Eu sempre soube, sempre seria a mais intensa dos "relacionamentos". Infelizmente. Sempre gostei de me dedicar ao meus amores, invento coisas, imagino encontros e despedidas. É... eu imagino. Eu sonho. Eu só não aprendi que nem sempre a outra pessoa retribui, que nem sempre ela sente que você idealizou tudo, não pensa que aquilo é importante, que tem um significado. Por menor que seja a atitude, ela foi pensanda não foi? E se foi pensanda é porque deve significar alguma coisa, caso contrário nem seria dita. Fato.
Eu acredito que quando se ama algo ou alguém, tudo nele é especial, certo? Um sorriso, uma mensagem,palavras bonitinhas,uma ligação no meio do dia sem avisar, tudo isso se torna mágico. Meio idiota também. E eu sou assim, tudo me fascina, mas eu tenho deixado isso tão de lado... porque eu tenho necessidade é de agir, de fazer surpresas, de ligar, de falar coisas melosinhas, mas eu desisto quando percebo a falta de interesse do outro lado. Talvez não seja falta de interesse, mas de empolgação. Eu sinto falta da empolgação, é isso. Deveríamos sempre cuidar da pessoa amada como se ela fosse fugir das nossas mãos, como se ela fosse se quebrar com um sopro. Sempre cuidando, nunca querendo deixar que ela vá muito longe, com medo de que ela talvez possa não voltar.
E eu vivo esperando, vivo imaginando, querendo estar perto, querendo agradar, mas parece que sempre dá errado. Eu quero vozes mais excitadas, quero sentir felicidade do outro lado, e satisfação.
Acho que aos poucos eu fui mesmo esfriando, não dá pra viver insistindo em algo que não tem jeito, é assim, acabou, ponto final. Não vejo nem um pouco de graça em ser isso, de que adianta amar um pessoa, se tudo não passa da " mesmice " ? Hum? Diz que te ama o tempo todo e não faz questão de demonstrar,fica dias/semanas sem se falar e quando tem a oportunidade troca meia duzias de palavra no msn e logo sai dá a impressão de que você nem deveria ter iniciado a conversa, Pergunto posso te ligar amanha e depois de meia hora ela responde " Ah amor " ,escreve um email sincero, cheio de importância, e a pessoa nem ao menos responde um "obrigado". Isso acaba comigo. Acaba com a minha saudade, acaba com meus planos... e depois eu sou chata. É... é chato mesmo. Eu concordo. E sabe, não vejo mais razão. Um dia morre de vez. Se já não estiver no " quase ".
2 de abr. de 2010
24 de mar. de 2010
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Uma das coisas mais difícei pra mim é não conseguir me expressar, não conseguir escrever.
Sei que faz um tempo que eu não posto aqui, mas garanto que tentei, inúmeras vezes...
Mas nada do que eu escrevi parecia valer a pena.
As coisas têm acontecido de tal maneira, que minhas palavras não fazem tanto sentido, não são mais tão agradáveis, nem tão bonitas.. Tudo parece falso e sem fundamento.
Não sei quanto tempo vai durar essa minha 'abstinência', mas eu REALMENTE espero que passe logo...
Beeeeijo geente
e se cuiidem!
;***
Sei que faz um tempo que eu não posto aqui, mas garanto que tentei, inúmeras vezes...
Mas nada do que eu escrevi parecia valer a pena.
As coisas têm acontecido de tal maneira, que minhas palavras não fazem tanto sentido, não são mais tão agradáveis, nem tão bonitas.. Tudo parece falso e sem fundamento.
Não sei quanto tempo vai durar essa minha 'abstinência', mas eu REALMENTE espero que passe logo...
Beeeeijo geente
e se cuiidem!
;***
8 de mar. de 2010
Pode ficar sem titulo mesmo?!
