAUDADE que eu pude imaginar...saudade da minha casa,dos meus pais,dos meus amigos... mas enfim 2010 foi o ano que eu fiz a tão esperada viagem pra França, um lugar onde eu pude conhecer e me relacionar com pessoas de todas as idades, ano que comecei a me preocupar com novas responsabilidades, e foi la que conheci as as pessoas mais lindas desse mundo, Anabelle, Paul, Thierry,Antony, Zhafar me receberam tão bem, me acolheram e ajudaram, em especial as 3 garotas que fizeram meus dias aceitáveis, mesmo depois de noites horríveis, elas roubavam as gargalhadas mais sinceras que eu poderia entregar. Não importava o tamanho que eram os meus olhos às 7:15... digo, 7:40 da manhã, elas fizeram a diferença. E eu agradeço muito a vocês, Shophie,Celine e Ry. Vocês têm gosto de felicidade.

E no finalzinho do ano, quando eu achava que já tinha conhecido todos os tipos de figura de pessoa, me surge uma em que eu me vi, uma semana depois que perdi de vez o chão, eu me enxerguei completamente em uma pessoa que me fez ri com as piores piadas que existem, alguém que não liga pro meu mau-humor, que me cativou , o doentinho das pernas, parceiro de hot dog huauha, fez esses últimos dias de 2010 mais alegres, te agradeço por isso Hassan, você trouxe felicidade. " As cores lá fora, me disseram pra continuar. Elas me disseram pra continuar. E eu já superei "

Eu poderia falar tantas coisas de 2010... mas a verdade é que meu ano foi dividido em termino de faculdade, amor, festa, festa,viagem e festaaa... E são de vocês que eu vou lembrar quando falar que 2010 foi um ano pra ser guardado com carinho. Errei muito, errei mais do que em todos os outros 22 anos que vivi. Errei e me arrependo. Mas em 2010 também vivi intensamente, não perdi um sorriso, chorei com vontade, gritei muito alto, fiz loucuras, vivi histórinhas gostosas de contar na mesa do bar, fiz planos que não realizei, quebrei a cara - a minha e de mais alguém - , fiz barraco, senti vergonha, dancei dancei danceeeei, fui infeliz, sou feliz... quando 2011 estiver batendo na porta, e eu estiver me despedindo de 2010, vou chorar pela última vez por todos vocês, com alegria, saudade, agradecimento ( como em todos os anos ) e vou pedir, que em 2011 os laços se fortaleçam e que tudo venha em dobro. Viveria 2010 novamente, mudando algumas coisas, mas tudo o que aconteceu durante esse tempo me fez estar aqui de uma maneira diferente, o que garante que 2011 será um ano completamente diferente, com novas metas e direções.

Peço desculpa por ter esquecido o nome de algumas pessoas, porque eu sei que esqueci, desculpa por não fazer um post mais detalhado e bonitinho, mas acho que o sentimento dentro de cada um vai dar o valor merecido pros meus agradecimentos.
 que venha 2011, pra mudar TUDO OUTRA VEZ.


Ps: Mês de aniversário do blog... 2 anos *-*

25 de dez. de 2010

Lembranças embrulhadas pra presente



Desde do dia em que meu primo se foi o Natal pra mim não foi mas o mesmo... mas me lembro das epocas em que eu gostava de enfeitar a casa toda com minha Mãe, mas que trabalhão que dá enfeitar a casa hein rs. Do mesmo jeito que dava quando a gente tinha um pinheiro de verdade no quintal. Era um pouco perigoso eu me equilibrar no último degrau daquela escadinha bamba para colocar a estrela no topo. Mas eu não tinha medo porque acreditava mesmo que nada me aconteceria. Não neste dia. Não pendurando estrelinhas. Não sei quantos anos fazem desde que cortaram o pinheiro.
Assim como meu primo ele também faz uma tremenda falta. Nunca tive nem a coragem de substituí-lo por algum desses sintéticos para ficarem de pé no cantinho da parede da sala, (assim como eu não gosto quando me substituem, penso que ele também não gostaria.) Então eu respeito.

Enfeito de outros modos, agora com luzes na sacada da janela ou então com laços de fitas e uma guirlanda na porta de entrada. Minha mãe ainda insiste em deixar a "meia do papai Noel" (a mesma de quando eu tinha 5 anos de idade) pendurada na maçaneta do meu quarto.Mesmo eu não estando em casa ela fez questão de colocar.E vou lhe contar... essa meia ja viajou pra tantos lugares. Não escrevo mais as cartas para pôr dentro - para quando as renas passarem para recolher todas as cartas com pedidos de crianças - mas aquela meia, mesmo vazia, me traz boas lembranças.

Hoje em dia eu não gosto tanto do natal os meus amigos dizem não gostar mais também, eu sei que cada um tem o seu motivo, mas eu ainda gosto de ir ao comércio quando ele está lotado, só para escolher os presentes cuidadosamente, lembrando as características de cada um. Fazendo isto também me presenteio: recordo de muitas coisas que passei com eles e que – por algum motivo - achava que já havia esquecido.

A torta cheese-cake nunca falta, assim como as rabanadas e o chester são de lei. Um pouco mais de vinho antes de dormir, porque esta vez foi mais simplória. Não passei o natal com minha família, mas tudo bem, em breve estaremos todos juntos outra vez, aumentando ainda mais o falatório, a bebedeira e o comportamento espalhafatoso da família Andrioni, que nisto continua representando muito bem as origens italianas, com as gargalhadas ruidosas e a mania de implicar com os outros, mesmo diante à mesa.

Passei este natal com pessoas legais. Entreguei minhas pequeninas surpresas à cada quem (gratificante demais ver os sorrisos) e depois fui pra casa durmi. Recebi alguns telefonemas. Me senti engraçada percebendo que todos eram vindos de ex-namorados. É, acho que namorei consideravelmente. Agradeci os meninos por ainda se lembrarem e continuarem me desejando coisas boas mesmo com o passar dos anos, aliás, mesmo com o passar de tudo.Antes de me deitar comecei a ler o livro que ganhei de presente, que por sinal parece ser muito bom,so estou com medo do que irei aprender com ele haha.

Depois devo ter adormecido pensando em muitas coisas do meu passado. Tive saudade de alguns amigos, de momentos que foram aproveitados até a última raspa do tacho e não sobrou nada além, de histórias que ficaram pela metade só para não se perderem de vez, de pessoas que já descansam em paz e que eu só conseguirei ver em pensamento até chegar a minha vez. Senti saudade até deste ano que está chegando ao fim, me despedir dele vai ser necessário mas também um pouco doloroso. “ A saudade vai ser tanta e de tanta coisa que não dá para imaginar.” Me lembro que antes de adormecer por completo ainda fiz uma breve pausa muito sonolenta. “ Tenho lembranças muito bonitas. O natal deve ser isto. E se não for, deveria.”

23 de dez. de 2010

Que venha o tão esperado 2011

Parece ser tão recente o post sobre 2009, o tempo passou voando, escapou pelos dedos e deixou uma sensação de algo incompleto, não sei explicar. Os planos de 2010 eu carrego comigo pro próximo ano, muitos sonhos não se concretizaram e ficaram pendentes.

Esse ano não posso nem tenho como escrever os nomes das pessoas que foram importantes no decorrer dos meses, pois foram tantas, cada qual com seu valor. Mas sem dúvidas, posso dizer que meus amigos da faculdade tiveram a melhor participação. Melhores risadas, melhores noites, os melhores amigos com certeza foram eles. E eu sou muito grata a cada um que integrou a melhor turma da faculdade. Agradeço também a todas as pessoas que eu conheci esse ano, as novas amizades feitas foram de um valor incontável, me fizeram rir e ver as coisas de um jeito mais bonito quando eu precisei. Obrigada também as velhas amizades que permaneceram firmes, mesmo com brigas, distância ou qualquer outro problema. Eu amo vocês.
O ano de 2010 vai finaliza então com algumas decepções, ilusões, saudade, mas antes de tudo isso, finaliza com a certeza de dever cumprido. Nada por dizer, nada por fazer!

E em 2011 tentarei gostar só de quem gostar de mim, ter ao meu lado só quem me quer bem, ser mais justa comigo mesma e perceber o valor que tenho. Aceitar que no mundo existem pessoas falsas, invejosas, e que remoer essas dores só piora nosso espírito. Não quero em 2011 as decepções de 2010, desejo renovação e que tudo seja ainda melhor.

Desejo reforçar as novas amizades, desejo encontrar uma pessoa que seja boa pra mim, saúde, paz e um pouco mais de dinheiro! Agradeço também todos os meus seguidores e todos aqueles que visitam comentam no meu humilde blog... Obrigada mesmo.Se não fossem voês isso aqui não teria sentido, apartir do ano que vem prometo que vou passar a responder todos os comentario. ok?!
MEU DEUS! ACONTECERAM MUITAS COISAS ESSE ANO! Tantas pessoas, tantas histórias, tantas confusões, tantas risadas e tantos choros...
[...]

Repito sempre: " Que seja doce ". Feliz Natal á todos... Que venha 2011, então!

[ Post sujeito a mudanças]

18 de dez. de 2010

[...] e um amor

Me parece tão estranho não ter por quem esperar. Não ficar ansiosa por um sinal, um chamado. Não ter o coração batendo com destino certo. Ás vezes acho que é tão bom essa sensação de liberdade. Pena que eu não goste de ser tão livre. Quero ir e ter pra onde voltar. Você me entende? Não tô querendo um castelo. Uma varanda, uma rede e um abraço.


Passar por tantas perdas me faz ter uma vontade de ter sempre alguma coisa pra compensar. Amigos e famílias são uma riqueza, mas isso já não basta.
É uma ordem natural da vida. Queremos qualquer coisa e um amor.
Entretanto, não tô deixando me deixando ao relento, pegando sereno pra vê se alguém fica com pena e vai cuidar de mim. Tô por aí vivendo pra esbarrar, encontrar numa esquina, deixar sentir pra vê se é.
Tô desejando, sem esperar que venha tocar a campanhia aqui de casa.

Tô na luta, tô pela rua, tô pra vida.

16 de dez. de 2010

Sem sentido algum.

To me sentindo sozinha, mesmo com a companhia das amizades que aqui fiz, mesmo falando todos os dias com meus pais... eu to me sentindo sozinha. Sozinha pra dar aquela gargalhada de ficar sem ar, sozinha pra contar para meu melhor amigo o que ta me preocupando, sozinha pra falar besteira, falar coisa sem graça mas ouvir a risada de outra pessoa. Na verdade, eu posso estar de TPM, fiquei bem chateada agora e me deu muita vontade de chorar quando percebi que essa calça jeans também começou a ficar larga, em perceber que em alguns mês eu perdi aqueles 10 kg que eu tentei por muitas vezes perder e nada! Meu cabelo tá sem corte e eu to me sentindo horrorosa, eu só queria ter um namorado nessas horas... ou alguem pra que eu pudesse ligar e chorar sem ter que dizer o porquê... queria ter ido jantar naquele restaurante da esquina, odeio muito saber que amanhã tenho que acorda tão cedo e que sabado eu não vou poder sair pra comemorar o niver da Maya até tarde. Ai gente e me dá preguiça só de pensar... Sai TPM, me deixa vai?!
Minha solução tá rodando no microondas agora, banana com leite moça e canela
Ps: certo... esse post não faz sentido nenhum.

