24 de out. de 2009

Ainda preciso crescer...


Eu estava olhando umas coisas aqui, minha adolescência foi intensa (ou tensa, eu acho) então... Acho que escrevi isso em 2001 ou 2002 (por volta dos meus 14 ou 15 anos), por aí, achei perdido no meio dos livros. Diz bem assim:

"Já venho pensando muito nisso, apesar de normalmente parecer que está tudo muito bem, acho que é só uma máscara."

Acho que eu não tenho mais essa máscara, porque é tudo tão óbvio, só de me olhar dá p'ra saber o que eu sinto - lógico que não é qualquer um que sabe, enfim - queria ter essa máscara outra vez. Outra coisa que escrevi naquela época:

"E por um momento, eu pensei em te contar todos os meus segredos, meus medos... Mas você é como a sombra dos meus pensamentos, tenho medo... Faço medo... Vejo medo. É como se eu quisesse um pedaço de você em todo pedaço de mim, é como sentir todo pedaço de mim em algum pedaço de você... Tenho... Faço... Vejo.Eu queria ser um livro lacrada, escrito em partes. Não me leia, mas se ler, leia pela metade, esses garranchos e borrados, mal escritos e apagados. Tenha... Faça... Veja. estou numa estante que não dá p'ra sair, em meio de mil livros e estórias que eu já li. É como se eu morasse em uma teia me prendendo, prendendo tudo que passa - bom, quase tudo - mas não tenha medo... Tenha. Não faça medo... Não veja medo. Sinta, seja, viva meu medo, mate seu medo. Deixa-me gritar, sangrar, fugir, sumir.Limpei o quadro-negro da razão, me parece bem claro, mas eu já esqueci... Não lembro do que exatamente esqueci. Foi então que tive, fiz e vi, o medo sozinho e escondido ali. E quando li, me espantei, nem parecia existir, parecia até besteira, continuo tentando corrigir. Tenho-faço-vejo-sou-vivo-mato-quero-preciso-alimento-sangro-grito-fujo-sumo. É difícil, mas eu existo."

Eu não faço idéia do que se trata esse texto, não exatamente, pois eu não me lembro. Mas é bem óbvio que fala de medo (só não sei do que), e do modo egoísta e silencioso que eu queria "cuidar da minha vida". Na verdade, naquela epoca eu era meio assim... Meio "silenciosa" em relação aos meus sentimentos e a minha vida, eu libertava isso escrevendo e só, acho que era o melhor jeito p'ra me destrair e não pensar bobeira em relação a nada. E tem uma coisa que faz bastante sentido p'ra mim ainda, acho que é de depois de 2003, mas tanto faz:

"Sou do 'tempo de sempre', esqueci quando nasci, mas tenho o tempo (que nem é meu) em minhas mãos e sou rápida no gatilho."

Eu me demonstro muito madura em umas coisas, mas em outras... Deus do céu... Queria jogar toda minha parte ruim fora, acho que esse é meu defeito: querer ser boa em tudo. E fato é que ninguém vai ser tão bom em tudo, ninguém é perfeito e eu também não posso ser. Mas quando me perguntarem quem sou eu, eu ainda vou dizer: Depende do que você chama de 'ser'.

p.s: todas essas coisas escritas em aspas e itálico, foram coisas que escrevi a um tempo atrás.

22 de out. de 2009

Saudade que doí... e o amor que nunca acabará

Essa noite fiquei pensando nesse sentimento que a gente chama de SAUDADE.

Me lembrei da falta que meu primo me faz, de pessoas que estavam na minha vida e sairam assim de repente, simplesmente porque estava na hora de partirem.

Muitas vezes a saudade é consequencia de nossos atos, de nossas atitudes, por 'culpa' nossa. Mas também tem coisas que acontecem porque tinha que acontecer.

*Saudade um sentimento que traz consigo uma dor imensa a qual somente quem ama realmente sabe o que significa, um sentimento proprio de cada pessoa, que embora tenha o mesmo significado cada um encara de uma meneira, podemos sentir saudades de quem esta perto e ao mesmo tempo longe, podemos sentir saudade de quem ja se foi mas uma coisa que é realmente certa é a questao de que a saudade é o sentimento que logo apos o amor, todos tentam traduzir. (tirado do wikipédia)

Se somente quem ama é capaz de sentir, não seria a saudade um sentimento tão puro e tão forte como o amor? Não quero falar sobre o amor, embora seja difícil separá-lo da saudade.

A coisa mais complicada é deixar de sofrer por saudade, aceitar que se a pessoa partiu é porque não deveria mas estar aqui.

Quantas vezes choramos por saber que a pessoa não voltaria, que o momento não se repetiria, e inúmeras vezes nos preocupamos em pensar se vai ser pra sempre, ao invés de aproveitar o agora.