Por um tempo, um bom tempo, você acreditou ter aprendido a andar sozinha. Depois de uma fase em que a vida dependia exclusivamente de uma outra pessoa, você achou mesmo que tinha tomado posse das próprias decisões. Mero engano, dona Priscila. Você nunca aprendeu a viver sozinha, você nunca aprendeu a escutar um " Não ". Você acorda e se pergunta o que será do seu dia, mas você não consegue imaginar que nesse dia você ficará sozinha, fazendo apenas as suas coisas. É difícil ter que lidar com isso ainda, não é? Carência? Não diria que é isso que você tenha, mas dependência. Entregou mais uma vez a responsabilidade da sua felicidade nas mãos de um " estranho ". Não pode ser assim, já falei, já escrevi e se quiser dessa vez eu desenho. Você já viveu isso, sabe que vai doer, sabe que não vai poder ser assim. Tá esperando o quê pra levantar e ver que a vida é sua e somente sua? Ninguém precisa te dar a mão e fazer com que você ande! Primeiro você, depois o resto. Seus planos? São os seus planos e isso não depende de mais ninguém. Você sabe que eles já aprenderam isso, e essa é a sua vez.
Você vai iniciar uma nova fase, vai conhecer pessoas e coisas novas, um mundo totalmente novo vai aparecer na sua frente, entende? A sua vida não se limita a ele, aos seus amigos, ou quem quer que seja. Como dizia Caio F. " você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off "
Aprende que ninguém vive a sua vida, ninguém quer ser responsável pela sua felicidade, então levanta e faz o mesmo!
Você vai iniciar uma nova fase, vai conhecer pessoas e coisas novas, um mundo totalmente novo vai aparecer na sua frente, entende? A sua vida não se limita a ele, aos seus amigos, ou quem quer que seja. Como dizia Caio F. " você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off "
Aprende que ninguém vive a sua vida, ninguém quer ser responsável pela sua felicidade, então levanta e faz o mesmo!
5 de mar. de 2010
Amargo e quente !
Leia ouvindo "Apologize timbaland" Fikdik :p
Com o tempo eu aprendi a gostar de café amargo. Depois de tanto tentar aprendi como se bebe sem fazer cara feia e me apeguei a este gosto peculiar. Com o tempo eu descobri que só café amargo pode curar as dores que a gente sente na alma. Algumas gotas e pronto! Só com café amargo é que nó na garganta se desfaz. Nem música, nem colo, nada. Estas coisas só empurram o choro pra fora, o que é bem válido porque gosto de chorar até não poder mais, para justamente não poder mais chorar. E depois de passada esta etapa do choro parto para uma boa xícara ainda fumegante. Gosto de sentir a dor do nó se desfazendo com o amargo quente que vai me amolecendo por dentro.
Gosto de sentir porque até mesmo a dor eu gosto de sentir inteira. Sempre fui muito inteira. Dessas pessoas que quando amam, amam por inteiro. E que quando querem, querem por inteiro. E que quando odeiam é por inteiro também. Embora eu não odeie ninguém (creio que ainda ninguém me fez tanto mal assim para que eu possa odiá-lo por inteiro.) Sou destas pessoas que precisam estar inteiras para que sejam felizes.
Para mim nunca existiu não estar triste nem também estar feliz, nunca consegui conviver com este meio-termo (é que o meio me deixa metade vazia) e me admiro com quem consegue. É porque sendo assim deste jeito me entristeço toda com frequência e por isto levo um bom tempo da minha vida inventando coisas que me façam lembrar que a vida vale a pena. Sendo deste modo uma pessoa inventiva e por consequência distraída... Eu até tentei observar as pessoas. Mas até hoje eu ainda não soube como é que se faz pra aprender a amar também uma vida morna. Comigo não, comigo tem que ser quente! Até porque, covenhamos, café frio é de embrulhar o estômago.
E nem adianta tentar esquentar de volta, viu? Café requentado é a pior das coisas. Mais vale a pena fazer outro no bule, mas, melhor seria se a gente nunca deixasse esfriar e não precisasse jogar tudo fora. Mas enfim, acho que nem estou mais falando do café em si, como sempre tenho essa mania feia de metáforas (não é todo mundo que me entende.) Então vou voltar agorinha mesmo para a nossa realidade, meu caro.
A realidade é que às vezes a vida parece mesmo ficar pela metade e que não existe só o que é bonito. Às vezes as coisas tem que ser feias porque é da natureza delas mesmo não serem bonitas nem cor-de-rosa e eu tenho que aprender a amar também o que é feio de natureza e me contentar com a metade, sei disso. Mas eu não quero. Me recuso! Eu quero ser inteira pra sempre. Fazer tudo com todo o coração e tornar até o que é feio em coisa bonita, reinventar (era essa palavra que eu queria dizer.)
Está certo que ser apenas metade dói menos. Mas não tem problema, se me doer muito ser inteira, sei muito bem me curar... com café. Amargo e quente.
