13 de set. de 2010

Nhééééé

Não tenho muitas palavras. E  não sei como começar esse texto. Ok! Primeiro queria agradecer à Line e a Ry por ter feito do meu final de semana ser maravilhoso, por ter me acordado as 08:00 da manhã em plena segunda-feira, me alegrando e me convencendo a entrar no site  para ver a classificação do curso. Na verdade, devo a todas as pessoas de sabado e ontem, por terem feito tudo dar certo, e feito com que meu final de semana fosse extremamente OTIMOS. Tinha até me esquecido de como é bom estar fora da rotina, fazer coisas novas, ver gente nova, sair pra outros lugares, respirar novos ares, mesmo que isto te custe alguma coisa. Valeu a pena, sem nenhuma dúvida... Estar ao lado de quem nos quer bem, de quem nos diverte, e sempre bom.
Que notícia ótima eu tive hoje! Espero que continue assim, que os bons ventos soprem sempre o que tiverem de melhor, porque pra quem leva a vida com amor tudo fica mais leve.
Então...lembram sobre o que eu disse na publicação do dia 09/09/10 ? Sobre ter acontecido um incidente com o número da minha redação, e que com certeza não seria corrigida ?Pois é gente, eu consegui sim.
Não sei que milagre aconteceu, mas corrigiram a minha redação, e advinha? Passei. Nem acreditei quando fui olhar a listagem de nomes (só por olhar né?). Já tinha até me conformado e nem quiz procurar saber. Mas a Line me convenceu ( claro ela já sabia huauhaauh) Já comecei olhando do último número pra cima, acho que era o 150 ... e nada de ver o meu nome.
Falei pra ela " Pois é Line, desisto, já olhei quase tudo aqui." Quando ela me disse, lève les yeux. "" Quoi? "" Regarde, le deuxième nom sur la liste...  Traduzindo : " olha pra CIMA." "Que?" " Olha pra cima, o SEGUNDO nome da lista." huahauhaua
Passei em segundo lugar ainda por cima. Inacreditável. E é isso aí geeeeeeeente. PASSEEEEEEEI Tô muito feliz começando uma segunda-feira assim,não preciso de mas nada  :d

Agradeço a todos que torceram por mim... OBRIGADA mesmo de coração.

12 de set. de 2010

O resto é mar, é tudo o que eu não sei contar.

♪ Vou te contar, os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender .
Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.
O resto é mar, é tudo que eu não sei contar, são coisas lindas que eu tenho pra te dar.
Vem de mansinho a brisa e me diz : " - é impossível ser feliz sozinho."
Da primeira vez era a cidade, da segunda o cais e a eternidade ...
Agora eu já sei da onda que se ergueu no mar e das estrelas que esquecemos de contar,
O amor se deixa surpreender, enquanto a noite vem nos envolver ♪




Ouvir essa música dá uma saudade do Brasil... da Cidade Maravilhosa,da praia,do calçadão,das caminhadas, do "bom dia" vindo daqueles que você nunca viu na vida, da agua de coco,da lagoa,da saudade de tudo. Ah é essa foto ai em cima... Eu e Braian foi tirada no começo do namoro. Haha como eu fui feliz nessa época.E vendo essa foto confesso que bateu saudades dele tbm.Saudade da amizade que permaneceu mesmo depois que terminamos, da presença, da risada..e ele vai sempre existir na minha vida. Mesmo o amor que um dia fez com que jurassemos milhares de coisas, ter se transformado em amizade, eu vou levá-lo pra sempre comigo... e eu sinto muita falta dele aqui. "O resto é mar, é tudo o que eu não sei contar." ♪♪

9 de set. de 2010

Quem sabe na próxima?

