Vim aqui pra contradizer meu último texto: estou sentido isso, que parece ser saudade, mas tem mais a ver com nostalgia. Ou o contrário. Tenho o dever de ser sincera. não com vocês, mas comigo. Hoje, tenho várias coisas que movimentam minha vida. Mas agora, especialmente agora, me parei pra questionar os motivos que a vida tem para me afastar das pessoas. Em três anos devo ter perdido umas três amigas para sempre. E sinto que eu possa perder mais outra a qualquer momento. Não perder, de fato consumado. Mas perder dessa forma, de não ser mais fundamental. É triste, não é? Você também sente isso? Esses ciclos da vida, que muitas vezes te deixa fora da roda. Não que eu esteja me lamentando. Ok, pode ser um lamento sim. É, acho que é mesmo. Mas, mais que isso... É uma exaltação do quanto foi, e do quanto não é mais.
Sem querer reaver o tempo, mas me peguei sentindo falta e achando bonito. E quem são os culpados por não ser mais? Quem foram de fato os injustos? Todos nós? O que nos tornamos? Tornamos-nos alguma coisa? Eu que me tornei muito diferente, ou vocês que continuam iguais? Eu que me torno irreconhecível, ou vocês, que eu já não conheço mais? Ou se não é nada disso, até porque, não posso dizer integralmente nada mais sobre vocês. Não sei mais nada, não sei por que não quis saber, será? Sei que hoje é quarta-feira , e eu to com saudade das batatas fritas e dos brigadeiros. Das cervejas, e das muitas internas também. E até das fotos, que eu nem gostava de tirar, vocês lembram? E de todas as outras coisas que fizeram parte desse nosso mundo, que era tão nosso, mas que hoje já não existe mais. E agora, eu que já nem sei mais como se faz brigadeiro, que viro a cara pra cerveja e que já não faço metade das besteiras que fiz ou que foram feitas - chamo de besteira porque não faria 90% de muita coisa, mas não tiro o valor que teve na época.
Por vezes, eu julguei mal demais, por defesa, ou por falta de sabedoria, que seja. Mas meu erro foi julgar. Bom, talvez um dos meus erros. Lembro que cheguei a dizer ser normal a quebra desses elos que a gente, muito dificultosamente, constrói. Mas hoje penso que não deveria ser assim. Se falam que os verdadeiros sempre ficam isso significa o quê? Porque pra mim foi verdadeiro, e sei que pra vocês também. Mas e aí, cadê a Paula pra falar que não tomou banho hoje? Cadê a Aline pra contar que está morrendo de ciúmes? E a Juliana então, pra não deixar eu me sentir esquisita sozinha? E pior, cadê a Mari, pra reclamar da vida? E o Igor, pra me da conselhos? O Raphael, pra me chamar de doidinha? E o Nathan, pra me chamar pra beber, e quando eu disser que não, responder ‘qual é, moleque’. Cadê? Cadê? Alguns continuam vívidos na minha vida, mas não no meu cotidiano. E é do cotidiano que eu estou falando. Um cotidiano que nem era tão estável assim, mas era bonio. Era tão bonito, não era? E a gente sabia que era. Ou a gente agora sabe que foi. As relações que mantenho, talvez sejam mais maduras, e não menos interessantes. Mas, a infantilidade também era doce, e disso, talvez a gente não soubesse. Mas tudo bem, a gente não sabia de muitas outras coisas. E eu continuo não sabendo. Talvez seja essa a função da existência: você viver, esquecer, reviver, renascer, reascender e infelizmente, apagar também.
Quero que entendam que não é vontade de regredir, voltando para arrumar os erros cometidos, ou reviver as altas gargalhadas que hoje já não fazem barulho. Não. até porque minha vida melhorou integralmente de lá pra cá, em especialmente todos os fatores. e alguns fatores foram até criados desde então. E a questão é que eu não sei, e não quero viver de outra forma da qual eu vivo hoje. E eu imagino que vocês também não. Talvez seja por isso essa saudade que me abraçou hoje, talvez seja medo de perder o que tenho como perdi muito de vocês um dia. Engraçado é olhar pro meu presente e perceber que o número de envolvidos caiu bruscamente. Mas nunca estive completa. E sei que tem muito mais por vir, ou muito mais que se afirmar.E na verdade eu nem sei se é só saudade. bom tudo bem, eu nunca sei de nada mesmo, né? mas sinto que devia isso a vocês. Isso que eu nem sei qual é o nome. Isso que pode ser gratidão ou satisfação.Isso que eu não sei de fato se é nostalgia, saudade ou passado, mas, que eu sei, que também já foi muito amor um dia.
Quantas saudades senti desse meu cantinho, quantas vezes senti vontade de vim até aqui e escrever, escrever, e escrever ...
Quantas coisas mudaram nesse meio tempo. Hoje, eu já não sou a mesma Priscila de três meses atrás e amanhã não serei a mesma de hoje. Agradeço todos vocês que continuaram me seguindo, volto em breve :D
Grande Beijo!


7 comentários:
É.. verdade
Também estou perdendo a amiga que jamais queria perder e que saberia que essa amizade não teria fim, todos os dias choro.. porque acho que sem essa melhor amiga, não sou merda nenhuma!
Esse sentimento me parece o mau do momento, o meu medo é que minha ideia esteja certa, e o passado realmente era melhor... Me peguei um dia desses, tentando reconstruir o melhor ano da minha vida, tentei contato com que fazia parte dos meus dias em 2005. Sabe o resultado? não é possível viver novamente um momento, as circunstâncias são outras, a vida de cada um é diferente... e o pior de tudo: a nossa propria ideia mudou... Pode ser que o segredo esteja em encontrar o prazer no presente, nas pessoas novas, nas que ficaram, se ficou alguém, e que realmente ainda tem alguma importância em nossas vidas.
Adoro o seu blog
gracias!
Querida, não se julgue, não martele na sua cabecinha coisas ruins... assim vc só atrairá mais ainda elas no seu caminho, limpe a alma, viva!! assim tudo melhorará. O resto, deixa nas mãos de Deus, pq ele sabe o que é melhor pra gente! Adorei seu blog! estou te seguindo, me segue tbm???? beijocasss =D
Olá adorei seu blog! e já tô seguindo, passa lá no meu e retribui? abçs!!!
http://palavraseessencias.blogspot.com/
Toc toc visita! Gostei, voltarei!
Oi gostei, muito e acho q td vale como experiência,as pessoas vem e vão em nossa vida e o q fica são apenas lembranças boas ou não.
Postar um comentário