Quantas vezes perdemos tempo brigando, discutindo e sem perceber deixamos passar momentos, que mais tarde consideraríamos necessários.

Infelizmente nós temos a idéia de que morreremos velhinhos e que sendo assim podemos deixar pra se desculpar depois; acreditamos que viveremos muito ainda e que não é preciso dizer que se ama. Deixamos as pessoas subentenderem que são amadas, mas quase nunca damos certeza.

Se entendêssemos que podemos morrer a qualquer instante, valorizaríamos mais a vida, e se pensássemos que aquela pessoa que a gente ama, que mas brigou, também pode morrer antes que dê tempo para a reconciliação, será que correríamos o risco de deixá-la duvidando do amor? Será que a deixaríamos ir embora sem dizer que é importante?

E quem disse que só porque aquele amigo está longe, porque faz tempo que a gente não se fala que ele não merece saber que é querido?

Afinal, acho que a saudade nunca vem sozinha, ela traz o amor de um lado e uma espécie de arrependimento do outro (não acredito que arrependimento seja a palavra mais adequada, mas foi a única que me veio a mente). Traz uma vontade enorme de voltar no tempo, e dar um último abraço, um último beijo, uma última mordida.
Hoje completa 3 anos que você se foi,mais guardo comigo tudo aquilo que passamos juntos.Todos os momentos bons e ruins ; segredos,festas,baladinhas,viagens,aniversários; como falar da minha infacia/adolescencia e não lembrar de você neh?! IMPOSSÍVEL

...É eu sinto saudade, já me arrependi e não tive como me desculpar e gostaria que as pessoas que eu amo não morressem.


Te amo.

21 de out. de 2009

Cansei!

[Vou enrolar todo mundo com um texto chato pra dizer tudo o que eu quero dizer só no final]

...decidi dizer CHEGA!

Chega de ouvir merda e engolir sapo; Tapei olhos, ouvidos, boca, coração, mente, alma e o escambal pra todo tipo de preconceito, indiferença, ignorância e burrice; Eu NÃO vou mais deixar o meio definir meu perfil [meu autor tem nome e história bem maior que tudo]; Eu vivo em um país livre, sou livre para dizer/fazer/pensar/sonhar de acordo com a minha vontade e mais do que isso, eu fui liberto por Algo muito maior do que uma constituição ou um livro de leis ditadas por homens. a vida é Minha eu entreguei pra Quem eu achei certo e se alguem tem algo contra isso...

 DANE-SE


eis aqui a mensagem final e ensurdecedora que eu reservei para o final.



"SOU GENTE COMO VOCÊ, MEU CABELO E MINHAS ROUPAS NÃO ME FAZEM PIÓR OU MELHOR QUE NINGUÉM, TENHO UM PROPÓSITO NA VIDA, MAS EU NÃO PRECISO FICAR ESPALHANDO PRO MUNDO INTEIRO SABER, O MODO COMO EU FALO NÃO FAZ DE MIM UMA PESSOA BURRA OU CULTA, MAS "O QUE" EU FALO DEFINE QUEM SOU. EU VOU PRO CÉU, INDEPENDENTE DE VOCÊ ACHAR QUE EU MEREÇA OU NÃO, QUEM DEVE DECIDIR ISSO É DEUS E É A ELE QUE EU QUERO AGRADAR, NÃO A VOCÊ!" hauhuahauhauah


;* só pra não dizer que não postei nada hoje.



♪ sorrisos fingidos para aqueles que só te fazem bem quando convém. é hora de acordar, o fim da estrada vai chegar (...) de almas vazias procurando o momento ideal pra dizer tchau.

20 de out. de 2009

M.M

Só porque ele vive reclamando dizendo que eu não postei as fotos tiradas por ele no orkut... então vou dar creditos pra ele aqui no meu blog.
Por Marcos Martins

19 de out. de 2009

Meu canto.!

