23 de dez. de 2009

Auto estrada das vontades ...

Voltei com aquela antiga mania de me perder em pensamentos.
É como se a mente fosse uma auto-estrada cheia de atalhos e bifurcações, e eu tivesse a audácia de me aventurar por todos esses lugares, com uma rapidez insana e uma atenção limitada. É cansativo.
Tentar ver todas as paisagens da minha história, do meu presente e até do passado, como um carro em alta velocidade aonde, da janela, não consegue-se captar as cores e os movimentos do que se vê lá fora. Tudo é borrão, tudo é tela de aquarela depois da chuva, todas as cores se misturam sem distinção de forma e desenho. Agora me diz, como é que eu espero ver tudo com clareza se eu sigo a vida sempre assim? Parece-me impossível!

Como um motorista embriagado, eu procuro meu freio de mão.. em vão. Doutor eu acho que meu carro está quebrado. Eu procuro parar, procuro o pedal pra diminuir a velocidade das coisas mas não encontro. De duas uma: ou o pedal não está ali ou minhas pernas estão curtas demais devido à letargia, para alcançá-lo.

Eu sento na escrivaninha de madrugada, com uma caneca cheia de chá pra afugentar os meus demônios e penso em tudo. Tento passar esse filme íntimo em câmera lenta, preciso dos detalhes, preciso dos diálogos intensos passando inteiramente aqui dentro. Só assim posso tirar coisas boas do que se foi, até mesmo das dores sentidas outrora. Só assim eu posso entender porque a vida tomou tal curso, lá na auto-estrada eu tenho que lembrar qual atalho eu peguei, porque eu quero voltar pra pista livre. Quero andar sem limite de velocidade, mas quero também, poder encostar meu carro, minha carcaça, no acostamento pra poder sair e esticar as pernas vagarosamente. Quero sentir o chão sob os meus pés, andar descalça na areia da vida e sentir os grãos grudando na pele suada, sentir aquela brisa de fim de tarde bagunçando os meus cabelos revoltados, sentir a chuva no corpo feito batismo natural, vital... é necessário.

Tenho mil e uma vontades, e apenas uma vida pra viver todas elas.

22 de dez. de 2009

En_tao ...

Nunca ninguém esta satisfeito com que tem, não é? Tenho visto bastante coisa ao meu redor. Coisas que ando observando em pessoas do dia-a-dia. Coisas que percebo tão claramente o quanto é ridiculo de nossa parte nos doar tanto ao amor sendo que não nos amamos primeiramente. Vejo "situações" que, se eu estivesse no lugar, não teria percebido o quanto "estaria" sendo estúpida. Enfim, não devo julgar ninguém, muito menos quando se trata de amor. Que seja o caso, todos poderiam passar por algo parecido [se já não passou...] e/ou se submeter a qualquer coisas exageirada.




Sei lá por que estou escrevendo sobre isso. Acho que estou, sem querer, me envolvendo demais na situação da pessoa. O complicado é ver alguém querida por mim (mesmo havendo pouco tempo de convívio constante) triste.

[ainda vou terminar]

Falei! Ein?

Me respondam uma coisa: pra que existe o ciúme? Ou melhor, por que eu sinto tanto essa bosta? HAHUHAUHUAHUA Inconformada com isso...

Meu porto seguro

Estou ficando muito abobada, creio que tenho visto o mundo com outros olhos. Agora, antes tarde do que nunca, tento ver sempre o lado positivo das coisas. Por mais que de vez em quando, seja um pouco estouradinha...


Pelo menos tenho na cabeça que sendo assim, não dá em nada.