15 de dez. de 2010

"Agora eu já sei ...Da onda que se ergueu no mar♪♪"

Sinto falta do mar. Não só do mar propriamente dito, mas daquele que se encontrava em mim. O que aos poucos fui perdendo, e apesar de não ser perfeito, me bastava. Falta-me a paciência de deixar as palavras serem levadas pelas ondas, como fazia, e de ouvir o sussurro encontrado na concha que timidamente nos convidava a visitar o verdadeiro mar.

Não estou triste, pelo contrário, - como posso dizer? -, estou bem, feliz. E já diziam os grandes poetas: A literatura, sem a angústia, torna-se inútil. Escreve-se para aliviar essas angústias, desabafar. Com a esperança de que transformando angústias em algo material, possamos curá-las. E as vezes funciona, vocês sabem. Eu sei.

Assim, meus desabafos tornaram-se desnecessários, pois faltam-me angústias (Isso é ruim?). Tudo que de algum modo me pertuba, eu trato logo de expulsar e ter certeza de que não voltará. Não deixo um pensamento negativo me ocupar por mais de um minuto. Não os quero, nunca quis, mas ao contrário de antes, agora tenho força para afastá-los. O problema é que no meio de tanta luta, deixei o mar afastar-se também e ele não é como as outras coisas, que se recupera com facilidade. Com ele, é preciso tempo e paciência, que eu não possuo nesse momento.A verdade é que eu nunca possuí... Clarice sabe bem: "Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito." Por isso, querido Mar, perdoe-me pela ausência, mas apesar de sentir sua falta, eu ainda não estou pronta para abrir mão da felicidade pelo bem da literatura.

Ps. Quanto ao verdadeiro mar, espero poder encontrá-lo em Janeiro. Que saudade da praia..rs

14 de dez. de 2010

Respondendo a Brincadeira

Fui indicada pela Georgia Soares a participar dessa brincadeira,estou respondendo um pouquinho atrasada mas...


7 coisas que pretendo fazer antes de morrer:

-  Colocar silicone
-  Casar
-  Ter dois filhos
- Conhecer Dubai
- Trabalhar na minha profissão
- Ter um abrigo para animais de rua
-

7 coisas que mais digo:
- Aham
- Então cara
- Vai a merda
- Iai gatinho
- Ata
- Escrota (o)
- Doidera hein
 
7 coisas que faço bem:

- Nadar
- Dirigir
Ps: ta muito dificil essa :s eu não sei fazer nada rs
Mas o pouco que sei faço de coração

7 defeitos meus:

- Ciumenta
- Impaciente
- Insegura
- Falar muito nas horas imprópias
- Preguiçosa
- Confiar muito nas pessoas
 - Me apego muito facil as pessoas
 
7 coisas que amo:

- Minha Fámilia
- Meus amigos
- Meus animais de estimação
- Ler
- Escrever
- Ir á praia
- Viajar
 
7 pessoas para quem passo o jogo:

Camila
Fernanda
Natasha
Aline
Dani
Nathália
Karoline

9 de dez. de 2010

...As vezes eu me sinto muito transparente. Fico filosofando sobre as coisas que aprendi com qualquer um que se dispuser a me ouvir, chamo de amigo aqueles que sorriem para mim. E sofro por isso.
Sofro porque as pessoas não se importam com as minhas palavras, não se importam comigo. Tudo na verdade não passa de uma troca; elas me ouvem enquanto eu ofereço algo que elas querem e de repente elas vão embora. E eu sofro por isso.
Sofro porque embora eu não seja alguém tão sociável eu realmente me apego as pessoas. Me apego aos sorrisos, as piadas, aos sotaques. Eu amo muito também, muitas pessoas e intensamente. Esse é meu maior dilema sou tão intensa em tudo que acabo vivendo dentro de uma fantasia, sozinha. E eu sofro por isso.
Sofro na mesma intensidade que eu amo. Ao mesmo tempo. Sou uma antítese, sou extremos, sou aquela que a maioria é.
Tenho medo de verbalizar essas coisas, por isso escrevo. Escrevo por ser transparente, e escrevo aqui porque tenho uma necessidade absurda de ver como as pessoas reagem

7 de dez. de 2010

Madrugada Fria

Me recordo da época em que eu trocava o dia pela noite… não me lembro muito bem se isso era muito bom naquela época, mas hoje em dia, com certeza é. morando aqui em Agen que você percebe realmente a movimentação do mundo que existe fora do quarto, e isso as vezes me da medo. gosto de ficar quieta no meu canto, escutando uma música baixa e pensando…

Minha mente viaja por mil lugares, criando situações que talvez sejam impossíveis de acontecer, mas esse silencio faz com que a realidade não venha estourar de uma vez. a realidade vem com o barulho das arvores que escuto nesse momento, que as vezes é cortada por algum carro que passa buzinando (o apartamento fica em uma encruzilhada e as pessoas tem esse costume de buzinar em qualquer esquina, né). tudo bem, volto minha concentração pro pensamento, fico rindo sozinha e as vezes até sinto uma tristeza, mas é bom, eu confesso.

São duas e quinze da manhã, não será necessário ir a aula já que a professora está acompanhando o projeto por e-mail e isso me conforta ainda mais, poder trocar o dia pela noite como hoje. costumava dizer que eu só vivia de madrugada, mas agora estou vivendo antes mesmo do sol nascer, no meio do transito, com os pensamentos longe visando algum vestígio de oportunidade de futuro planejado, eu vou vivendo… sem estar com os pés no chão.

2 de dez. de 2010

Memórias

Lembrou dos pés brancos com as unhas pintadas de vermelho. Pés pequenos e redondinhos tinha a menina. Borrocados pelas tentativas de embelezar-se com esmalte. Adorava o vermelho, não que lhe caísse bem, mas gostava de fingir ser uma grande mulher em frente ao espelho. Tinha na cabeça que mulheres maduras e seguras de si se pintam de vermelho. Embora soubesse que não eram bem as unhas dos pés que elas pintavam. Era a boca... mas batom só tinha rosa. Tudo bem, compensava de outro jeito.

Não se interessava muito em pintar as mãos, porque estas não lhe eram tão tentadoras quanto os dedos miúdos e grossinhos dos pés, tão gostosinhos de mexer... pintava-os, como se este fosse o maior ato de amor que alguém pode conceder a si próprio.

Depois, morria de vergonha antes de tirar a meia em frente ao namoradinho do colégio. Não gostava que ninguém visse aquele esmalte vermelho - é, aquele que fora roubado da gaveta da mãe - colorindo suas besteiras de menina. Sentiria-se um tanto boba se alguém descobrisse.

Ah, quanta bobagem! Lembrava, distraída. Sendo interrompida no mesmo instante por um alguém no final da calçada que lhe gritava "Moça!" e ela, para a sua própria surpresa, atendia. Estava de vestido como gostava de estar, mas desta vez não estava a girar e nem a suspender suas anáguas. Era moça e por isto o vestido era mais simples, tão simples que cabia ir com ele à farmácia de chinelos.

O esmalte era claro, desses sem cor, só pra fortalecer unha quebrada e para disfarçar os descuidos mesmo. Levou um susto quando, ao olhar para as unhas matizadas com cor-de-nada, lembrou dos pés pintados de vermelho. - Que informação mais inútil para o cérebro me trazer à tona! Mas, pensando bem, como pude ter me esquecido disto? - Estava indignada consigo mesma, embora achasse graça e estivesse feliz por lembrar. Remexeu um pouco mais lá do fundo e encontrou muitas mais histórias boas, trechos de conversas entre o grupinho de amigos, dias na praia, noites escrevendo poesias no diário ... dos sonhos! Lembrou dos sonhos. E até mesmo do dia em que a melhor amiga lhe pediu um beijo - Mas tem que ser na boca, pra ver como é que beija de língua. - Dos copos e mais copos de açaí no sol quente de Janeiro. E um biquíni que tinha? Todo listradinho, o seu preferido. E a flor. As cartinhas que recebia. Os bilhetinhos que enviou na festa junina, os bilhetinhos em anonimato que maldosamente enviava à mais querida amiga, fingindo ser um admirador. E os nomes rabiscados envolta de corações na beirinha da folha do caderno. Os cabelos insistentemente lisos, as meias coloridas, as saias curtas e as pernas grossas. E a vontade de que fossem finas, como as de modelo.

O dia em que ele lhe disse que era bonita. Ah, o menino da bicicleta. Tão admirável quando tinha os cabelos à mostra, reluzindo ao sol. A sineta do colégio despertando às 7:10 h. As turmas de todas as séries enfileiradas no pátio para a oração do dia. Hino nacional. Odiava ser escolhida para hastear a bandeira. E a vez em que descobriu um cd de Chico Buarque na estante do pai? Foi lindo. Foram dias lindos de música linda, até enjoar. O horário de assistir o desenho animado do Doug na televisão. Os anos que se passavam, sem nenhuma pressa.

A compulsão por comprar sorvete de graviola na volta do cursinho de inglês. O dia em que o melhor primo declarou ser gay. O mesmo dia em que o abraçou e o amou ainda mais por isto. Sua mãe lhe beijando a testa antes de sair de casa - " Vá, mas volte antes da meia-noite." - A festa em que perdeu o sapato, um pouco de dinheiro e um tanto de pudor. A primeira vez em que decidiu contar a pior das piores verdades para os pais. A vez em que foi perdoada só por contar a verdade. As discussões rotineiras com as primas mais nova. A mulher brava da diretoria mandando assinar a ficha de suspensão. O quanto os professores a amavam, mesmo assim. E o quanto ela os amava, também. O quanto era capaz de amar a todos, de um jeito que só menina boba sabe. Com todo coração.

Como pudera esquecer-se disto tudo? Era moça atarefada agora, talvez fosse isto. Era moça, ainda que fosse meio boba. Mas não era mais a mesma, suspirou. Ou ainda era? Será que sempre seria? Surgiu então a esperança. Apertou o passo até em casa. Jogou a sacola da farmácia em qualquer canto da sala. Espalhou as roupas da mala toda pelo chão. - Achei!- Gritou em um surto de entusiasmo. Sentou-se encurvada, debruçando-se sobre si mesma até alcançar a ponta do dedão. Vermelho, outra vez.

1 de dez. de 2010

Seja bem vindo Dezeeembro :D

"Mas o que mais quero, é que entenda a minha mensagem. Quando falo que mesmo sem conhecer você, e mesmo que talvez jamais conheça você, ria com você, chore com você (...) eu amo você. De todo o coração... Eu amo você"


Chaplin

30 de nov. de 2010

Falando por mim

"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."


Caio Fernando...

24 de nov. de 2010

Estou chata, pensativa, enjoada (fisicamente e de todo o resto), pensando mil vezes antes de fazer, querendo escrever e não me permitindo, deixando sair apenas o que é possível e mais sem graça de mim. Eu queria que as pessoas me dessem motivos pra me deixar ser quem eu quero e sou. Já basta minhas razões contra mim.

17 de nov. de 2010

Um certo alguém um dia me disse que a minha frieza com as pessoas crescia e tomava proporções preocupantes, disse que eu não me importava com a falta que elas faziam e que eu estava cada vez mais fechada na minha própria órbita. Concordei. Respondi que se eu me tornei o que tenho sido, grande parte era culpa das próprias pessoas, eu já fiz muito pelos meus amigos, já fiz mais ainda por amores que passaram, e nada... nada valeu tanto a pena. Mas tudo bem... não se pode guardar mágoas e nem viver se baseando em frustrações, levantei a cabeça e decidi que seria novamente uma pessoa afetuosa e que poderia demonstrar meus sentimentos mais uma vez a qualquer que fosse a pessoa escolhida. Adivinha só o que aconteceu? Indiferença, nenhuma consideração, nenhuma retribuição... NADA. Tiro a minha frieza do armário, visto aquela armadura que já tem as formas do meu corpo e sigo em frente. Se vai fazer falta? Provavelmente sim, mas passa! Sempre passa. Eu nunca gostei de deixar as coisas por serem ditas, mas dessa vez, não vale a pena mesmo gastar ainda MAIS saliva.

" Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "

9 de nov. de 2010

Nua

A chuva sempre fora para mim motivo de ser alegre. E correr nela era como ser dona daquela água toda e da imensidão do céu.
Então pisava nas poças para ver a lama dançando junto comigo, achava lindo, lindíssimo.
Achava também que todo mundo fica mais bonito debaixo da chuva. Que todo mundo deveria ser amigo do vento pra ver que correr contra ele não doía não. O vento sempre foi um amigo tão bom no meu conceito porque foi o único amigo que eu encontrei que não me maltratou quando fui contra. Pelo contrário. Eu amava correr contra o vento na chuva, e dançar e cantar. Era uma coisa tão boba...mesmo assim me sentia imensa na chuva como se o céu todo pudesse caber naquilo e eu aplaudia quando a chuva vinha. E a chuva vem na maioria das vezes de surpresa e eu morria de saudade dela quando esta só ameaçava vir e não vinha... pois então quando me pegava desprevinida na rua eu não me importava. Até sorria, porque criança não tem motivos para não gostar da chuva.

Hoje está chovendo lá fora... Desliguei a música que estava ouvindo para escutar a chuva. Este som de gosto doce. Barulho de chuva. Estou dentro de casa e com a janela fechada não dá para sentir muito o cheiro que me lembra a felicidade. É. Creio que se a felicidade pudesse ter um cheiro seria o de terra molhada por chuva. Por chuva lenta com pingos espessos, que é o tipo que mais me faz ser alegre.

Está chovendo desde cedo para dizer a verdade. Mas é que eu estava muito preocupada em não molhar os livros que comprei ontem antes de entrar no ônibus. Sentei na poltrona aflita por me livrar dos pingos que escorriam dos cabelos um pouco encharcados, e que mesmo depois de úmidos ainda me faziam tremer de frio. Não me lembro de antes ter sentido frio com a chuva. Quero dizer, não este frio que dói, que fica espetando o peito da gente. O frio que eu sentia antes era tão gostoso quanto lambuzar a ponta do nariz numa lambida no sorvete. E aí eu cheguei em casa, tomei um banho quente e vim pro computador, quase esquecendo que chovia. Acho que a chuva até deve ter se decepcionado um pouco, porque deu trégua. Senti toda a culpa.

Só agora percebo-a. E o quanto ela está triste! Me senti inteiramente melancólica com a chuva. Fui até a porta e fiquei quieta espiando. Não me achei digna de ir e me infiltrar lá debaixo. Sei lá, me sobrou muita saudade de fazer isto mas me faltou aquele ânimo ingênuo e sem vergonha que finge se esquecer de que a mãe vai brigar quando chegar em casa. Senti falta de me sentir parte da chuva, de ser inteiramente pura, inteiramente boba, inteiramente alegre, inteiramente transparente. Comecei a pensar que crescer não é mais se tornar um monte de coisas. Nem ser dona do mundo como eu pensava que eu fosse ser. Eu queria ser bailarina... e eu percebi que eu já havia sido a mais bonita bailarina de todas quando dançava debaixo da chuva e que sem ela era mesmo impossível de ser. Hoje até estudo música e dança, mas não é para ser bailarina. Não dá pra ser porque crescer também é deixar de ser um monte de coisa. Descobri que ganhar o mundo não era nada,porque eu havia deixado de ser a dona do céu. Tive vontade de chorar sem ter bem um por quê.

Tive vontade de ser mais humilde nessas horas e não ter vergonha de me despir para os pingos de chuva. Quis sentar ali debaixo dela e me deixar molhar. E deixar que me lavasse, de todo o mal do mundo.



2 de nov. de 2010

O novo...

Não, você não sabe o quanto o novo me atrai. Me sinto tão feliz como uma criança que recebe uma caixa de giz de cera coloridos e uma folha novinha em branco. Não, você não sabe o quanto o medo de dar o primeiro rabisco na folha em branco me fascina. A ansiedade e este efeito de mil borboletas voando pelo estômago é como estar em um balanço que se alterna entre voar até o alto e voltar ao ponto mais baixo, quase me deixando encostar os pés no chão. O fato de não ter a certeza se irei cair e a felicidade de estar no alto ... ah como me deliciam estes medos e ansiedades bobas de quando algo começa, ou está prestes a acontecer.

30 de out. de 2010

Mas uma vez

Mais uma vez. É o que digo num suspiro arrastado, sem muita emoção. Chega a um ponto em que as coisas passam a não incomodar mais e eu já cansei de dizer o quanto eu queria saber chorar, de novo. Mas tem tanto tempo! Sabe em quantos textos em rascunhos eu deixei reclamando disto? Eu já não sei. Perdi a conta e a vontade de reclamar. E dessa vez não tem nem mais nó preso que não sai da garganta. Simplesmente não tem nó. Como eu queria, profundamente, lamentar de todo o coração. Mas não, o máximo que sai de mim é este " mais uma vez, Priscila." E, me desculpem pelo constrangimento, por escrever este texto (embora amanhã eu já acorde pensando em apagá-lo), pela má-educação, pela falta de sentido e de controle, por não ter nada de impressionante nem bonito pra dizer, me desculpem ... mas, "Porra! Priscila!"

22 de out. de 2010

Eterno

Um coração maior que o dono. Era ele que falava. Falava? Gritava em palavras doces, fortes e renconfortantes. Deixando em todos que encontrava um sinal que ali tinha passado.Causava mudança a cada batida. Acelerado, não parava até ver todos bem, um dos seus maiores objetivos. Gostava da tranquilidade de estar sempre perto do seus amados. Sozinho, jamais. Tinha medo da solidão.
Tinha o dom de conquistar quem quer que fosse. Seu encanto transbordava por seus sorrisos. Se perguntares a qualquer um pra dizer uma palavra sobre, certamente será bonita. Difícil lembrar de alguma falha. Existiu? Sim, mas diante da beleza de seus atos foram anulados.

Um conforto tê-lo por perto. Era tudo tão bom que se acostumava com aquilo. Dar valor à tamanha criatura só veio quando esse coração parou. Um minuto de silêncio. E parece que levaram um dos seus maiores bens. E foi. Uma saudade que aperta todos os dias no peito que parece que nos engole. Uma sensação de quê as coisas perderam a graça desde do dia que ele se foi. Mas aí se para pra pensar, reepensar e vê ele rindo de nós. Porque ele tá tão perto, dentro de cada um. O seu amor nos atingiu e só cresce. Continuamente. Nele estão juntos todos os desejos de caminhar pelo bem, de se doar e de ser melhor a cada dia. Um exemplo. Porque ele foi tão humano e tão genial. Daquele que você queria guardar em um potinho pra ter sempre com você. Veio, sorreteramente e deixou muito. Tristeza com ele? Jamais.. me baseio pra continuar...

 Hoje 22/10/2010 foi um dia muito dificil, não so pra mim mas pra muitos. Eu costumo dizer que faço aniversario 2 vezes no ano. O 1° 20/01 foi a data que Deus escolheu pra mim vim ao mundo e o 2° 22/10
foi a data que Deus me deu uma oportunidade de  nascer de novo.
Ah quatro anos atrás eu sofri um acidente com mais 2 amigos e 2 primos, e infelizmente teve um óbito. Foi muito dificil suporta essa perda. Eu sinto falta dele todos os dias, todo tempo. Eu pergunto pra Deus todos os dias qual é o propósito que ele tem em minha vida. Porque tinha que acontecer logo com ele? Logo ele
que queria tanto viver e nunca se queixava de nada. Tudo pra ele era festa... Daí que vem a força. Meu alicerce, meu amigo, meu querido, meu amor proibido. Pra sempre aqui vai pulsar.

Eu te amo


Conversei com uma estrela Caminhando pelas ruas Pra te ter fiz um pedido E rezei por onde andei
Aprendi te amar sonhando Dediquei meu sentimento De coração, de corpo e alma
Eu te amei por onde andei Um amor me deixou aqui Nessa esquina abandonada
Na fria madrugada Sozinho na calçada
Mas quando a cidade adormeceu Um anjo lindo apareceu Era você na minha vida
Vi brilhar no céu com emoção A luz da minha direção Era você na minha vida

19 de out. de 2010

Eu quero...

Eu quero me apaixonar. É isso. Exatamente isso que tá faltando na minha vida e eu sinto tanta falta. Entende? Não quero um amor, porque isso eu já tenho e bem grande por sinal, eu to dizendo é que quero sentir aquelas sensações patéticas e tolas! O famoso friozinho na barriga, o medo de estar sendo idiota, a alegria mongol quando ele ( nesse caso um desconhecido qualquer ) te dá oi ou rende um assunto sem importância quando se encontram. É a vontade de querer estar sempre com essa pessoa, não importa onde, mas só de estar com ela já está de bom tamanho. É esperar esbarrar com ela na rua, assim sem querer... Sei la, eu quero sentir de novo tudo isso. Eu quero me apaixonar. Seja pelo novo ou pelo velho. Mas quero.



 
Eu quero me apaixonar outra vez ♪♪

15 de out. de 2010

Sonho! Quem nunca teve um sonho pra sonhar?


- Então, tá. Você disse que queria saber do meu querer. Vou tentar te explicar. É simples, mas é vasto. Não se assute com tudo, qualquer coisa pode pedir pra eu parar, eu páro. Mas por favor, não desliga o telefone.


- Sei. Pode falar.

-O meu querer se resume a uma palavra: você.

- Mas você havia dito que era vasto. Como pode ser assim? Olha aí, já está se contradizendo.

- Estou nada, não tem contradição nenhuma nisso.

- Mas eu não vejo nada de vasto nisso.

-É vasto, é gigante, e eu posso colocar o mundo dentro dele, quer ver?

- Eu não entendi.

-Eu sei.

- Se você sabe, explica !

- Se resume a você porque eu quero estar nos teus pensamentos antes de dormir, que você lembre do meu perfume, sinta saudades e tenha vontade de me ver todos os dias; sem pular nenhum do calendário.Eu quero um pedaço teu, quero sentir que tem em você uma parte que se preocupa comigo, que se importa. Eu quero doação. Eu quero teu sentimento, eu sei que tem alguma coisa guardada aí dentro. Eu quero atenção, cuidado.Eu quero te encontrar na rua e atravessar pro outro lado correndo, ouvindo as buzinadas dos carros, e quando chegar do outro lado, encontrar teu corpo e num abraço deixar todos os pesares do dia. Eu quero conseguir ler em teus olhos tudo o que a tua boca não consegue me dizer. Eu quero que você me beije de verdade, com o corpo todo, não só com os lábios. Eu quero que meu batom nunca saia da sua boca. Eu quero me pintar pra te ver todo dia, como se fosse o nosso último encontro. Eu quero acordar do teu lado e depois que vc for embora voltar pra cama só pra sentir teu cheiro no meu travesseiro, e ir ao banheiro e encontrar um 'eu te amo' em batom vermelho no espelho. Eu quero te esperar chegar com vinho e roupas de cama novas. Eu quero que você me coloque no colo e que nesse encaixe, eu sinta o mundo todo desaparecer. Eu quero ser pra você o que você é pra mim. Tá me entendendo? Eu quero dizer que te amo com todos os teus defeitos que ao meu ver são adoráveis.