PS: odeio café
3 de mar. de 2010
O Mundo Gira ! Sempre.
Deixa eu contar uma coisa que eu aprendi, na verdade, que eu venho aprendendo há um tempo: Não julgue. É isso, não julgar ninguém sem conhecer. Uma imagem nem sempre é a verdade escondida dentro de alguém. Eu tenho vergonha de lembrar das coisas que eu falava e pensava das pessoas que passei a conhecer. Pessoas que são tão parecidas comigo, que possuem os mesmos defeitos, mesmas neuróses, mesmos medos. E eu julguei tanto estando fora das vidas delas. Hoje eu entendo muitas das atitudes que elas tomaram, e eu sinto vergonha de mim. Mas serviu pra aprender e muito que ninguém é perfeito, e ninguém tem o direito de apontar o dedo julgador para outra pessoa. Não quero que esse texto fique parecendo hipocrisia, nem moralismo, mas é verdade. Quem me vê passando na rua não pode dizer quem eu sou antes de me conhecer, logo, eu também não tenho esse direito. E eu agradeço muito a Deus por me mostrar que eu andei errada, por fazer o mundo girar e colocar na minha frente as pessoas que eu julguei, me dar um tapa na cara e me fazer enxergá-las tão diferentes. Você se sente tão mais limpo assim...
Mais o que eu quero dizer afinal com esse texto?! Bom como eu ja tinha dito eu não sei muito falar das pessoas só quero mesmo deixa registrado aqui que eu estou adorando poder trocar mais ideias com meu novo amigo Evandro, acho que ja posso chama-lo de amigo né? rs. Prometo ! Da próxima farei um texto mais descente.
Bjus Baby :)
Mais o que eu quero dizer afinal com esse texto?! Bom como eu ja tinha dito eu não sei muito falar das pessoas só quero mesmo deixa registrado aqui que eu estou adorando poder trocar mais ideias com meu novo amigo Evandro, acho que ja posso chama-lo de amigo né? rs. Prometo ! Da próxima farei um texto mais descente.
Bjus Baby :)
28 de fev. de 2010
Deixa ...
Escrevi, escrevi e escrevi. Apaguei. Se não for de verdade, que não seja então. Me deixa em paz. Me deixa ser a coisa boa que eu sou pra outro alguém. Me deixa esquecer de tudo, não me traz lembranças daqueles dias em que eu acreditei. Me deixa pensar que eu to fazendo o certo. Me deixa.
Não vou mentir dizendo que não sinto falta, nem mentir dizendo que meus dias têm sido bons, mas acho que "o não esperar mais " tem feito com que eu me sinta mais aliviada. Percebi que dói menos estar só, sem mentiras, sem hipocrisia... Mais algumas voltas do mundo, e tudo certo.
Não vou mentir dizendo que não sinto falta, nem mentir dizendo que meus dias têm sido bons, mas acho que "o não esperar mais " tem feito com que eu me sinta mais aliviada. Percebi que dói menos estar só, sem mentiras, sem hipocrisia... Mais algumas voltas do mundo, e tudo certo.
27 de fev. de 2010
Uma rua sem saída.
Ontem antes de dormir, terminei de ler " morangos mofados " do Caio Fernando Abreu, e o livro termina com uma carta do Caio a um amigo. Guardei o livro e deitei pra dormir, e então me vieram na cabeça todas as coisas que eu já quis escrever um dia e desisti, tudo o que eu tinha pra dizer e não disse. Por muito pouco não levantei da cama, religuei o computador e as escrevi aqui. Escreveria muita coisa, as quais talvez nem fossem entendidas, mas que continuam aparecendo toda vez que eu termino um dia e tento dormir.
Lembro que pensei em uma rua sem saída, mas não uma rua pequena. Mas sim uma rua que você precisa andar muito pra perceber que não há nada além de um muro. Lembrei que andei por aquela rua na esperança de encontrar uma maneira de ultrapassar aquele muro, tinha esperança sim, apesar de saber que seria em vão toda essa caminhada. E foi.
Me via ainda parada, olhando pro caminho de volta, com uma preguiça danada de voltar, um desgosto em assumir que falhei. Eu não queria olhar pra trás, queria ultrapassar o muro, encontrar o que ninguém nunca encontrou antes, eu sei que existe muito mais ali, existe sim.