(Ah, só escrevo coisas inúteis. Coisas que quase não consigo colocar pra fora e não há tempo suficiente pra expor isso. Enfim, dane-se.
rs)

Está chegando, está faltando pouco. Pouco pra eu poder ter de volta a minha metade que faz uma falta e tanto. Pouco pra eu matar as saudades dela, e conversar até não ter mais assunto. Pouco pra eu poder sorrir novamente, sabendo que se algo de ruin acontecer comigo, ela estará por perto pra me dar colo na hora do desabafo. Pouco: está faltando pouco. 2 dias e ela chega pra colocar tudo em ordem com a sua voz autoritária e seu jeito brincalhão. Não consigo relacionar a minha vida sem a minha mãe. Por acaso você consegue pensar em uma casa sem a base dela? Então, pra mim minha mãe é isso. A base da minha vida. *_* Não menosprezando meu pai... Ele sempre foi meu melhor.  mais mãe e mãe ne ?! :D


Eu queria tanto a minha mãe aqui comigo pra ela poder me dar um abraço forte e eu me sentir protegida, como se fosse um bebe recem nascido no colo de sua protetora. Quero sentir seu cheiro, sua mão na minha cabeça, falando que tudo vai melhorar, que não adianta me sentir sozinha pois eu a tenho. E realmente eu não estou sozinha... por mais que bata uma solidão terrível quando o dia turbulento acaba e me deito na cama.

Ah... sou completamente apaixonada pela minha família.


(coisa boba de se dizer não é? rs)

Tenho dias lindos ...


Se perguntar o que é o amor pra mim não sei responder, não sei explicar, mas sei que o amor nasceu dentro de mim. Me fez renascer, me fez despertar.
Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal : dor sem ter remédio pra curar.
Me disseram também que o amor faz bem, e que vence o mal.
E até hoje ninguém conseguiu definir o que é o amor.

( O que é o amor - Maria Rita)


Estou assistindo meu dvd da Maria Rita " Samba meu'' aqui casa, e como diria Caio Fernando Abreu :
Tenhodiaslindos,mesmoquietinhos...
 
 
 

 


Ganhei " Morangos mofados " ( Caio fernando Abreu ) da única pessoa que me conhece por completa, que sabe que um presente tão simples me deixaria tão feliz, alguém que não precisa nem ouvir minhas peripécias pra me dar os conselhos certos... mas eu não escuto.
Eu sou teimosa.- Mas eu amo vc viu? E eu amei o presente! -













 
E o Natal ta chegandooo ....

19 de dez. de 2009

Flor da pele !

 
"Ando tão à flor da pele
 
Qualquer beijo de novela

Me faz chorar

Ando tão à flor da pele

Que teu olhar "flor na janela"

Me faz morrer

Ando tão à flor da pele

Meu desejo se confunde

Com a vontade de não ser

Ando tão à flor da pele

Que a minha pele

Tem o fogo

Do juízo final...
Barco sem porto

Sem rumo, sem vela

Cavalo sem sela

Bicho solto

Um cão sem dono

Um menino, um bandido

Às vezes me preservo

Noutras, suicido!
Oh, sim!

Eu estou tão cansada

Mas não prá dizer

Que não acredito

Mais em você

Eu não preciso

De muito dinheiro

Graças a Deus!

Mas vou tomar

Aquele velho navio

Aquele velho navio!
Barco sem porto

Sem rumo, sem vela

Cavalo sem sela

Bicho solto

Um cão sem dono

Um menino, um bandido

Às vezes me preservo

Noutras, suicído!


" E fico com vontade de deitar no colo dele e falar que é tudo mentira... "
Por que essa calmaria quando enfim é você? Não queria...
" - Vamos voltar pro navio ? "



17 de dez. de 2009

Para aquela que é pra sempre ...

