Eu estava olhando umas coisas aqui, minha adolescência foi intensa (ou tensa, eu acho) então... Acho que escrevi isso em 2001 ou 2002 (por volta dos meus 14 ou 15 anos), por aí, achei perdido no meio dos livros. Diz bem assim:
"Já venho pensando muito nisso, apesar de normalmente parecer que está tudo muito bem, acho que é só uma máscara."
Acho que eu não tenho mais essa máscara, porque é tudo tão óbvio, só de me olhar dá p'ra saber o que eu sinto - lógico que não é qualquer um que sabe, enfim - queria ter essa máscara outra vez. Outra coisa que escrevi naquela época:
Acho que eu não tenho mais essa máscara, porque é tudo tão óbvio, só de me olhar dá p'ra saber o que eu sinto - lógico que não é qualquer um que sabe, enfim - queria ter essa máscara outra vez. Outra coisa que escrevi naquela época:
"E por um momento, eu pensei em te contar todos os meus segredos, meus medos... Mas você é como a sombra dos meus pensamentos, tenho medo... Faço medo... Vejo medo. É como se eu quisesse um pedaço de você em todo pedaço de mim, é como sentir todo pedaço de mim em algum pedaço de você... Tenho... Faço... Vejo.Eu queria ser um livro lacrada, escrito em partes. Não me leia, mas se ler, leia pela metade, esses garranchos e borrados, mal escritos e apagados. Tenha... Faça... Veja. estou numa estante que não dá p'ra sair, em meio de mil livros e estórias que eu já li. É como se eu morasse em uma teia me prendendo, prendendo tudo que passa - bom, quase tudo - mas não tenha medo... Tenha. Não faça medo... Não veja medo. Sinta, seja, viva meu medo, mate seu medo. Deixa-me gritar, sangrar, fugir, sumir.Limpei o quadro-negro da razão, me parece bem claro, mas eu já esqueci... Não lembro do que exatamente esqueci. Foi então que tive, fiz e vi, o medo sozinho e escondido ali. E quando li, me espantei, nem parecia existir, parecia até besteira, continuo tentando corrigir. Tenho-faço-vejo-sou-vivo-mato-quero-preciso-alimento-sangro-grito-fujo-sumo. É difícil, mas eu existo."
Eu não faço idéia do que se trata esse texto, não exatamente, pois eu não me lembro. Mas é bem óbvio que fala de medo (só não sei do que), e do modo egoísta e silencioso que eu queria "cuidar da minha vida". Na verdade, naquela epoca eu era meio assim... Meio "silenciosa" em relação aos meus sentimentos e a minha vida, eu libertava isso escrevendo e só, acho que era o melhor jeito p'ra me destrair e não pensar bobeira em relação a nada. E tem uma coisa que faz bastante sentido p'ra mim ainda, acho que é de depois de 2003, mas tanto faz:
"Sou do 'tempo de sempre', esqueci quando nasci, mas tenho o tempo (que nem é meu) em minhas mãos e sou rápida no gatilho."
Eu não faço idéia do que se trata esse texto, não exatamente, pois eu não me lembro. Mas é bem óbvio que fala de medo (só não sei do que), e do modo egoísta e silencioso que eu queria "cuidar da minha vida". Na verdade, naquela epoca eu era meio assim... Meio "silenciosa" em relação aos meus sentimentos e a minha vida, eu libertava isso escrevendo e só, acho que era o melhor jeito p'ra me destrair e não pensar bobeira em relação a nada. E tem uma coisa que faz bastante sentido p'ra mim ainda, acho que é de depois de 2003, mas tanto faz:
"Sou do 'tempo de sempre', esqueci quando nasci, mas tenho o tempo (que nem é meu) em minhas mãos e sou rápida no gatilho."
Eu me demonstro muito madura em umas coisas, mas em outras... Deus do céu... Queria jogar toda minha parte ruim fora, acho que esse é meu defeito: querer ser boa em tudo. E fato é que ninguém vai ser tão bom em tudo, ninguém é perfeito e eu também não posso ser. Mas quando me perguntarem quem sou eu, eu ainda vou dizer: Depende do que você chama de 'ser'.
p.s: todas essas coisas escritas em aspas e itálico, foram coisas que escrevi a um tempo atrás.


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