27 de fev. de 2010

Uma rua sem saída.

Ontem antes de dormir, terminei de ler " morangos mofados " do Caio Fernando Abreu, e o livro termina com uma carta do Caio a um amigo. Guardei o livro e deitei pra dormir, e então me vieram na cabeça todas as coisas que eu já quis escrever um dia e desisti, tudo o que eu tinha pra dizer e não disse. Por muito pouco não levantei da cama, religuei o computador e as escrevi aqui. Escreveria muita coisa, as quais talvez nem fossem entendidas, mas que continuam aparecendo toda vez que eu termino um dia e tento dormir.


Lembro que pensei em uma rua sem saída, mas não uma rua pequena. Mas sim uma rua que você precisa andar muito pra perceber que não há nada além de um muro. Lembrei que andei por aquela rua na esperança de encontrar uma maneira de ultrapassar aquele muro, tinha esperança sim, apesar de saber que seria em vão toda essa caminhada. E foi.

Me via ainda parada, olhando pro caminho de volta, com uma preguiça danada de voltar, um desgosto em assumir que falhei. Eu não queria olhar pra trás, queria ultrapassar o muro, encontrar o que ninguém nunca encontrou antes, eu sei que existe muito mais ali, existe sim.

E então, apareceram pessoas gritando o meu nome, ouvi um pouco baixo lá do final da rua, mas eram vozes que eu reconhecia, e eu voltei. Eu andei todo o caminho de volta com o coração apertado, os olhos ardendo, mas voltei. E sorri quando reconheci aqueles rostos. Sorri quando eles me abraçaram e falaram " Pra quê perder tempo com uma rua tão fria e sem saída? Por aqui é tão mais bonito! ". Conheci um caminho realmente mais bonito, mais alegre e quente. Mas sinto saudade de olhar pra rua do muro, a rua sem saída. Saudade de esperar e imaginar como seria além daquela parede de tijolos.

A última imagem que eu tenho na minha mente é a das suas costas, indo embora... não indo embora de mim, mas indo de volta pro seu mundo. De alguma maneira você consegue ultrapassar aquele muro, e ali ninguém mais te alcança, ninguém te vê e sente. Uma pena.

Eu to tentando seguir pelo meu caminho, sem olhar pra trás e pro lados, sem querer enxergar você, sem querer saber de você, não mais estar parada diante da tua rua sem saída, sem mais curiosidades. Apenas com saudade. Saudade que vai passar, morrer, virar história engraçada pra contar por aí.


" Pensando bem, eu acho que mereço ter chegado até aqui. Aqui, onde é sol, aqui, onde eu falo sem medo, aqui, onde meu pensamento vai, vai e vai, mas sempre volta. Pensando bem, a vida vai mesmo ser cheia de perguntas, e eu vou ser sempre mesmo um déficit de respostas. Mas quer saber? Não teria graça se não tivesse lágrima e a vida ia ser muito chata não fossem os desafios. Como já cantou aquele cara da voz macia numa música: ' É uma pena sempre olhar para trás, você deveria estar olhando direto pra frente.' , e ele tem razão"

25 de fev. de 2010

Sem titulo?

Sem amor a gente fica meio vazia, sem amor não existe o abraço e o beijo, sem amor a gente fica meio solitária, sem amor a gente se sente simplesmente pela metade.
Sem você hoje eu posso dizer que eu sou quase completa, mas só porque um dia você passou na minha vida, só porque um dia você disse que me amava, quando nos conhecemos você me beijou e me abraçou, e eu senti algo que sei lá, era mais que só vontade era um carinho um respeito, um dia você disse que iria ficar comigo, e então eu descobri o que era não se sentir sozinha, um dia você disse que era comigo que o seu pra sempre seria... e então eu me senti completa, totalmente. Você entende o quão lindo e grande era isso tudo?
Obrigada por ter existido em mim um dia, obrigada por se doar pra mim, por sentir o que sentiu, obrigada de verdade.

1-Quase porque você moldou você em mim, e não existe alguém pra esse encaixe, mesmo assim obrigada.
2-Boa sorte, é o que eu desejo. Levantando a bandeira branca para viver melhor. Eu não preciso de odiar, e nunca vou.

