21 de abr. de 2010

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As luzes estão apagadas e o meu coração já está quase todo silêncio. No entanto se for observado com atenção ouve-se o pulsar do sangue morno que insiste em acreditar quando o corpo todo já não mais acredita. Não deveria ser doloroso assim, mas é que enquanto o corpo inteiro está de má vontade há uma pequena coisa querendo movimentar-se, carregando todo o peso querendo ir em frente. Um coração que está teimando comigo e me aborrecendo.


Estou chateada com este quase silêncio. Queria estar mesmo em silêncio absoluto, sem este não-sei-o-quê entalado na garganta, sem estas palavras que desaparecem na cabeça antes mesmo de se formarem e sem este bater de asas inquieto no fundo do peito. Não se sabe se está apenas agonizando para morrer ou tentando desesperadamente voar. Sabe-se apenas que está preso.

É inquieto. É irritante. É estranho não poder dizer. É uma coisa que é sempre quase e nunca alcança. É uma vontade do que não sei. É quase um silêncio. Um silêncio onde eu ouço palavras que não existem e que me ensurdecem aos poucos.


Ai o amor...



"Tem dias que eu fico pensando na vida. E sinceramente não vejo saída. Como é, por exemplo, que dá pra entender: A gente mal nasce, começa a morrer. [...] Sei lá, sei lá. A vida é uma grande ilusão!"

3 comentários:

Unknown disse...

Lindo demais. fiquei pensando e repensando. nao sei ainda o q escrever. mas é perfeito. consegue descrever claramente oq agente sente quando quer por exemplo recomeçar quando tudo parece acabado.

Unknown disse...

Lindão o post!!!
At´fiquei sem palavras para comentar... mas pelo menos eu escrevi que está lindo... ^-^

Anônimo disse...

Mais um daqueles posts que não sei o que comentar... Mas quero que saiba que eu continuo lendo aqui e por perto viu? Bjo

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