Faz tempo que a festa acabou. Faz tempo que eu cultivo esse medo. Faz tempo que a minha vida é só medo. E eu? Que era tão corajosa, tão inteira. Hoje estou só pela metade. Eu sempre busquei intensidade, nunca medi consequências pro que eu queria de verdade... eu só queria a verdade, e nunca pensei que isso fosse pedir muito.
Mentir é feio... magoa, vicia, estraga. Apodrece tudo o que é bonito. Por isso não vejo mais tanta beleza em quase nada, desconfio,e às vezes eu até penso que tudo que é de verdade tem que ser necessariamente feio. Não quero mais. Nem quero mais mentir, nem ouvir mentiras. Eu quero ir embora logo, pra um lugar onde não exista essa coisa de intensidade e nem medo, nem mentira e nem gente.
Não quero mais ser gente. Isso é mau. Aprendi observando 80% das pessoas. Não quero ser como 80% das pessoas. Quero ser ... não, eu não quero mais ser nada, retiro o que eu disse. Quero o nada. Não quero querer. Só quero ir embora.
A vida não é assim, eu sei, eu sei. Mas ainda assim eu não quero ouvir que "a vida não é assim,Prisicla." A vida é injusta em muita coisa sim, tá? E se você não acha isso dê graças a Deus, porque ainda não aconteceu com você, e você ainda não deixou de ser a pessoa inteira que eu fui. Se você ainda for, continue sendo se puder, por mim, pelo que eu era, me faça este favor? Então, que nunca aconteça com você, nem com ninguém ... porque acho que não tem muita volta depois que acontece. É quase como descobrir que Papaei Noel não existe. Então. Me deêm licença, com todo respeito.


2 comentários:
Isso se chama "viver".
Descobrir que você tem um grande risco de ficar igual a quase 80% das pessoas.
Todos queremos ir embora pra algum lugar inexistente, em algum ponto. O ruim é o fato de não podermos ir embora pra lugar algum, nem aqueles que já existem. Não dá pra simplesmente abandonar as coisas só porque elas nos machucam.
Isso é chato, mas a gente tem que aprender com elas.
Todo mundo sente medo (menos o Chuck Norris). Isso nos torna frágeis, como somos mesmo. Isso também nos torna aprendizes :)
Saudades Linda
Sempre tive a sensação de que em algum momento ao longo da vida, que paramos de acreditar no que é bonito, na verdade, na esperança..
Seria tão incrível se continuássemos como as crianças, por exemplo, sem medo do ridículo, e com uma esperança infinita.
Bjus
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