-Hein, você acabou de dizer.

- Eu disse que eu queria.

- Você disse que me ama

[..] fica silêncio de um lado, fica silêncio do outro.

- Eu tinha ligado mesmo só pra dar boa noite, desculpa tomar teu tempo com essa história de querer.

- Não, não peça desculpas. Você é boa em explicar essa coisa de querer.

- Eu sou exagerada.

- Você é linda.

- Não fala assim, eu fico sem graça. Acho que está tarde, eu vou deitar e você tem trabalho amanhã cedo, tá na hora dos dois , né?

- É verdade, eu tenho trabalho.
-É.

- Posso falar uma coisa?

-Pode, to escutando.

- Eu acho que eu sei o que é o meu querer.

- Sabe?

- Sim, acho que sim.

- E qual é?

- É caber no teu querer.

[...] fica silêncio de um lado, fica silêncio do outro

- Ainda está aí?

- Estou sim.

- O que acha disso tudo?

- Acho que pela primeira vez na vida, eu to acertando.

- Essa ligação tá ficando demora, vamos dormir.

- Vamos, mas só pra constar. Foi a ligação mais importante da minha vida.

- Foi a mais linda.

- Quero só mais uma coisa.

-O que?

- Que você sempre encontre espaço pra caber no meu querer.

[...] ela suspira de um lado

- Eu tenho teu coração, não preciso de mais nada.

[...] ela sorri do outro.

- Boa noite.

- Boa noite docinho

Tu,tu,tu,tu, tu.


*O melhor.. não tinha como deixar passar em branco. Quando terminei de escrever o pouco que eu conseguir lembrar, eu logo pensei em posta-lo. E cá estou eu... pena pq foi só um sonho :'(

"Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade"

14 de out. de 2010

Eu não sei.

Pra começar eu não sei um modo de ser amor só de segunda a sexta-feira, nem ao menos me acostumei a ter carinho com hora marcada como num sábado às 7:30 da noite com horário pra acabar. Eu sou essa
moça que anda descalça pelos corredores da faculdade e que não está nem aí pro povo de que me olha torto. Eu faço produção cultural e é isso.

Acho que fui bem na prova de antropologia que acabei de fazer, mesmo sem ter lido os textos auxiliares. Eu tenho esse dom de rebuscar as palavras, investir nos meus devaneios. Tenho o dom de inventar e não sei como achar a resposta certa. O que eu não sei é mentir direito. Não que isto seja uma virtude minha. Não, é falta de talento mesmo. Já tentei mentir inúmeras vezes e até hoje não aprendi qual cara a gente faz pra não se denunciar. Desisti com o tempo, acabei aprendendo que falar a verdade é o melhor caminho. Sustentar uma mentira me cansa muito, e sabe, eu não funciono quando estou cansada.

Fico sem comer, estressada, emagreço horrores. E mesmo assim tem dias que eu acordo me sentindo a pessoa mais gorda do mundo. Peso 52 kg mas tenho para mim que a balança tem dó e mente. Me sinto visualmente mais gorda que isto quase sempre, menos quando vou a praia e sinto a falta de atributos proeminentes na região dos glúteos. Só nessas horas eu fico magra. Mas tudo bem, só tenho estes complexos vezenquando. Eu até queria ser mais vaidosa só para gostar de pentear o cabelo. Se eu digo que eu não gosto agora é porque antes eu odiava. É que era trabalhoso quando ele estava na altura da cintura, sabe? Aí eu parei em frente a um salão desconhecido e disse " Corta aí, faz o que você quiser." Tá pequeno agora.

Primeiro eu ouvi que eu era muito louca mas depois as pessoas me elogiaram e perguntaram qual era o corte. Eu sei lá qual é o corte! Eu não gravo nem nome de filmes nem de atores, vou lá saber do corte? Mas misteriosamente sei de cor os títulos de todos os livros que eu li. É que tenho um acervo particular, é o meu vício. O que eu não gravo também são as letras de música que eu misturo e inverto ... e canto mal. Mas não tenho vergonha. Gosto da minha voz desafinada, as pessoas é que não gostam... mas o azar é delas.

Ultimamente as pessoas não tem sido muito boas, quero dizer, uma minoria insignificante não tem sido boa comigo. Duas pessoas pra ser sincera, saíram por aí inventando coisas a troco de nada. Mas isso não me prejudica porque eu tenho uma boa conduta e as pessoas sabem quem eu sou e não dão ouvidos para fofocas. Só interfere em mim no sentido de ... cara, que coisa nada a ver isso! O que leva um ser humano a este ponto?

Enfim, acredito muito na regrinha que diz " cada um colhe o que planta" e por isso não sou vingativa. Não sou do tipo de gente que ocupa o tempo guardando mágoas. Passo a maior parte do meu tempo cultivando o amor que tenho dentro do peito e me cercando de coisas boas. Eu fico tentando também demonstrar pra quem eu amo... mas neste quesito sou falha. Sou a pessoa mais sem jeito do mundo pra dizer as coisas e por isto prefiro escrever. E nem tudo que eu escrevo tem coerência até porque os meus sentimentos não tem. Sou inquieta, exagerada e sentimental. Acredito que isso dá pra perceber quando me leem. E se notarem alguma frase com palavras trocadas ou sem conectivos, preocupem se não vocês, que é normal no meu caso.

Pra ser sincera eu não gosto de escrever textos assim, mas ultimamente só tenho escrito desta forma. E está tudo desordenadamente bem. Falando nisso, a cozinha está uma desordem completa e acabo de lembrar que preciso organizar os arquivos do computador em pastas porque se eu não me engano misturei os assuntos dos seminários de Música e Teoria da arte. Misturei muita coisa ultimamente e acho que confundi tudo. O máximo que eu podia fazer agora pra resolver isso foi seria sentar em frente ao mar e ficar quietinha olhando, ai como eu queria, deitar na areia e dormi por horas.Tenho certeza que iria  saí de lá mais leve, ficar sem falar por algum tempo. Se eu pudesse eu seria igual ao mar, sabe? Saberia dizer as coisas sem precisar dizer nada.

Mas como eu ia dizendo, eu não sei ser amor de vez enquando nem com hora marcada e eu passei este texto inteiro maquinando uma forma de te dizer isto e não consegui.

8 de out. de 2010

Vai sem título mesmo.

Não sei. Posso mudar de ideia daqui alguns anos, ou meses, ou dias, não sei. Mas o que vivo agora é sempre uma certeza, afirmo. Depois, se mudar de idéia, me contradigo. Tenho sempre novas teorias, estou desenvolvendo, amadurecendo e pensando. É disso que o meu avô ri depois de escutar as minhas teses. E gosto do meu avô por inúmeros motivos, mas este é um dos principais: nunca me achou jovem demais pra nada. Diferente das outras pessoas muito mais novas que ele, que sempre me dizem que é coisa da idade, e que sou jovem demais, o meu avô sempre me escutou e levou em conta. Depois de escutar ele sempre sorri e me diz que é bom eu estar pensando. Não importa como, nem em quê, ele diz e me pergunta:

- Faz sentido?

- Faz vô, faz todo sentido pra mim.

- Então você deve acreditar.

E eu sei que devo. Sei sim. Já me disseram que eu penso saber muitas coisas, e pensar saber é ser "arrogantezinha", como diz meu pai. Mas eu não penso saber, eu penso. Só isso. E isto que importa, é o que penso agora e que pode não ser mais meu pensamento amanhã. Mas por enquanto ponho toda a fé do mundo, afinal, o que será da vida se a gente não acreditar?

Acreditar. Não parece uma palavra mágica? Pois pra mim não parece, é. Acredito enquanto faz sentido pra mim, sem nenhum medo de me arrepender e me contradizer mais tarde. A verdade é que não me contradigo, pois nunca sou a mesma, e logo, aquela pessoa que lhe afirmou algo há um ano ou um dia atrás não é a mesma que sou, assim como a minha opinião não é. Minhas idéias correspondem ao que sou, e eu sou o agora, sou o futuro, mas nunca o passado. Não sei, não consigo me imaginar no mesmo corpo e nas mesmas palavras de antes, já fui muitas, mas no presente sempre sou só uma.

Posso ser várias no futuro. Sou infinita. (E vejo nisso um fascínio.) Infinito, no sentido banal e literal da palavra quer dizer não ter fim. Mas, no sentido mágico de quem acredita, além de não ter fim, ser infinito significa muitas coisas mais. Ser infinito, no meu caso, é estar completo e querer ainda mais, desejar. O que me move é o desejo, pois tenho dentro de mim uma inquietude. Não consigo me acomodar, me conformar, empurrar com a barriga, manter, estabilizar. Não sou estável, nenhum pouquinho ( e isto não é bom, muitas vezes), mudo sempre desde o cabelo até a raízes que estão fincadas em mim. Aliás, quase não tenho raízes a não ser aquelas mais profundas, que não se desprendem nem querendo.

Minha crença é enraizada no evangelio, cresci indo à igreja, ainda assim, não foi o suficiente. Não me bastou, não poupou a minha mãe do susto de quando ela me ouviu dizer que acho as religiões africanas o máximo, e que acho que em todas as religiões, mesmo sendo tão diferentes, há um fundo igual ou muito parecido. A diferença para mim está em acreditar. Escolha alguma em qual seja mais natural acreditar, ou não escolha, apenas acredite em algo, em alguém, em você mesmo. Tanto faz.

Acreditar e desejar. São as palavras que movem o mundo. O mundo é feito de desejo e crença, o resto é apenas consequência. Repito: O mundo é conjugado pelo desejo e pela crença, o resto são verbos derivados. Afirmo, sem medo de afimar, pois quem tem medo não acredita. E eu confio no que digo (pois confiar, de acordo com a minha gramática é verbo derivado de acreditar.) Mas na verdade, não sou convicta, isto é outra coisa, porque posso mudar. Quero mudar. Desejo e amo o novo.

E também o amor é apenas uma resultante do desejo, que vem primeiro e que nada mais é do que um fio desencapado à espera de algum impulso de energia que entre em curto-circuito. Acredito em energia, nas forças do universo que regem o mundo, no equilíbrio espiritual e mental, na força do pensamento e do desejo, mais uma vez, acredito na potencialidade do desejo. Tive ainda poucos amores, ou talvez nenhum, como sabê-lo? Não sei, mas desejo tê-los, vários, diversas vezes, em muitas ou em uma pessoa só. Não importa, pois, como citei ali em cima me dando como exemplo: as pessoas nunca são as mesmas, e acho que este é o único motivo que me faria permanecer com um alguém.

Até mesmo o amor, eu opino, precisa ser reformulado, inovado, abalado, ou sei lá, as pessoas precisam crescer, amadurecer, experimentar, desejar, errar e mudar, como eu já disse em diversos outros textos: " A minha vida é feita de recomeços." E de tudo o que me sobra destas reviravoltas todas não há muita coisa além do que muitas idéias na cabeça e muito desejo/amor no peito, acho que quase nada mais. E, penso eu neste instante, que este quase nada é que deve ser o infinito. Como assim? Posso explicar-lhe agora: No nada cabe muito mais coisa do que se possa imaginar, é justamente onde nada foi formulado, estabelecido, moldado, ou ocupado. É somente no vazio que cabe o infinito.

Portanto já não posso afirmar que sou isso ou aquilo. Simplesmente não sou. Não sou nada, eu acredito, é só isso. Não estou fadada a ser. Pois ser, para mim, é quase uma sentença ou um castigo. Pensar é mais importante.

3 de out. de 2010

Isso tudo?