E então, apareceram pessoas gritando o meu nome, ouvi um pouco baixo lá do final da rua, mas eram vozes que eu reconhecia, e eu voltei. Eu andei todo o caminho de volta com o coração apertado, os olhos ardendo, mas voltei. E sorri quando reconheci aqueles rostos. Sorri quando eles me abraçaram e falaram " Pra quê perder tempo com uma rua tão fria e sem saída? Por aqui é tão mais bonito! ". Conheci um caminho realmente mais bonito, mais alegre e quente. Mas sinto saudade de olhar pra rua do muro, a rua sem saída. Saudade de esperar e imaginar como seria além daquela parede de tijolos.
A última imagem que eu tenho na minha mente é a das suas costas, indo embora... não indo embora de mim, mas indo de volta pro seu mundo. De alguma maneira você consegue ultrapassar aquele muro, e ali ninguém mais te alcança, ninguém te vê e sente. Uma pena.
Eu to tentando seguir pelo meu caminho, sem olhar pra trás e pro lados, sem querer enxergar você, sem querer saber de você, não mais estar parada diante da tua rua sem saída, sem mais curiosidades. Apenas com saudade. Saudade que vai passar, morrer, virar história engraçada pra contar por aí.
" Pensando bem, eu acho que mereço ter chegado até aqui. Aqui, onde é sol, aqui, onde eu falo sem medo, aqui, onde meu pensamento vai, vai e vai, mas sempre volta. Pensando bem, a vida vai mesmo ser cheia de perguntas, e eu vou ser sempre mesmo um déficit de respostas. Mas quer saber? Não teria graça se não tivesse lágrima e a vida ia ser muito chata não fossem os desafios. Como já cantou aquele cara da voz macia numa música: ' É uma pena sempre olhar para trás, você deveria estar olhando direto pra frente.' , e ele tem razão"
Lembro que pensei em uma rua sem saída, mas não uma rua pequena. Mas sim uma rua que você precisa andar muito pra perceber que não há nada além de um muro. Lembrei que andei por aquela rua na esperança de encontrar uma maneira de ultrapassar aquele muro, tinha esperança sim, apesar de saber que seria em vão toda essa caminhada. E foi.
Me via ainda parada, olhando pro caminho de volta, com uma preguiça danada de voltar, um desgosto em assumir que falhei. Eu não queria olhar pra trás, queria ultrapassar o muro, encontrar o que ninguém nunca encontrou antes, eu sei que existe muito mais ali, existe sim.
E então, apareceram pessoas gritando o meu nome, ouvi um pouco baixo lá do final da rua, mas eram vozes que eu reconhecia, e eu voltei. Eu andei todo o caminho de volta com o coração apertado, os olhos ardendo, mas voltei. E sorri quando reconheci aqueles rostos. Sorri quando eles me abraçaram e falaram " Pra quê perder tempo com uma rua tão fria e sem saída? Por aqui é tão mais bonito! ". Conheci um caminho realmente mais bonito, mais alegre e quente. Mas sinto saudade de olhar pra rua do muro, a rua sem saída. Saudade de esperar e imaginar como seria além daquela parede de tijolos.
A última imagem que eu tenho na minha mente é a das suas costas, indo embora... não indo embora de mim, mas indo de volta pro seu mundo. De alguma maneira você consegue ultrapassar aquele muro, e ali ninguém mais te alcança, ninguém te vê e sente. Uma pena.
Eu to tentando seguir pelo meu caminho, sem olhar pra trás e pro lados, sem querer enxergar você, sem querer saber de você, não mais estar parada diante da tua rua sem saída, sem mais curiosidades. Apenas com saudade. Saudade que vai passar, morrer, virar história engraçada pra contar por aí.
" Pensando bem, eu acho que mereço ter chegado até aqui. Aqui, onde é sol, aqui, onde eu falo sem medo, aqui, onde meu pensamento vai, vai e vai, mas sempre volta. Pensando bem, a vida vai mesmo ser cheia de perguntas, e eu vou ser sempre mesmo um déficit de respostas. Mas quer saber? Não teria graça se não tivesse lágrima e a vida ia ser muito chata não fossem os desafios. Como já cantou aquele cara da voz macia numa música: ' É uma pena sempre olhar para trás, você deveria estar olhando direto pra frente.' , e ele tem razão"