Eu fico tentando me distrair brincando com o meu cachorro, mas quer saber? Não da mais. Eu cansei de ficar sem fazer nada enquanto vejo as coisas se perdendo, se é que eu não posso mesmo recuperar elas então vou seguir em frente. Porque eu não agüento mais ouvir a voz daquelas pessoas, não agüento mais toda essa pressão em cima de mim. Como se eu tivesse que ser 100% o tempo todo. Eu não domino meus sentimentos, não sou uma maquina, sou um ser humano. Aprendi sim a ser racional e a não fazer muito drama, mas tem horas que não da e eu não peço compreensão, eu peço um minuto de paz. Porque eu cansei de ter que aumentar a musica tentando fugir das palavras que vocês dizem. Eu não me acostumo com excesso de gente perto de mim. Eu preciso de pessoas ao meu lado mais não tantas. Essas tantas me sufocam, essas tantas me fazem perder o foco. E ao invés de gerar alegria e bons momentos me geram irritações e stress. Não é culpa de ninguém, esse é apenas o meu jeito. E bom, nem eu me compreendo, eu não sou capaz de me ler por inteira. Logo nenhum de vocês poderia. Não me cobrem respostas, não me cobrem sorrisos, não me cobrem sentimento algum. Porque essa não sou eu, eu sou essa cheia de defeitos, eu sou essa que não agüenta nada por muito tempo, eu sou essa que quer fugir pelos buraquinhos do ralo do banheiro. Não guardo segredo, não guardo rancor, não guardo magoa, apenas quero me encontrar de novo, apenas quero voltar a me entender, eu apenas quero meu espaço. Quero o silêncio de volta ao meu quarto. Quero minha voz ecoando dentro de mim. (Mais um desabafo)...

17 de out. de 2009

Quem sabe um dia a paz vence a guerra?!

Estou aqui na sala com a televisão ligada, e confesso que ultimamente não tenho tinha paciencia para ficar vendo algum programa ou algo interessante, mas uma matéria que passou no Urbano (multishow) me chamou bastante a atenção. um jovem de nome Ygor Marotta sai pela cidade grafitando em muros e viadutos de São Paulo uma pequena frase com um grande objetivo. sei lá, achei uma atitude muito legal (foda), sei que pra muitos jovens, principalmente da idade dele, isso parece ser tolo, mas realmente eu tiro meu chapéu pra ele! o rapaz grafita pela cidade cinza apenas “mais amor, por favor” e quando da, faz o desenho de um coração   . o espaço para grafiteiros não é nada facil, disso todos sabem, mas não é por isso que ele deixou isso de mão… gostei bastante, e acho importante todos passarem essa mensagem, seja lá com grafites, camisas, postagens… acho legal nós, jovens, aderirmos o movimento.





 
 




E essa guerra que não acaba,ate quando isso vai durar meu Deus? Mais amor por favor para o RIO DE JANEIRO!

15 de out. de 2009

Obrigada Paris pela inspiração...



Era uma sexta-feira de muito sol, eu me lembro de ter saído de casa usando um vestido de cores vibrantes afinal estava de bom humor, elogiava a todos na rua com um sorriso maior do que o habitual e as pessoas sorriam de volta, eu sentia que algo bom ia acontecer, ou ao menos eu queria acreditar nisso. Tinha uma entrevista importante em uma editora que poderia me garantir a realização de um sonho: escrever um livro.

Cheguei na editora e de repente meu sorriso era mais nervoso do que contagiante, mas mesmo assim mantive os pés no chão e não vacilei, expliquei exatamente meu objetivo, mostrei alguns textos antigos e pra minha felicidade eles gostaram de todos, mas disseram que não seria uma boa ideia fazer um texto cheio de contos antigos, me pediram para escrever apenas uma história de amor, que fosse sucesso de vendas e ai, se tudo desse certo eu teria meu contrato por um ano com a editora.

Sai de lá com o coração feliz e com vontade de começar logo a escrever, eu adorava escrever sobre amor, mas de repente uma dúvida me veio: será que eu conseguiria surpreender a todos? A editora e claro os leitores? Senti um vento em minha direção que pareceu levar embora todas as minhas inspirações.

Cheguei em casa desesperada, não sabia o que fazer para recuperar todas as minhas ideias brilhantes e criatividade. Foi então que comecei a ligar para estranhos, queria conversar com alguém desconhecido, ouvir algumas histórias mas em todo lugar que eu ligava a única coisa que eu ouvia era alguém me chamando de louca, até que uma ideia me veio na cabeça, viajar, porque não? Conheceria uma nova cultura, novas pessoas e isso poderia me inspirar. Mas para onde? Paris, ah a cidade do romance, a cidade aonde se vivem os amores mais fortes, ah era lá o meu destino.

Não perdi tempo, liguei no aeroporto, comprei minha passagem, arrumei minhas malas e parti no mesmo dia. Era uma viagem rápida em busca do desconhecido, eu não sabia o que aconteceria lá, mas eu tinha essa sensação de que chegando lá eu saberia exatamente o que escrever em meu livro e quem sabe teria mais surpresas ainda.

Cheguei em Paris e corri procurar um hotel, sorte que não era época de temporada, assim foi mais fácil achar um quarto disponível. Arrumei minhas coisas, tomei um longo banho e resolvi sair de casa.

Coloquei meu casaco mais quente, um cachecol e um guarda-chuva e parti em minha caminhada em busca de inspiração, era um dia cinza e não tinha muitas pessoas na rua, embora a paisagem fosse uma das mais lindas que eu já vi nada me inspirava, caminhei pelos pontos turísticos mais comentados, observei cada detalhe, conversei com algumas pessoas e adivinha? Nada. Minha cabeça continuava vazia.