Perdi completamente a vontade de escrever aqui. Em apenas 2 meses que coloquei novamente o contador
Mas de 1.300 visitas.
Agradeço de coração todas as visitas e comentários,peço desculpas aos meus 5 seguidores por não retribuir a visita e aos comentários. Confesso que a maioria dos que comentam eu não sei quem são, não faço nem ideia de como encontraram meu blog. Agradeço á vocês também... Agradeço a quem vem aqui por gostar de mim ou do que eu escrevo, mas é broxante saber que muitas dessas visitas não foram de corações bons. Pessoas maldosas que insistem em passar aqui todo santo dia pra ter a certeza se eu estou triste ou que alguma coisa ruim vem acontecendo.
De vocês, caros infelizes, eu tenho pena. Tenho pena pelo tempo gasto em desejar o mal de alguém, pela inveja ou por sua vida ser tão mesquinha. Eu não fiz esse blog pra mostrar que sei escrever bem, não tenho objetivo nenhum com o que eu escrevo, escrevo por que amo escrever, não sou a rainha do blog... e você que perde seu tempo favoritando o endereço desse blog, pra todos os dias procurar um alimento pra sua inconformação, eu sinto em lhe informar que acabou.

Não estou mais triste, não me iludo mais com intrigas que talvez você mesma tenha tentado arquitetar, não me importo mais com o mal que as pessoas me desejam e sabe por que? Porque eu aprendi que eu sou forte demais pra escutar e viver coisas que eu nunca imaginei, e não vai ser meia dúzia de recalcadas que vão me colocar pra baixo. Demorei muito pra escrever isso, mas eu sei que se eu parar de postar algumas pessoas sentiram falta de mim por aqui, pessoas que realmente se importam comigo, me senti na obrigação de dar uma pequena explicação do porquê desse desânimo.

Tenho vivido minha vida mais pra dentro, mais comigo e guardado as coisas boas ( que são lindas além de boas ) só pra mim e pra quem eu amo.

Eu estou feliz apesar de tudo, os meus últimos dias tem sido  lindo, perfeito! As amizades que tenho feito por aqui tem me deixado muito feliz e satisfeita. Se pudesse não voltaria tão cedo pro Brasil... Mas sei que existem pessoas que me amam de verdade e que sentem minha falta. Não ligo mas para as ofensas recebidas no formspring, na caixa da verdade... enfim! E o que era capaz de me derrubar, não derrubou. Aqui estou, de pé, mais forte que nunca! Amando ainda mais...

Obrigada, e desculpa a quem não precisava ler esse tipo de coisa.

1 de out. de 2010

Esvaziei

Eu escrevo, depois apago. Escrevo mais um pouco, depois apago. Os sentimentos mudam tanto durante as 24 horas do dia, tanta coisa sai do lugar, a gente tropeça porque não arrumou a bagunça e quando tudo começa a voltar pro lugar, você então percebe que muita coisa tá quebrada. É hora de jogar fora. Esvaziar a cabeça pra enxergar direito. Todos esses dias eu estranhei a minha frieza, minha dificuldade em chorar, e hoje eu esvaziei, chorei tudo, chorei por cada dorzinha e palavras. E agora eu pergunto, o que restou ? Que sentimento é esse?
E as pessoas continuam querendo o mal das outras, continuam não se satisfazendo com as próprias vidas, ainda existe aquela necessidade em ser o juiz da verdade, jogam no vento mil coisas, sem pensar nas consequências que isso teria pra vida de uma outra pessoa, e querem saber? O vento não cessa, ela dá a volta.
Mas agora só existe uma certeza, sou um túmulo. Passar bem

30 de set. de 2010

Meu ciúme

@créditos á Bianca/ foto 2009



Estou com aquela sensação estranha de ter mergulhado a ponta do dedo num copo de passado e enfiado na boca rápido, descobrindo numa lambida só que algumas coisas quando amargam não voltam a ser doce depois de um período de abstinência. Tentei me levantar e ir ate a cozinha para tomar um copo d'agua,a tela do computador ficou um pouco torta de uma hora pra outra e meu equilíbrio que andava tão em dia comigo resolveu falhar.

Esse é o problema de gostar das pessoas. Pessoas fodem sua vida, partem seu coração, comem outras pessoas quando deviam estar só comendo você. Pessoas têm passados de histórias de amor que não foram com você e, no fundo, a gente sempre sabe que a gente também tem o nosso e faz parte do passado comprometedor de alguém. E pior, até onde vale à pena lutar com garras afiadas contra o passado de quem a gente ama, ou esconder com todos os recursos de privacidade o que já aconteceu na nossa própria vida?
O problema do meu ciúme é que ele é tão grande que acaba ficando sem foco.

 Meu ciúme não tem nome porque eu consigo dar variados nomes à ele todos os dias, em todas as suas ações eu consigo achar alguém que está ali, bem escondidinho no canto do seu cérebro que administra todas as lembranças que foram feitas antes de eu chegar. Meu ciúme é tão imbecil, que eu às vezes penso que se eu abandonar você eu posso finalmente me tornar uma lembrança grossa que também caber (e ainda roubar o lugar de algumas pessoas) nessa parcela de massa incefálica que eu ainda não posso entrar.

Se eu fosse passado e não presente, seria eu que ia importunar, não quem estaria sendo importunada.
Daí eu fico inspecionando meu passado de perto todos os dias atrás da moita, que é pra eu me lembrar que eu também tenho um e que, se você resolvesse futucar aqui e ali o tempo todo, você também sentiria ciúme de mim. Mas aí me vem sempre aquela outra pergunta: será que você não sente também? Ou será que só sou eu mesmo que sou a louca e não entendo... eu sei que esse meu ciúme bobo não resolve nada, ou se acredita no que se "tem" ou se vai embora e pronto?!

E você, amor, você que deve ficar ai confuso também tentando imaginar o que se passa aqui nessa cabeçinha tão ingenua. Enquanto os outros guardam de mim memórias pequenas, você me reconhece nos meus gestos mais comuns e me enfrenta no meio dos meus devaneios, no meio dos meus ataques de morte, das minhas tentativas de guerra contra todos os demônios que habitam minha cabeça porque ela é sempre cheia de tantas coisas, funcionando muito mais rápido e atribuladamente do que a das pessoas normais.

Eu tenho tanto medo de um dia uma mulher normal, com cabelo liso,grande ( porque eu sei que você gosta), roupas iguais às de todo mundo e senso de humor medíocre te leve de mim. Porque essas pessoas que são só pessoas – realmente iguais à seus iguais – são normalmente mais fáceis de se conviver.

Porque eu sei que você acha a minha loucura bonita e até meio poética, mas eu sei também que você já achou tudo isso muito mais lírico do que acha hoje e que, um dia, pode de verdade cansar de tanto surto.
Na nossa guerra diária de passados, de outros amores, de decisões, de foco, de fica, de fode, de fato, não é a vontade de ganhar de você que me move, mas sim o medo de te perder. A qualquer hora sem aviso, para qualquer uma dessas coisas.

Meu ciúme é tanto que eu acabo olhando muito para o meu passado. E eu sei que sou louca – você as vezes já deixou escapar que sou bobinha e eu também tenho consciência – , mas se eu encontrasse o tão falado gênio da lâmpada hoje, o pedido seria simples e sim, insano: um mundo sem passado, pra mim e pra você.

28 de set. de 2010



No momento eu preciso exatamente daquele carinho pra continuar a ter forças pra suportar essa situação. Precisam de mim e eu preciso de você.

26 de set. de 2010

Paro em frente ao espelho. O que eu tenho? As mesmas olheiras de sempre, cavando meu rosto, cada vez mais fundas. Faz tempo que eu não durmo bem. Tenho sonhos loucos, sonho com tanta gente... O que essas pessoas vem fazer no meu sonho? Faz tanto tempo que eu não as vejo... Na minha cidade a única coisa que eu consegui deixar foi a minha eterna ausência, e eu cheguei a pensar que logo me esqueceriam... mero engano. Ai bateu desânimo

Confesso! Dos verdadeiros e sinceros eu não esqueci, não os abandonei, estão aqui comigo.. esses eu trouxe à tira colo. Os outros eu tambem trouxe mas os deixei junto com uma mala pesada de roupas sujas, que não combinam nenhum pouco com a vontade de fazer mil coisas que eu tenho, então embrulho, deixo guardada dentro da frasqueira para quando o ânimo bater de súbito. Tenho esta esperança de que o ânimo uma hora vença o cansaço, embora eu passo todos os dias corretivo com vontade de dar um pouco de paz para as minhas olheiras amigas, (ultimamente as únicas companheiras que tem me agüentado sem reclamar de nada, nem do meu mau-humor e nervosismo à toa, vejam só), estou muito grata à elas.

E, (por mera gratidão) vez ou outra, até consigo regá-las com as lágrimas mais sinceras que eu tenho, para que floresçam. Mas não é sempre que dou esta sorte de estar fértil, úmida, chorosa. Não é sempre que eu consigo. Queria ter vontade, é tão chato estar seca, e o nervosismo é seco. É explosivo, mas seco. E o mau-humor é seco, farpado, mas seco. Neles, de fato,não há nada produtivo. É terra árida mesmo, diferente do choro.

O espantoso no meio disto tudo sou eu conseguir sentar pra ler um livro e me distrair. E isto não era pra ser bom? Não sei se é, sinceramente. Tem horas que eu preferia entrar em curto-circuito, dar pane, soltar o grito, o verbo, o amargo, sair pelada na rua rindo da cara dos outros e apontando só pra levar um soco na cara de um estranho, jogar a merda no ventilador, ver tudo voando pra todo lado, sangrar, beijar meus machucados, arrancar a casquinha, pular de cima da ponte para um rio, fazer um circo, deitar no chão e me debater até cansar, sem ter ninguém pra me dar colo, não, eu não quero! Eu quero sofrer, não me encostem, nem me estendam a mão, me deixem sofrer, por favor! Juro que eu queria. E depois, me levantaria discretamente, sacudindo a poeira do corpo, saindo de fininho com a cara e a alma mais lavadas do mundo e fingiria que nada houvera acontecido. Dizendo com alívio: "- Pronto, passou."

Queria reaprender a me permitir ao sofrimento. Mas não! Eu insisto em continuar, e não me abater ( mas não é porque eu quero) é porque depois de tanta coisa vivida eu andei aprendendo que fazer alarde não resolve nada mesmo. Então a gente aprende a se adaptar, encarar, conformar, deixar pra lá, não ter vontade de chorar, dizer (no máximo) "que pena", abrir mão e viver. Simples! Dizem que isto é amadurecer...
Mas é assim? Tive dúvidas no começo. É assim mesmo? Assim que as coisas se dão, tão facilmente, e eu não sabia? Sem nenhum complexo, nenhum trauma, e nenhuma graça?

E, se preparem, porque aí vem o pior, (vou escrever em letras minúsculas porque me envergonho) : não é que eu tenho tirado proveito desta coisa toda? É, desta tristeza (não é bem tristeza porque não me sinto verdadeiramente triste, mas não sei ao certo como definir, então vou usar a palavra tristeza mesmo,e vocês , me desculpem de antemão pela falta de interesse em criar outra palavra). Não é que justo desta tristeza tem me surgido toda a inspiração para escrever, sair, conversar ou simplesmente pensar?! Fico indagando como pode uma pessoa tirar proveito,achar isto lucrativo? Me sinto um pouco egoísta. Tanta gente no mundo querendo sair da fossa, e eu achando ouro nela.