Eu disse que voltava em breve, só não imaginei que seria assim tão breve.Queria eu começar um texto falando de coisas boas. Mas não, não hoje... quem sabe na proxima? Dia 10 de setembro amanha ne?! Completa 1 mês que estou morando na França. Esperei tanto pelo dia 10 de agosto e cá estou ... eu tinha preparado tantos sonhos pra este ano com cuidado e eu já podia vê-los começando a dar certo. Infelizmente não cheguei a tempo para me inscrever para uma faculdade em Nice, então so me restava no momento ficar por aqui. Mas como eu sou uma pessoa muito "sortuda" consegui me inscrever para um curso aqui mesmo.Fiz a prova, passei a primeira fase, e modéstia parte me dei muito bem, cheguei a gabaritar duas das matérias específicas na prova discursiva. Passei pra 2° fase... mas então, por ironia do destino aconteceu um incidente na minha redação, justamente a parte que eu mais gosto de fazer. Por descuido, falta de atenção, bobeira, chame lá do que for ... não vi que havia um espaço reservado para pôr o número da proposta de texto escolhido. Resultado: acho que não vão corrigir minha redação. Provavelmente será anulada,tenho quase certeza que foi anulada e não adiantará de nada ter sido excelente no resto da prova inteira, não há maneiras de passar sem a redação. Enfim, me senti destruída no começo, arrasada, desacreditada ... uma azarenta. Mas depois passou, respirei fundo e ergui a cabeça como sempre. Pra ser sincera agora não sei bem ao certo o que vai ser daqui pra frente, mas eu aguardo confiante. Bani a palavra azar do meu vocabulário. Eu acredito no destino. O que é pra ser meu vai ser, e de repente esta não seria minha melhor oportunidade. Não sei se devo continuar aqui sei que há tantas coisas no Brasil a minha espera. É não sei, não sei. Porém o que me resta agora é me esforçar mais um bocado e correr atrás das novas oportunidades que virão, e isto não é problema pra mim, meu caro. Empenho e força de vontade eu tenho de sobra! E é assim que se fala.

" Ô minha filha, as suas dores não são as maiores do mundo e nem vão ser. Sacode a poeira. Toma um banho de rio. Abre essas asas. Grita alto, chora baixo. Pula alto e cai de cara. Desenha toda a beleza do mundo. Compra uma caixa de lápis de cor e sai aí colorindo a vida."
(Tati Bernardi)


;*

8 de set. de 2010

Hey!? Tô viva

Que sumidinha heim? Pois é, to meio sem cabeça pra escrever aqui. Voltei pra academia to felizona hehehe. So uma coisa me preocupa... Me inscrevir para um curso e passei pra 2° etapa, e lá fui eu fazer a prova.Vamos ver se consigo uma vaga. Tava realmente muito fácil, " REDAÇÃO" mas quem disse que a minha cabeça tava boa pra pensar haha! Logo na questão redação que eu tanto gosto. É... seje o que Deus quiser.. a sorte ta lançada... (tenso!)
Os meus dias tem sido otimos, e eu pretendia escrever sobre isso, mas né...
Não tenho muitas novidades, nem muita idéia do que escrever... só vim dar uma satisfação, pra que vocês não desistam de mim, ok? haha! Eu volto, em breve!!

Um bjo
:*

1 de set. de 2010

De novo. 01/09/09

Titulo: Setembro coming ... ¬

Foi só pra mim, ou o mês de Agosto esse ano durou MUITO? Parece que levou décadas para chegar o dia de hoje, o último dia desse mês infernal. É sério, não estou exagerando, tirando alguns fatos isolados, esse mês foi definitivamente o pior mês do ano até agora, e eu não acho que os próximos consigam superá-lo ! No calendário atrológico, esse é o mês mais complicado para relacionamentos. E parece mesmo que em todo lugar que eu ia, tinha alguém reclamando que brigou com o namorado ou namorada, melhores amigos, pais e etc. Era como se esse fosse o período em que a paciência de tudo e todos evaporasse e desse lugar à um sentimento de confusão e indiferença. Cheguei a pensar que essa tal crise-de-agosto não fosse me atingir, mas que boba eu fui, me atingiu em cheio. Tive discussões com pessoas que eu achei que nunca teria, magoei outras que eu nunca quis magoar, e inúmeros outros problemas que não é necessário citar. Todos esse problemas fizeram esse mês durar o que me pareceu uma eternidade, e me fizesse esperar ansiosamente pelo próximo. O que importa é: Setembro chegou. E totalmente contrário ao anterior, setembro é um mês que eu adoro. Não sei bem o motivo, para falar a verdade, mas eu me sinto muito bem quando chega setembro. Talvez seja pelo clima, nada de muito calor e nem muito frio, o clima ideal, e a sensação de que as flores vão colorir um pouco mais a cidade, como em toda a primavera. A esperança está no ar como se eu pudesse vê-la claramente, assim, a olho nu.

OBS: Texto publicado no dia 01/09/2009. Tenho ate assunto pra escrever aqui só não estou me sentido bem pra transcreve-los. Enfim ... um ano se passou e eu não mudaria nada... continuo achando desse mes o pior de todos.