Resolvi tomar um chocolate quente e voltar para o hotel, tentaria novamente no outro dia. Sentei no banquinho e coloquei meus cotovelos no balcão esperando alguém me atender.

Foi quando veio um atendente me perguntando o que eu iria querer, nem olhei pra cara dele e respondi:

- Eu quero inspiração, você tem aqui? Porque sinceramente se eu não encontrar estarei perdida e voltarei para minha patética vida no Brasil, e aí você tem inspiração?

Quando finalmente olhei para o atendente ele estava pálido, mas sorriu e disse:

- Olha moça, inspiração eu não tenho, mas vou te preparar um chocolate quente que vai te dar animo para continuar sua busca.

Fiquei me sentindo idiota, mas agradeci e aceitei o chocolate quente. Terminei o chocolate mais fiquei ali na cafeteria mesmo, me esqueci de ir embora fiquei olhando a chuva cair e de repente o atendente volta:

- Moça, desculpa te incomodar mas precisamos fechar o lugar para fazer a limpeza, se quiser voltar amanhã, fique a vontade.

- Ah sim, me perdoe, nem vi a hora passar, já vou embora.

- Conseguiu se animar para continuar sua busca?

- Olha o chocolate estava ótimo, mas eu resolvi voltar para o Brasil e desistir do meu sonho idiota. Quem eu pensei que era? Escrever um livro? Ah, como sou idiota, só porque escrevi alguns textos achei que podia escrever um livro, uma história de amor, ah sou uma idiota, mas obrigado.

Coloquei o dinheiro do chocolate quente no balcão e parti sem olhar pra trás, olhando apenas para baixo, como uma derrotada. Foi quando levantei meus olhos para abrir a porta que o atendente me segurou, olhou em meus olhos por alguns minutos, respirou fundo e disse:

- Olha moça, eu não deveria fazer isso, mas fiquei te observando e depois de tudo que você me falou, eu não posso deixar você desistir, você esta em Paris, aonde todos os amores são possíveis, aonde todos se apaixonam...

- É pode ser, mas eu não senti nada aqui, é um lugar lindo, mas não despertou minhas paixões.

- Pra você pode ser que não, mas eu vivo aqui a dez anos e nunca vi mulher tão fascinante como você, nenhuma mulher com um olhar tão cheio de sentimento, de verdade, eu sinto que te conheço e por isso te digo: não desista de seu sonho, não desista do amor, não desista de Paris, eu tenho certeza de que você vai conseguir.

Achei adorável a atitude do atendente e voltei para o hotel pensando em tudo que ele havia me falado e resolvi dar uma chance a Paris. No outro dia caminhei novamente dessa vez observei mais as pessoas, os casais apaixonados e de repente eu percebi, eu estava tão magoada com os amores que não conseguia mais ver a beleza deles. Chorei como uma criança observando um casal de velhinhos, tive o prazer de conversar com eles que me contaram sua história de amor, eles eram vizinhos mas só conversaram pra valer depois que deixaram de ser e então descobriram o amor. Ouvi muitas histórias e senti meu coração bater novamente com esperança. Senti que meu objetivo estava completo.

Voltei para o Brasil com inspiração, escrevi sobre os amores que encontrei em Paris, me inspirei nas histórias reais das pessoas que conheci e no final do livro uma dedicatória ao atendente que sem me conhecer me fez ter coragem para voltar a acreditar no amor.

A editora amou o livro, as vendas foram um sucesso e eu consegui meu contrato não por um ano, mas por cinco anos. Foi quando decidi lançar meu livro em Paris em uma biblioteca antiga de lá.

No final da sessão de autógrafos um rapaz apareceu, com um buque de rosas que colocou sobre a mesa, segurou minha mão e disse olhando em meus olhos:

- Obrigado, você não precisava me citar em seu livro.

- Imagina, se não fosse por você eu teria desistido.

E então me abraçando disse sussurando em meu ouvido:

- Agora que você voltou a aceitar o amor, o que me diz de me aceitar?

- Acho que podemos tentar. - respondi ainda sussurando.

E hoje eu estou aqui, com mais de cinco livros lançados um contrato quase que eterno com a editora e um amor, graças a uma viagem de última hora a Paris em busca de inspiração.

Essa busca atrás de um objetivo mudou toda minha vida e eu que só esperava um ano de contrato e um livro publicado, obrigado Paris por me inspirar em todos os sentidos.

Ps: Ficou enorme eu sei, levei 1h e 15 minutos,são exatamente 00:50 da manhã,ouvindo Colbie Caillat (Bubbly).