Estou me sentindo confortável,este é o pior: estou bem. Sem nem me preocupar em me desesperar – que nada! – Tudo bem, levanto da cama num pulo e vou na esquina comprar uma revista para ler em casa, sozinha. No caminho de volta passo na padaria e compro dois pães, um pra agora e outro para amanhã bem cedo. Então, antes de abrir a porta novamente eu penso : E as pessoas que me escorreram pelos dedos? - Eu lamento. - E todos os momentos que não se repetirão?- Lamento. - E a falta que deixarão? - Lamento também.- O que há comigo? Que não escreveria este texto por nada, não achando necessário, se não fosse por muita insistência de mim mesma e das minhas olheiras, que não me deixaram ir dormir simplesmente ignorando os fatos e me fizeram sentar, parar e escrever. Para quem? Por que? Com qual finalidade? Não sei , e lamento não saber.

Acho que o pior que uma pessoa pode dizer nessas horas é "eu lamento." Mas que diabos de expressão inútil é essa? "Eu lamento". Lembro de uma vez em que eu fui ao médico para descobrir que a minha escoliose estava duas vezes pior do que antes sem nenhuma explicação, apesar do tratamento. E o tal doutor me olhou fundo nos olhos com a cara mais imóvel do mundo, mexendo apenas a boca para me dizer num tom sem nenhuma emoção:
"- Eu lamento, muitíssimo."

No momento exato em que ele terminou de falar me surgiu uma vontade enorme de lhe enfiar uma bifa na cara e dizer : " –É mesmo isso tudo o que você vai fazer? Depois de todos os exames, tratamentos, você volta aqui pra me dizer que lamenta muitíssimo? É isso o que você tem a me dizer? Como assim, eu lamento?”
Saibam que lamentar, além de ser a pior coisa a se fazer, também é a pior a se dizer. Mas, infelizmente, é o que eu tenho escutado de mim mesma ultimamente, à contra gosto. Inclusive, tenho escutado muitas coisas de mim, ou melhor, daquela voz que tudo sabe e que existe em algum canto escondido da gente, nos falando coisas que nem a gente sabe que sabe.

 Tenho a vontade de perguntar muitas coisas a esta voz, mas esta é uma voz teimosa que só aparece quando quer, e enquanto isto eu tento de todos os modos (mentalmente, por escrito ou em voz alta como uma louca embaixo do chuveiro) fazer com que ela me escute: E esta saudade monstruosa com que eu me cubro todos os dias antes de dormir para me proteger do frio? O que fazer com ela? O que fazer quando se descobre, no susto, que saudade não mata? O que há a dizer quando se vive de saudade?

20 de set. de 2010

Estou me surpreendendo.

Tenho me controlado mais do que o normal. Situações que eu estaria totalmente sem reação, e total desorientada, tenho conseguido manter a calma e a postura. Embora há momentos de brincadeira, discontração e sorrisos, também exite aqueles que me desepero, perco o chão e me tranformo em uma criança chorona. É mais forte do que eu.
Não sei dizer se isso está sendo bom, ou ruim. Sei que por enquanto não vi algum resultado. (se é que isso vai dar algum resultado)

Ps: Vou dormi

:*

13 de set. de 2010

Nhééééé

Não tenho muitas palavras. E  não sei como começar esse texto. Ok! Primeiro queria agradecer à Line e a Ry por ter feito do meu final de semana ser maravilhoso, por ter me acordado as 08:00 da manhã em plena segunda-feira, me alegrando e me convencendo a entrar no site  para ver a classificação do curso. Na verdade, devo a todas as pessoas de sabado e ontem, por terem feito tudo dar certo, e feito com que meu final de semana fosse extremamente OTIMOS. Tinha até me esquecido de como é bom estar fora da rotina, fazer coisas novas, ver gente nova, sair pra outros lugares, respirar novos ares, mesmo que isto te custe alguma coisa. Valeu a pena, sem nenhuma dúvida... Estar ao lado de quem nos quer bem, de quem nos diverte, e sempre bom.
Que notícia ótima eu tive hoje! Espero que continue assim, que os bons ventos soprem sempre o que tiverem de melhor, porque pra quem leva a vida com amor tudo fica mais leve.
Então...lembram sobre o que eu disse na publicação do dia 09/09/10 ? Sobre ter acontecido um incidente com o número da minha redação, e que com certeza não seria corrigida ?Pois é gente, eu consegui sim.
Não sei que milagre aconteceu, mas corrigiram a minha redação, e advinha? Passei. Nem acreditei quando fui olhar a listagem de nomes (só por olhar né?). Já tinha até me conformado e nem quiz procurar saber. Mas a Line me convenceu ( claro ela já sabia huauhaauh) Já comecei olhando do último número pra cima, acho que era o 150 ... e nada de ver o meu nome.
Falei pra ela " Pois é Line, desisto, já olhei quase tudo aqui." Quando ela me disse, lève les yeux. "" Quoi? "" Regarde, le deuxième nom sur la liste...  Traduzindo : " olha pra CIMA." "Que?" " Olha pra cima, o SEGUNDO nome da lista." huahauhaua
Passei em segundo lugar ainda por cima. Inacreditável. E é isso aí geeeeeeeente. PASSEEEEEEEI Tô muito feliz começando uma segunda-feira assim,não preciso de mas nada  :d

Agradeço a todos que torceram por mim... OBRIGADA mesmo de coração.

12 de set. de 2010

O resto é mar, é tudo o que eu não sei contar.

♪ Vou te contar, os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender .
Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.
O resto é mar, é tudo que eu não sei contar, são coisas lindas que eu tenho pra te dar.
Vem de mansinho a brisa e me diz : " - é impossível ser feliz sozinho."
Da primeira vez era a cidade, da segunda o cais e a eternidade ...
Agora eu já sei da onda que se ergueu no mar e das estrelas que esquecemos de contar,
O amor se deixa surpreender, enquanto a noite vem nos envolver ♪




Ouvir essa música dá uma saudade do Brasil... da Cidade Maravilhosa,da praia,do calçadão,das caminhadas, do "bom dia" vindo daqueles que você nunca viu na vida, da agua de coco,da lagoa,da saudade de tudo. Ah é essa foto ai em cima... Eu e Braian foi tirada no começo do namoro. Haha como eu fui feliz nessa época.E vendo essa foto confesso que bateu saudades dele tbm.Saudade da amizade que permaneceu mesmo depois que terminamos, da presença, da risada..e ele vai sempre existir na minha vida. Mesmo o amor que um dia fez com que jurassemos milhares de coisas, ter se transformado em amizade, eu vou levá-lo pra sempre comigo... e eu sinto muita falta dele aqui. "O resto é mar, é tudo o que eu não sei contar." ♪♪

9 de set. de 2010

Quem sabe na próxima?

Eu disse que voltava em breve, só não imaginei que seria assim tão breve.Queria eu começar um texto falando de coisas boas. Mas não, não hoje... quem sabe na proxima? Dia 10 de setembro amanha ne?! Completa 1 mês que estou morando na França. Esperei tanto pelo dia 10 de agosto e cá estou ... eu tinha preparado tantos sonhos pra este ano com cuidado e eu já podia vê-los começando a dar certo. Infelizmente não cheguei a tempo para me inscrever para uma faculdade em Nice, então so me restava no momento ficar por aqui. Mas como eu sou uma pessoa muito "sortuda" consegui me inscrever para um curso aqui mesmo.Fiz a prova, passei a primeira fase, e modéstia parte me dei muito bem, cheguei a gabaritar duas das matérias específicas na prova discursiva. Passei pra 2° fase... mas então, por ironia do destino aconteceu um incidente na minha redação, justamente a parte que eu mais gosto de fazer. Por descuido, falta de atenção, bobeira, chame lá do que for ... não vi que havia um espaço reservado para pôr o número da proposta de texto escolhido. Resultado: acho que não vão corrigir minha redação. Provavelmente será anulada,tenho quase certeza que foi anulada e não adiantará de nada ter sido excelente no resto da prova inteira, não há maneiras de passar sem a redação. Enfim, me senti destruída no começo, arrasada, desacreditada ... uma azarenta. Mas depois passou, respirei fundo e ergui a cabeça como sempre. Pra ser sincera agora não sei bem ao certo o que vai ser daqui pra frente, mas eu aguardo confiante. Bani a palavra azar do meu vocabulário. Eu acredito no destino. O que é pra ser meu vai ser, e de repente esta não seria minha melhor oportunidade. Não sei se devo continuar aqui sei que há tantas coisas no Brasil a minha espera. É não sei, não sei. Porém o que me resta agora é me esforçar mais um bocado e correr atrás das novas oportunidades que virão, e isto não é problema pra mim, meu caro. Empenho e força de vontade eu tenho de sobra! E é assim que se fala.

" Ô minha filha, as suas dores não são as maiores do mundo e nem vão ser. Sacode a poeira. Toma um banho de rio. Abre essas asas. Grita alto, chora baixo. Pula alto e cai de cara. Desenha toda a beleza do mundo. Compra uma caixa de lápis de cor e sai aí colorindo a vida."
(Tati Bernardi)


;*

8 de set. de 2010

Hey!? Tô viva

Que sumidinha heim? Pois é, to meio sem cabeça pra escrever aqui. Voltei pra academia to felizona hehehe. So uma coisa me preocupa... Me inscrevir para um curso e passei pra 2° etapa, e lá fui eu fazer a prova.Vamos ver se consigo uma vaga. Tava realmente muito fácil, " REDAÇÃO" mas quem disse que a minha cabeça tava boa pra pensar haha! Logo na questão redação que eu tanto gosto. É... seje o que Deus quiser.. a sorte ta lançada... (tenso!)
Os meus dias tem sido otimos, e eu pretendia escrever sobre isso, mas né...
Não tenho muitas novidades, nem muita idéia do que escrever... só vim dar uma satisfação, pra que vocês não desistam de mim, ok? haha! Eu volto, em breve!!

Um bjo
:*

1 de set. de 2010

De novo. 01/09/09

Titulo: Setembro coming ... ¬

Foi só pra mim, ou o mês de Agosto esse ano durou MUITO? Parece que levou décadas para chegar o dia de hoje, o último dia desse mês infernal. É sério, não estou exagerando, tirando alguns fatos isolados, esse mês foi definitivamente o pior mês do ano até agora, e eu não acho que os próximos consigam superá-lo ! No calendário atrológico, esse é o mês mais complicado para relacionamentos. E parece mesmo que em todo lugar que eu ia, tinha alguém reclamando que brigou com o namorado ou namorada, melhores amigos, pais e etc. Era como se esse fosse o período em que a paciência de tudo e todos evaporasse e desse lugar à um sentimento de confusão e indiferença. Cheguei a pensar que essa tal crise-de-agosto não fosse me atingir, mas que boba eu fui, me atingiu em cheio. Tive discussões com pessoas que eu achei que nunca teria, magoei outras que eu nunca quis magoar, e inúmeros outros problemas que não é necessário citar. Todos esse problemas fizeram esse mês durar o que me pareceu uma eternidade, e me fizesse esperar ansiosamente pelo próximo. O que importa é: Setembro chegou. E totalmente contrário ao anterior, setembro é um mês que eu adoro. Não sei bem o motivo, para falar a verdade, mas eu me sinto muito bem quando chega setembro. Talvez seja pelo clima, nada de muito calor e nem muito frio, o clima ideal, e a sensação de que as flores vão colorir um pouco mais a cidade, como em toda a primavera. A esperança está no ar como se eu pudesse vê-la claramente, assim, a olho nu.

