9 de fev. de 2009

Feliz é quem por feliz se dá ...

Viver entre pessoas muito diferentes acaba mostrando vários lados de uma mesma situação pra mim. Ser feliz é uma das mais gritantes delas. Todo mundo quer, com uma diferença: alguns insistem que são muito felizes, e vivem em sua maioria na aparência e outros acham que felicidade é algo superestimado, que nem é tudo isso. O primeiro grupo acha que sair tirando fotos felizes em festas, bares e lugares da moda (ou não) por aí vai torná-los felizes. Acha que segurar um copo, sorrir e conhecer gente nova resolve tudo. Ele vai se olhar depois nessas fotos e vai concluir que é feliz, afinal, quem não seria com tudo isso? O outro lado praticamente despreza a felicidade, como se nela não houvesse nada. É vazia, superficial, como o pessoal do comercial de margarina. Mas se incomodam profundamente com a felicidade alheia. Será porque ao se deparar com alguém realmente feliz se dão conta de sua miséria pessoal? De fato é mais fácil dar crédito a quem é irônico, sarcástico, tem seus momentos de angústia e até aos pessimistas. Todos eles parecem mais profundos que os felizes, e até mais inteligentes. Ser feliz é muito relativo. Há quem pense que ser feliz é ser lindo, rico, magro, culto, talentoso, educado, amado…como se todas as pessoas no mundo não tivessem problemas, crises, fases, mesmo sendo felizes. Há quem ache que feliz é quem tem uma vida interessante. Com certeza a vida interessante vai agregar mais páginas para a sua história, todas com garantia de manter o leitor entretido, mas ainda acho que não é só isso, porque uma vida feliz e interessante requer sim, algumas realizações bem clichê, deixo essas a sua escolha. Eu sou sim, bem feliz. Pena que não posso sair por aí contando, já que isso ofende tanta gente e ainda ajuda a piorar o estereótipo em que me classificam, mas ainda que eu não conte, na maioria das vezes a minha felicidade se denuncia em tudo que me envolve. No que falo, faço, só no meu existir. Porque ser feliz pra mim é bem por aí, é saber que a vida não é fácil, é cair e saber levantar, sair mais forte das tragédias, aproveitar quando tudo está calmo e não ficar sofrendo esperando o que vai vir para estragar o momento, conhecer gente nova, legal e interessante, rir de quase tudo, me permitir ser quem eu quiser ser e ter a humildade de mudar de rumo, caso aquele não dê certo, entre tantas outras coisas. Achem fútil, achem vazio, me achem louca. Eu sou só feliz. E a única meta do ano é exatamente essa: só fazer o que me faz feliz. 2009 vai ser um ano delícia.

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