24 de fev. de 2010

Talvez eu tenha me precipitado um pouco quando te disse tudo aquilo que custei tanto a admitir. Bem que aquele meu outro sentido dizia 'não fala, não fala, você sabe o fim de tudo isso". E realmente eu sabia. Você pode me chamar de teimosa, tentar me explicar mil vezes que não é assim. Mas você acredita que não seja assim de verdade? Seja sincero. Estando comigo ou não, nada te impediria de mudar o que dizia sentir. Ninguém manda nessas coisas, foi o que me disseram. Independente ou não de estar com alguém, de amar alguém incondicionalmente. Ninguém sabe quando o amor acaba, ou o gostar, ou a amizade, que seja. E não, eu não estou magoada com você. Não há motivos pra tanto. Ah, grande parcela de tudo isso é minha. Como você diz, eu sou insegura demais. Em relação a você, que fique claro. Não vou falar também que não senti nada. Eu mentiria. Senti sim. Ciúmes talvez, ou aquela sensação que se sente quando algo de inesperado acontece. Fique tranqüilo, tá bem? Porque ainda procuro acreditar que amizades demoram mais a serem quebradas do que amores. . . . e você, como meu amigo, não pode ter outro melhor!

19 de fev. de 2010

Que fique bem claro !

Eu sou calça jeans e camiseta de estamparia. Tênis no pé e celular no bolso. Cabelo prático e maquiagem pra esconder as olheiras. As vezes de saia jeans, as vezes de salto alto. Prefiro um barzinho com música ao vivo do que boates lotadas. Sábado em casa vendo filme? topo! Praia é melhor que piscina. Rockzinho acústico é melhor que pagode, mas não dispenso o segundo num churrascão no domingo. Não mexe no meu pé, nem no piercing no meu umbigo. Não me faz esperar mais que 15 minutos. Só enxergo bem de óculos. Amo ler. Amo cantar. Amo dançar. Pra dormir bem só com o barulho do ar condicionado. Falo muito, falo do meu dia, falo coisas nada a ver, mas me responde. Sou ciumenta, neurótica e maluca. As vezes sou quieta, estranha e ausente. Adoro SMS, adoro depoimento, não me ignora. Amo meus amigos, não largo por nada. Meu sonho é conhecer a França, passar pra faculdade e ir embora. Não fala alto comigo, odeio gente ignorante, mesmo eu sendo as vezes. Picolé de uva, de maracujá, de limão, de graviola... 1, 2, 3, 4 pode ser? Me dá mais um? Sopa Vono de queijo de madrugada. Caio Fernando Abreu, pra curar depressão. Chocolate fora da geladeira. Mais gelo no copo da coca-cola, sem gás se for possível. " Olha, o céu ta lindo! ". Barulho de árvore, cheiro do dia amanhecendo. Chuva, banho de chuva, banho quente depois do banho de chuva. Piano, aula de piano, tocar piano. Vasco. Serenata de amor. Pão integral com granola. Cachorros. Silêncio. Não sei lidar com crianças. Não ligo pra etiquetas, marcas e posses. Sou mão-de-vaca. Não tenho  irmãos. me faço de durona e choro sozinha depois. Mas eu choro muito. Choro de alegria, de tristeza, de cansaço, choro por não conseguir falar o que eu quero, choro de raiva, choro com filme, música, livro e teatro. Eu choro. Festival de esquete. Adoro teatro. Tenho saudade da escola. Tenho medo de lagartixa, medo mesmo. Tenho toxoplamose e pressão baixa. Dores de cabeça são mais frequêntes que chuva em São Paulo. Não gosto de viajar de ônibus,gosto de viajar de carro parar na estrada pra tomar café da manhã. Mais de 5 cervejas e eu preciso de sal. Adoro tatuagem. História, filosofia e psicologia. Já morei em tantas casas que nem me lembro mais, eu moro com meus pais. Sou de capricornio. Teimosa. Racional. Tenho medo do que é novo. Não gosto de comida chinesa, mexicana. Comida é feijão com arroz. Puré de batata. Lula a dorè. Me divirto em karaokê. Não sigo a cabeça dos outros, sou desse jeito desde que me aceitei. Já tentei ser o que eu não sou, cansei. Sou muito curiosa. Adoro desenho animado. As vezes pareço criança, outra hora penso que levo tudo muito a sério. Não gosto de morar onde eu moro. Queria uma casa com uma varanda muito grande e árvores. Eucaliptos. Gosto do frio. De neblina. Da serra. Cultura gaúcha. Mate bem gelado. Pastel de queijo  com suco de maracujá. Não gosto de conversar no telefone. Adoro academia. Adoro dormir de tarde depois do almoço. Adoro música alta, mais as vezes prefiro só no fone de ouvido. Gosto de sentir a música dentro da cabeça. Não gosto de banhos demorados, o barulho do chuveiro me dá aflição. Sou orgulhosa, não esqueço fácil. Sou tímida pra muitas coisas, mas disfarço. Não gosto de homens musculosos. Colocarei silicone um dia. Adoro rotina. Ando descalça quase sempre. Em casa só uso pijama. Sou muito insegura. Odeio datas como o natal. Não sou de estar com a minha família. Me sinto feia quase todos os dias. Deixo a TV ligada só pra não me sentir sozinha. Me afasto de gente falsa, interesseira ou vulgar. Falo palavrão, mas sei falar direito. Caio em contradição muitas vezes. Gosto de estar junto. De mãos dadas. Respeito. Demonstração. Afeto e abraço apertado. Odeio pessoas frias. Odeio a sensação de pé quente. Não como direito. Adoro massagens, mexe nas minhas costas até eu dormir? Dormir? Acho que tô com sono...