OBS: Texto publicado no dia 01/09/2009. Tenho ate assunto pra escrever aqui só não estou me sentido bem pra transcreve-los. Enfim ... um ano se passou e eu não mudaria nada... continuo achando desse mes o pior de todos.

24 de ago. de 2010

Ai como doí

Estou me acostumando aos poucos. É que a gente sempre quer sair de casa, conhecer o novo. E já pensou largar tudo e ir para um país novo? uma cidade nova? Sem ninguém, ninguém que saiba da tua história, novas pessoas, nova casa, nova rua, novo bairro, novos vizinhos, novas praias, novas festas, novos trajetos, novos horários, novas regras, vida nova. A gente sempre quer. Se livrar da vizinha encrenqueira, de alguém impondo horários pra chegar em casa,das fofocas, das implicância daquelas garotas insuportavéis, do burburinho da cidade, das pessoas que já foram o que eram pra ter sido, de sair para os mesmos lugares e de fazer o mesmo caminho sempre. A gente sempre quer.
Mas tem um dia que isso acontece, de fato. E aí você vai, leva só as malas e deixa tudo para trás.E seja o que Deus quiser. Vai com um sorriso na cara pra atrair sorte, vai com o pé direito pra garantir, vai com o pensamento de que tudo vai dar certo e vai com o coração na mão porque não tem jeito.
Fazem 14 dias. E só nesse tempinho quanta coisa eu já vivi... Eu ri demais, eu falei com todo mundo que eu podia falar aqui do predio e da rua onde moro, eu fingi ser outra pessoa na rua, eu virei a madrugada brincando de jogo da forca sem luz em casa, eu dei número de telefone falso, Eu brinquei demais, eu quase fui atropelada, eu ja fui sozinha a padaria pela primeira vez, eu fui na primeira choppada com as meninas, eu amanheci na rua, eu dormi dividindo colchão com 4 pessoas, eu subi num palco, eu ganhei um concurso, eu contei isso tudo para os meus pais, eu fui sincera e não tomei esporro como eu esperava que fosse tomar. Eu percebi que agora não tem mais como voltar atrás eu tô crescendo.Sim eu tô crescendo! Essa foi a frase que eu disse na ultima conversa que tive com minha mãe.
E uma coisa interessante que ela me disse que eu nem tinha me tocado " Filha á 4 anos que você vem crescendo agora que você percebeu?". É... talvez ela tem razão. Mas somente hoje que a fixa caiu e que agora não tem ninguém pra me dar esporro, que não tem ninguém pra decidir por mim, nem pra me defender, nem pra me dar colo. E entendi que a responsabilidade é minha e por consequência a consciência também. Que eu que adiministro meu dinheiro e que se eu acabar com ele o problema é meu. E que dessa vez não adianta eu dizer "eu faço tudo que eu quero e é problema meu" como nas épocas de revolta, porque agora o problema é meu mesmo. Só meu. E não tem ninguém pra me salvar. Eu que me vire, eu que corra atrás, eu que estude, eu que invista, eu que me garanta, eu que viva ... por mim. E ninguém mais. Ninguém mais vai viver por mim.
E isso dá um arrepio na espinha, dá susto como em montanha russa e dá vontade de ter tudo de volta, os seus amigos de sempre, a sua caminha na casa da mamãe, uma comida descente feita por ela, não se preocupar em "como eu vou voltar pra casa", conhecer o caminho por onde anda como a palma da mão. E dá saudade. Dá vontade de você reencontrar todo mundo. Até mesmo aquela vizinha chatinha.É que com o tempo você descobre que gostava dela. E descobre que ama a sua familia mais do que imagina. Que ama até mesmo os lugares antigos e descobre que a sua rotina era boa. Você sente falta de um monte de coisa e às vezes dá uma solidão enorme ... e eu que gostava de ter a casa vazia... descobri que não, tem dias que a gente precisa de alguém colado o dia inteiro.. E nem todo dia é dia de festa. Tem dias que você descobre que ser dono do seu próprio nariz pode doer. Uma dor aguda, bem na pontinha dele. Ai.

9 de ago. de 2010

Meu testamento !

Tudo que nasce,morre. E ninguém nunca sabe para onde vai. Não sei quanto tempo leva pra esquecer. E esquecer não é simplesmente não lembrar, eu acho que é mais. Um processo longo e sem fim. Esquecer a gente nunca esquece. Não quero mais lembrar então, destas coisas que parecem estar quase mortas ou entaladas em algum lugar que dói e eu ainda não descobri.
Proponho que façamos um grande velório. Preciso enterrar todas as histórias. E as estórias também que eu inventei e que nem chegaram a ser,e que também não viraram sonhos porque eu acordei de repente sem ar na madrugada. Levantei. Fui até a cozinha procurar um copo d’água. Sentei e comecei a escrever.

Minto, antes de começar fiz uma longa... pausa... para te olhar. Tentei acompanhar o ritmo da sua respiração funda e lenta enquanto dormia. Achei seu arfar um tanto afável: o músculo endurecido do meu coração se retraiu primeiro,mas depois, mesmo um tanto receoso relaxou e se deixou levar. Minha respiração inquieta me deixou descansar por alguns instantes enquanto eu seguia o seu ritmo, mas eu não consegui imitar a sua paz por muito tempo.

Foi apenas o instante dos seus olhos sonolentos conseguirem se abrir até o meio, fraquejando logo após de me fitar, e você arquejou a boca como se fosse me dizer algo se não estivesse tão cansado. Talvez em outro tempo eu até insistisse em ouvir , mas desta vez não. Quis apenas contemplar aquele silêncio para começar a escrever. Escrever não sei para quê e nem para quem, mas senti total necessidade. Talvez escrevendo eu pudesse definir um fim para esta história, melhor então passar para o papel – pensei – uma vez que sei lidar melhor com a caneta que corre em minhas mãos firmes, porque só assim elas sabem ser firmes, pois só assim eu saberei ser firme.

Meus finais todos são dotados de drama, de silêncio e de madrugadas também. E de mortes, assim como são dotados todos os finais. Sei que tudo isto está morrendo mas não faço idéia para onde vai. Não quero saber. Sei que depois do enterro vem a vida que segue, que continua cruel ou felizmente, nos mostrando que o mundo gira e que a vida lá fora sempre vai continuar existindo, mesmo que eu me assassine um pouco... mesmo que eu mude de idéia e queira morrer. Quis deixar então um testamento, como prevenção, por saber que as madrugadas acabam e que depressa vem o depois.

Mas não há muito o que eu queira deixar neste testamento, eu até poderia deixar algumas marcas, mas estas eu quero que sejam apagadas. E todos os sorrisos, os abraços, os planos, e os rancores também. Isto também morre junto. Tudo o que houver de mim eu retiro e levo comigo, inclusive as minhas palavras. Esqueça das minhas palavras.Quero deixar no meu valioso testamento apenas uma sagrada esperança de que tudo vai dar certo e um novo entusiasmo para os dias que virão.

De resto não vale a pena cantar a hipocrisia, não quero lhe desejar nada que não seja verdadeiro. Deixo então o silêncio. E o barulho da palavra que quis escapar da sua boca e que nunca saiu, o som falho interrompido pelo cansaço que repousou no seu sono. Deixo o arfar inquieto do meu peito enquanto velava você dormindo. Te deixo a cor das minhas olheiras, e por fim, deixo a minha insônia descançando em paz em cima do teclado, repousando ou deixando-se abater, enquanto se ouve o baque sutil da trinca da porta do meu quarto sendo violada, o sopro do vento vindo de fora, os sorrateiros passos se afastando sem se despedirem pelo corredor da casa.

Deixo o frio de acordar sem uma meia dos pés, e sem você ao lado. Pra sempre.

Amanheceu o dia.

8 de ago. de 2010

Me desejando sorte !

A minha vida é feita de recomeços. E isto significa reconsiderar. Reaproveitar algo? Talvez. Não sei se quero, e nem se devo. Vou sentir saudade de algumas coisas, eu sei. Só ainda não sei de quais.

Ps: Descobriir que meu Pai tem lido isso aqui ahuauhuauuauha então aqui vai um
Feliz dia dos Pais pra vc meu Pai... o melhor Pai do mundo. Eu te amo *-*

4 de ago. de 2010

Por quanto?

Das tantas coisas que passam na minha cabeça eu poderia revelar um pouco menos da metade, talvez deva-se a isto o fato de eu ser uma pessoa calada (a princípio), porque quando eu decido falar eu falo, e como eu falo! Mas este nem é o problema, o problema é que eu insisto em escrever... Agora imagine um ser humano que consegue sofrer um acidente catastrófico ao fritar um ovo, ou aquela voz desafinada ao fundo do coral, o tipo de pessoa que canta sempre o refrão da música por nunca conseguir gravar muita coisa além disso, a amiga que sempre esquece das datas mais importantes e depois liga choramingando pedindo desculpas, a menina que chega na porta da festa e você pensa que é um mulherão até vê-la tropeçando, entortando o salto dançando meio desajeitada, te fazendo mudar de idéia. ( O que uma pessoa dessas poderia escrever?) Imagine agora uma criança com os dentes da frente nascendo desproporcionais aos outros dentinhos de leite, parecendo um hamster e vestindo um vestido de princesa grande demais, no estilo maria mijona porque a mãe comprou com o intuito de tapar os joelhos, sempre ralados como os de menino. É, pense na menina que sempre brincava com os meninos (não, não era por ser uma menina que de tão legal era aceita no clube do bolinha) era por exclusão mesmo, do grupo das menininhas meigas que carregavam lindas bonecas e seus carrinhos cor-de-rosa nas cestinhas de suas bicicletas, que por sinal nunca foram páreo para as minhas Barbies semi-carecas, maqueadas com canetinha. Quem disse que os meus brinquedos não eram legais? Azar o das meninas meigas que perderam uma grande oportunidade,cortar o cabelo das bonecas estilo hardcore era super aceitável e eu sabia disto desde pequena, elas é que eram muito over... mentira. Eu sempre quis brincar com elas, sempre quis saber maquear as bonequinhas ( e não sei até hoje, nem maquear bonequinhas quanto mais me maquear sem parecer o palhaço Bozo, err ok, vou prosseguir ...) sempre quis saber cantar, sempre quis saber cozinhar e conseguir sair de perto do fogão viva, chegar na festa linda e sorridente e sair dela não só sorridente, mas linda também, sem aquela cara de acabada com os olhos completamente borrados por sempre me esquecer do hímel e coçá-los. Sempre quis ser como aquelas mulheres fatais superproduzidas que nos seduzem só com os olhos nas capas de revista (mas nunca consegui e uso a desculpinha que ser despojada e natural é bem melhor), confesso, sempre quis dar estrelinha, ter uma memória melhor e saber puxar assunto. Mas, enfim, o que me sobrou foi escrever, então eu me rendo.
Começou assim de modo meio ingênuo, com um textinho para a mamãe na homenagem da escola e as professoras que insistiram nessa idéia não poderiam imaginar o mal que isso me faria: maldita tia Isa que adorava minhas mentirinhas escritas e me pedia para escrever mais e mais, me elogiando nas beiras das folhas do caderno. E, como não me sobravam muitos elogios por outros talentos, foi deste modo egoísta que passei a gostar de escrever: para impressionar a mamãe e a tia Isa, como uma criancinha superdotada que um pouco mais tarde pularia de série como consequência.
Mas não parou por aí, além de ser um ano adiantada e por isso ser sempre a mais nova da turma, as consequências não foram poucas. Quando eu vi estava completamente rendida por tal hábito e já escrevia coisas que não queria que mais ninguém lesse; Os meus segredos, as minhas vontades, os cometas que passavam voando pela minha cabeça... é, não tinha mais volta. Eu precisava escrever e agora não era para tia Isa, não, não. Simplesmente não existia motivo nenhum.
Tarde demais, estes, de precisar sem motivo, são os piores vícios. Agora me encontro no estágio agudo, no surto de dizer as coisas que eu não diria ... e o pior: tem vezes que resolvo escrevê-las aqui. Daí, quando me dá vontade de ler de novo o que eu escrevi em uma espécie de transe (pois não penso no que estou escrevendo e nem olho para o teclado enquanto escrevo), dou de cara com as barbáries e abobrinhas, faltas de vírgulas e de parágrafos que só noto quando um monte de gente já leu e interpretou à sua maneira. Então deixo pra lá, pois não vejo mais sentido em corrigir, uma vez que já fora interpretado não se deve tirar isto das pessoas.
Enfim, só não acho isto pior do que a minha infinita capacidade de me auto-sacanear quando já estou quase dormindo e resolvo, sem mais nem menos, começar a falar pra você tudo o que eu demorei o dia inteiro tentando disfarçar, tentando não dar bandeira e não parecer uma psicótica, uma doida qualquer sem controle nenhum dos impulsos e emoções, ciumenta sem razões para ser, exigindo coisas hipócritas que não posso exigir, falando várias merdas opiniões pessoais e episódios do meu passado, coisas que nem eu sabia que estavam guardadas na minha cabeça e que saem como borboletas voando atônitas de dentro do meu estômago por terem estado presas ali um dia inteiro, fazendo minhas mãos transpirarem de nervoso mais do que o normal.
Tanto esforço para nada, graças ao meu maldito hábito, maldita boca enorme e traidora que eu tenho, malditos textinhos para mamãe, malditos caderninhos com elogios da tia Isa, maldito você que sempre dorme depois de mim e que por isso me flagra neste estado perigoso do dia, maldita sinceridade, malditas menininhas meigas, malditas mulheres fatais, malditas borboletas que saem voando sem pedir licença. E então, sei lá o que fazer depois disso tudo, na verdade não tem muito o que fazer, não é? Não há como apagar a palavra dita (depois que ela sai já não é mais sua, mas sim de quem as ouviu.) Sem ter como voltar atrás, só sinto um pouco de vergonha, mas gosto também. Aí eu resolvo respirar fundo e aceitar a situação, me levanto e desisto de dormir, sento à sua frente ... fico olhando com um ar desafiador e debochado a sua cara de quem ainda está pasmo se recuperando do que ouviu.

