18 de dez. de 2010

[...] e um amor

Me parece tão estranho não ter por quem esperar. Não ficar ansiosa por um sinal, um chamado. Não ter o coração batendo com destino certo. Ás vezes acho que é tão bom essa sensação de liberdade. Pena que eu não goste de ser tão livre. Quero ir e ter pra onde voltar. Você me entende? Não tô querendo um castelo. Uma varanda, uma rede e um abraço.


Passar por tantas perdas me faz ter uma vontade de ter sempre alguma coisa pra compensar. Amigos e famílias são uma riqueza, mas isso já não basta.
É uma ordem natural da vida. Queremos qualquer coisa e um amor.
Entretanto, não tô deixando me deixando ao relento, pegando sereno pra vê se alguém fica com pena e vai cuidar de mim. Tô por aí vivendo pra esbarrar, encontrar numa esquina, deixar sentir pra vê se é.
Tô desejando, sem esperar que venha tocar a campanhia aqui de casa.

Tô na luta, tô pela rua, tô pra vida.