1 de fev. de 2010

Tempo!?

Com o passar do tempo, eu percebi que é realmente verdade quando dizem que a gente não escolhe de quem gosta! muitas vezes, nos apaixonamos por alguém que mal conhecemos, ou então, por conhecer demais essa pessoa .. tem todo aquele lance de afeto, de você se sentir bem na presença desse alguém, querer estar com ele a todo momento, tê-lo em seu pensamento praticamente o dia inteiro, lembrar do seu sorriso, do seu olhar, dos seus beijos, ouvir aquela música e lembrar daquele momento .. enfim, não tem essa de 'ficar sem se apegar', a não ser que você não tenha coração .. acho que isso é meio impossível, não!? Não se prive de sentir, se gosta, fale! se quer, faça! se deseja, realize! Não deixe que 'o tempo faça por você', porque o tempo, muitas vezes se torna o nosso pior inimigo!

28 de jan. de 2010

..."Ando meio fatigado...

Me disseram: 'não brinque com fogo, ou você vai acabar se queimando'. Não dei ouvidos (lógico), e me queimei. tenho evitado desde então, mas é dificil me controlar, quando a única fonte de calor, e luz é essa.
Ando tão sem inspiração, oca por dentro... me incomoda porque toda hora eu venho aqui como se quisesse expor algo, mas ai eu penso, penso, penso.... e nunca sai absolutamente nada. Tenho algumas idéias, mas nenhuma delas passam de palavras emboladas em pensamentos sem muita importância. As vezes parece confuso demais, as vezes parece que eu sei muito bem a resposta, as vezes parece que eu só quero fugir, mas o pior de todas as vezes é quando simplesmente não parece nada, simplesmente nada... me deixando meio calada, meio inquieta, meio largada nessas palavras emboladas, procurando por algo que nem sei bem o que é ... é muito dificil, muito confuso, 'você' não entenderia.

melhor eu ir, antes que eu fale demais. 

“Então eu te disse que o que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exatas.
E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava,ainda que soubesse.”

Beijos bigãs. (L)

Valeu! Foi bom, adeus !


[...] Por que será que tem que ser assim a gente gosta, a gente ama, a gente muda. E o tempo faz verdades nos teus olhos deixa ver
Solidão abusa.
Foi tão bonito, tão intenso, tão maravilhoso cada segundo.
E a vida nos revela cada dia uma nova cena um outro mundo. [...]