- E aí, agora você me compra por quanto?

29 de jul. de 2010

Uma Buceta?

Não esperava que o texto anterior rendesse polêmica, hoje eu iria postar um texto sobre um outro assunto diferente, mas gostei muito das opiniões de vocês e não consegui ignorá-las. Fiquei refletindo sobre o assunto e me vi obrigada a postar aqui a minha resposta. Primeiro queria dizer que agradeço aos comentários, MAIS DISCORDO DE VOCÊS.


É que não acho que a mentira seja natural do homem. Não,o homem aprende a mentir com o tempo, pode aprender sozinho até. Mas não, não é a mentira que nasce com o homem, é o medo. Sim, o medo, instinto natural de sobrevivência, de proteção... Quem mente, mente por medo.
E a verdade não é impossível, eu não acho que seja ... nós, a sociedade, é que criamos em torno dela um pavor e desde pequenos aprendemos a ter medo da verdade.

O mais irônico é que este medo da verdade nos torna cada vez mais pessoas paranóicas, desconfiadas de que tudo seja mentira. O medo da verdade leva ao medo da mentira, isto não soa como um sistema? Pois é de fato um sistema. Óbvio, a sociedade é um sistema e como todo sistema, possui o seu modo de sobrevivência. E deste modo mais uma vez retomamos ao ponto de início: o medo, instinto para sobreviver.

Mães que tem medo que os filhos errem, como elas já erraram tanto, e escondem os fatos, e ameaçam e mentem. Mentem por cuidado, por receio, zelo, mas mentem. Não seria muito mais fácil chegar e dizer, "veja bem, eu já tive a mesma idade. E sei muito bem o que se passa pela sua cabeça agora, passava o mesmo na minha, é normal. Fiz exatamente a mesma coisa ou até pior, mas olhe, eu me estrepei toda, quebrei a cara, me dei mal. Errei. E queria te adiantar o caminho, não faça o mesmo, pro seu bem." Não é muito mais honesto?

Mais eficaz do que as ameaças hipócritas "fulaninho, se eu descobrir que você fez isso ..." E para que os pais não descubram os seus atos falhos os filhos mentem, por medo. E por medo um empregado não assume o seu erro, sua insatisfação, seu desespero, e com medo, fica mais desesperado. Por medo uma esposa não assume que já não sabe se ama o marido, sei lá por quais tantos motivos (medo da separação, de não conseguir pagar as contas sozinha, medo do que os outros vão pensar, medo da solidão) e na realidade fica cada vez mais sozinha por dentro. Faixadas.

E por medo de que estas faixadas venham abaixo o sistema continua sustentando farsas, hipocrisias, onde nada nem ninguém pode ser verdadeiro. Mas quem foi mesmo que disse que não pode? Não sei, mas disseram isso pra gente, a gente já nasce ouvindo, já nasce esperando o mal dos outros, a mentira. A gente já nasce com medo.

E justamente por acreditar no oposto eu já ouvi todo o tipo de comentário, que sou inexperiente e não sei nada a respeito da vida, que eu sou louca, liberal demais, que não penso no que falo e que não tenho pudor, ou que sou lunática e tudo o que eu penso é muito bonito mas não passam de meros devaneios. Mas eu discordo. O que eu penso não é bonito, nem cor-de-rosa. É duro, é frio, e às vezes tem gosto amargo.

E escolher estar fora de um sistema não é uma escolha simples, é escolher se sentir excluído, é escolher ser apontado, julgado, e mal interpretado. E aceitar certas verdades já me machucaram muito, ouvir certas verdades e recebê-las com o peito aberto já me cortaram a alma, já me bateram na cara, no ego, no sonho, em tudo. Me aceitar assim como sou, de verdade, doeu. E me privar de mentiras adoráveis e confortantes foi insuportável.
Optar pelo verdadeiro não é tão bom quanto um desvaneio, não, eu garanto. É escolher precisar de ouvir qualquer elogio só para aumentar a estima e não ouvir. É precisar de alguém que te diga que morreria pelo seu amor e privar-se disto. É trocar um lindíssimo poema de Camões por um bilhetinho escrito "gosto de estar perto de você." É banir qualquer metáfora encantadora, trocar palavra por atitude. É aceitar a dignidade de um sentimento simplório e aprender a gostar do que é simples. É necessitar ouvir que tudo vai passar, e ter que levantar-se em meio ao tormento e ir a luta, sabendo que não vai passar, que há dores que ficam pelo resto da vida e que a gente precisa aprender a lidar.

É preciso aprender a lidar com a verdade, mesmo que isto te faça perder o grande amor da sua vida, mesmo que isto te doa no ego, na alma e no sonho. Mesmo que você passe vergonha, que não consiga posar como o herói da moral para o seu filho, mesmo que se lasque inteirinho, mesmo que você corra o risco de perder.
As pessoas mentem tanto porque querem ganhar o tempo todo. Só querem ganhar, tirar vantagem sempre, mas a vida não é um jogo. É isto o que eles não entendem: a vida não é um jogo. E a verdade não é para quem tem medo de perder.

É preciso assumir a verdade, é preciso assumir o erro, é preciso assumir as consequências, é preciso assumir o rumo natural das coisas, é preciso assumir a si próprio. É preciso perder, faz parte, é necessário. No começo não é nada fácil, mas somente depois que as primeiras provas de fogo já houverem passado, verão como é descomplicado. Depois que contarem a verdade na pior das piores situações, sentirão como é bom ser livre. Como é leve. Mesmo que esta liberdade lhe custe a indignação do outro, e mesmo que o seu erro cause espanto a sua verdade causará ainda mais, muito mais. Respeito. É esta a palavra. A verdade por pior que seja impõe respeito pela coragem, e é também o próprio respeito ao próximo de não privá-lo da verdade. É dar a ele o direito de perdoar-te ou não. É respeitoso, nobre, justo.

Uma coisa que aprendi depois de ter sentido todas as dores que senti no início: não, na realidade, não é a verdade que dói. É a ilusão que machuca. É descobrir a farsa, cair lá do alto de surpresa para pôr os pés no chão, é isto que dói. O que faz a traição em todos os sentidos não são os fatos, mas as mentiras. São estas que doem. Penso agora que se eu não tivesse me cercado de tantas ilusões, tanto cor-de-rosa, não iria ter me doído nada, pois a verdade é mesmo simples quando se convive com ela desde o começo.

Tudo isto me lembra o caso de uma vez em que foi feita uma mostra de arte sobre o caos urbano e a vida cotidiana na minha faculdade, e fora implantada logo no centro do pátio de entrada uma escultura de terra com uma forma, digamos, inusitada. Confesso que eu mesma não conseguia ver em tal obra qualquer relação com o tema da exposição, e a única coisa que me vinha na cabeça a respeito da tal forma inusitada era a de que me parecia uma buceta – Esta coisa parece uma buceta, parece sim uma buceta enorme no centro do pátio, mas claro que não é, claro que não pode ser ... – e meus pensamentos foram logo interrompidos pelas risadinhas abafadas dos alunos dos outros cursos que assim como eu estavam parados no hall de entrada observando aquela escultura curiosa – Este povo de publicidade é muito doido e idiota, cambada que não tem o que fazer, vem e colocam essa buceta de terra enorme no pátio. – Era o que comentavam alguns. E entre críticas ao meu curso e risadinhas não contidas, todos os pensamentos convergiam para o mesmo ponto : "parece uma buceta, uma buceta gigante no hall de entrada."

Foi então que um dos alunos de engenharia metidos a soberanos que andavam com meios sorrisos dados de lado parou diante da autora da obra, e disse-lhe num tom debochado apontando para a escultura de terra:

- Parece uma buceta.

- Não. (Disse ela num tom de voz muito calmo.) Você está enganado pois não parece. É uma buceta.

E saiu com o sorriso aberto sem dar mais explicações, enquanto o menino do sorrisinho de lado permanecia estático em frente aos outros (sem nenhum sorriso agora) procurando um buraco qualquer no chão para sumir. – Mas é claro! – pensei eufórica ao concluir a minha interpretação sobre a obra e sua relação com o tema. O que mais além do órgão genital feminino pode representar tão bem a vida? Feito do elemento terra, elemento vivo, o oposto do asfalto morto do caos, mas é claro!
E passei a ver naquela obra uma genialidade tamanha, nem tanto pela estética, mas pela composição de sua idéia. Que maneira brilhante e inusitada de representar algo tão comum,e mesmo sendo um tema tão tachado e batido a autora fez com que se tornasse algo que realmente chamasse a atenção, e além de tudo fosse surpreendente. Comecei a perceber então, além de tudo, nesta obra uma provocação: pois a verdade estava ali tão crua e notória diante de nossos olhos e não conseguimos interpretá-la. Por que não conseguimos logo de início? Aceitar a verdade nunca é fácil. Procuramos outras explicações, floreamos, afinal, não podia ser aquilo... aquilo não era admirável, era feio, era real demais, não podia ser arte. Podia? Então buscamos outras hipóteses, sem nem passar por nossas cabeças que a verdade é bem mais simples e clara do que parece.