10 de set. de 2009
Queridissimo Professor,
Confesso que eu estava com um tremendo preconceito de ver este filme além da falta de paciência para assistir um filme todo em francês, sem direito à legenda, tradução por áudio, nadica de nada. O filme infelizmente não dá pra selecionar os idiomas, e isso era um bom motivo pra te convencer a ter pena de mim e deixar pra lá. Mas não, santo Deus, que professor chato! Deviam proibir os professores de ligarem para as alunas no meio de uma tarde de preguiça, sabia? Não vou ao curso pensando que me livrarei de você, mas não adianta, tu és insistente como uma goma de chiclete grudada no meu sapato. Tá, tá, tá. Desliguei a budega do telefone resmungando e me rendendo, fui andando em passos de lesma para locadora alugar um filme velho. Um filme velho e sem tradução, que maravilha. Era tudo o que meu "ânimo" pedia... E não é que você acabou acertando em cheio mesmo chatice aguda? Eu bem que gostei do filme, e até chorei no final. Agora eu iria só postar uma frase de Pablo Neruda aqui. É que depois de ver o filme fui fuçar mais informações sobre ele e gostei do autor, mas como eu sei que você iria rir muito quando lesse e me ligar correndo para se gabar da sua "sabedoria" e rir da minha cara, eu resolvi justificar antes de postar qualquer texto. Olha, para aumentar ainda mais o seu ego querido professor, posso ainda confessar que valeu a pena ficar traduzindo as palavras, forçando um pouquinho mais o ouvido e a paciência para entender. Eram palavras bonitas e talvez por isto foram mais fáceis e prazerosas de compreender. É, devo admitir que você acerta de vez em quando. Mas só às vezes.
I love my teacher wanted, ops.... Brincadeirinha ... J'aime mon professeur voulait !


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