Eu tava aqui, lendo umas cartas antigas e pensando no tempo. É tão inevitável que ele passe, que ele fuja da gente assim, sem nem perguntar se nós concordamos com as implicações disso tudo... Eu esqueço de lembrar, assim não parece tão longe e tão forte. Mas dá uma saudade imensa daquela época em que a gente brigava voltava a se falar e passava duas horas no telefone fazendo listas, sofrendo por causa de garotos (você consegue imaginar que os amores das nossas vidas tinham entre 13 e 15 anos? kshakshaks), que eu ia na sua casa pra passar o final de semana,você morando a duas quadras da minha? haushuahsuaha sem me preocupar com o fim das férias (que agora praticamente não existem), sem medo de não ter destino nenhum, sem a obrigação de planejar um futuro... Ah, a gente sofria por que mesmo?


Tenho saudade até das pequenas coisinhas. De ir dormir na sua casa e passar a madrugada conversando, "falando água", como sua mãe dizia. De falar sobre nossos medos - que eram tão diferentes e tão parecidos - com conselhos e compreensões, com brigadeiro, hambúrguer, bacon ou qualquer outra coisa indigesta demais para as quatro da manhã. De você inventando histórias sobre como eu conheceria o homem da minha vida (e eu sempre te interrompia, porque você gostava de histórias em que eu era atropelada). De não ter que ir embora correndo no dia seguinte. Saudades de ficar na piscina e de você tirando mil fotos que eu saia de plano de fundo, sempre fazendo careta por não ter mais caras pra sair em fotos... Ou de tentar cantar as músicas que milagrosamente estavam no nosso tom, de passar frio no seu quintal e te dar broncas por se iludir tão fácil com as pessoas. Faz falta demais. Não só porque o tempo passou e nossas agendas parecem cheias demais pra se encaixar um prazer, mas porque nós mudamos muito. Aquelas duas meninas já não existem. Elas não têm espaço nesse mundo sujo, só cabem na lembrança colorida e leve, nas brincadeiras que inventavamos outro dia pelas ruas da nossa casa.

Há um tempo atrás me culpei imensamente pela sua crise. Você estava mal e eu tinha parte da culpa, sim. Eu sabia que você podia ser salva, porque aquela mesma voz que se dizia fraca contra os seus próprios desejos, naqueles olhos que sofriam por erros impulsivos, eu via uma criança que pulava o muro da minha casa pra brincar escondida da empregada. Eu via a menininha que se dizia sonâmbula pra me assustar de noite, minha companheira de loucuras infantis e sonhos. Eu sempre soube que você e essa menina eram a mesma pessoa, e me afastar foi o pior que eu fiz. Depois resolvi me compensar. Que tipo de amiga eu seria se não insistisse até encontrar o lugar onde você estava escondida? Tenho tentado ser melhor sempre, porque eu sei que você merece.

Eu gosto de te ouvir falar e de saber que o que você me diz é exclusivo. Porque você, como uma gaucha típica, é cercada por amigos que te idolatram e querem saber tudo sobre você. Mas tanto tempo de convívio me trouxe certa prioridade que eu valorizo muito. Gosto também de quando falo, porque por mais que você não entenda, me apoia. Você me dá esperanças nas minhas paixões platônicas e na vida que eu levo cabeça a dentro. Aliás, essa é a nossa maior diferença: você pensa sobre o que você vive, e eu vivo sobre o que eu penso. Somos opostas e ainda assim nos compreendemos.

Quando vou á Penedo saio no quintal de casa e o cenário está todo lá: as árvores onde a gente subia, a casa que jurávamos assombrada, os muros que agora parecem altos, nosso eterno refúgio de criança que guarda as marcas da infância. Crescemos, sim. Mudamos, sim. São mais de dezeseis anos ao seu lado, e como você mesma disse, eu nem lembro do mundo antes de conhecer você. Serão mais tantos anos, tantas histórias. Seremos velhinhas finas, tatuadas e moderninhas huahsuahusha, teremos casas vizinhas ,jamais perderemos a loucura de mulheres neuróticas pelas madrugadas insones. Amigas são para sempre. Você é para sempre. Não se perca de novo, por favor. Não se afaste mais de mim. Mas se um dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só pra te buscar.
 
Para minha amiga Amanda. Te amo sempre