24 de ago. de 2010

Ai como doí

Estou me acostumando aos poucos. É que a gente sempre quer sair de casa, conhecer o novo. E já pensou largar tudo e ir para um país novo? uma cidade nova? Sem ninguém, ninguém que saiba da tua história, novas pessoas, nova casa, nova rua, novo bairro, novos vizinhos, novas praias, novas festas, novos trajetos, novos horários, novas regras, vida nova. A gente sempre quer. Se livrar da vizinha encrenqueira, de alguém impondo horários pra chegar em casa,das fofocas, das implicância daquelas garotas insuportavéis, do burburinho da cidade, das pessoas que já foram o que eram pra ter sido, de sair para os mesmos lugares e de fazer o mesmo caminho sempre. A gente sempre quer.
Mas tem um dia que isso acontece, de fato. E aí você vai, leva só as malas e deixa tudo para trás.E seja o que Deus quiser. Vai com um sorriso na cara pra atrair sorte, vai com o pé direito pra garantir, vai com o pensamento de que tudo vai dar certo e vai com o coração na mão porque não tem jeito.
Fazem 14 dias. E só nesse tempinho quanta coisa eu já vivi... Eu ri demais, eu falei com todo mundo que eu podia falar aqui do predio e da rua onde moro, eu fingi ser outra pessoa na rua, eu virei a madrugada brincando de jogo da forca sem luz em casa, eu dei número de telefone falso, Eu brinquei demais, eu quase fui atropelada, eu ja fui sozinha a padaria pela primeira vez, eu fui na primeira choppada com as meninas, eu amanheci na rua, eu dormi dividindo colchão com 4 pessoas, eu subi num palco, eu ganhei um concurso, eu contei isso tudo para os meus pais, eu fui sincera e não tomei esporro como eu esperava que fosse tomar. Eu percebi que agora não tem mais como voltar atrás eu tô crescendo.Sim eu tô crescendo! Essa foi a frase que eu disse na ultima conversa que tive com minha mãe.
E uma coisa interessante que ela me disse que eu nem tinha me tocado " Filha á 4 anos que você vem crescendo agora que você percebeu?". É... talvez ela tem razão. Mas somente hoje que a fixa caiu e que agora não tem ninguém pra me dar esporro, que não tem ninguém pra decidir por mim, nem pra me defender, nem pra me dar colo. E entendi que a responsabilidade é minha e por consequência a consciência também. Que eu que adiministro meu dinheiro e que se eu acabar com ele o problema é meu. E que dessa vez não adianta eu dizer "eu faço tudo que eu quero e é problema meu" como nas épocas de revolta, porque agora o problema é meu mesmo. Só meu. E não tem ninguém pra me salvar. Eu que me vire, eu que corra atrás, eu que estude, eu que invista, eu que me garanta, eu que viva ... por mim. E ninguém mais. Ninguém mais vai viver por mim.
E isso dá um arrepio na espinha, dá susto como em montanha russa e dá vontade de ter tudo de volta, os seus amigos de sempre, a sua caminha na casa da mamãe, uma comida descente feita por ela, não se preocupar em "como eu vou voltar pra casa", conhecer o caminho por onde anda como a palma da mão. E dá saudade. Dá vontade de você reencontrar todo mundo. Até mesmo aquela vizinha chatinha.É que com o tempo você descobre que gostava dela. E descobre que ama a sua familia mais do que imagina. Que ama até mesmo os lugares antigos e descobre que a sua rotina era boa. Você sente falta de um monte de coisa e às vezes dá uma solidão enorme ... e eu que gostava de ter a casa vazia... descobri que não, tem dias que a gente precisa de alguém colado o dia inteiro.. E nem todo dia é dia de festa. Tem dias que você descobre que ser dono do seu próprio nariz pode doer. Uma dor aguda, bem na pontinha dele. Ai.

9 de ago. de 2010

Meu testamento !

Tudo que nasce,morre. E ninguém nunca sabe para onde vai. Não sei quanto tempo leva pra esquecer. E esquecer não é simplesmente não lembrar, eu acho que é mais. Um processo longo e sem fim. Esquecer a gente nunca esquece. Não quero mais lembrar então, destas coisas que parecem estar quase mortas ou entaladas em algum lugar que dói e eu ainda não descobri.
Proponho que façamos um grande velório. Preciso enterrar todas as histórias. E as estórias também que eu inventei e que nem chegaram a ser,e que também não viraram sonhos porque eu acordei de repente sem ar na madrugada. Levantei. Fui até a cozinha procurar um copo d’água. Sentei e comecei a escrever.

Minto, antes de começar fiz uma longa... pausa... para te olhar. Tentei acompanhar o ritmo da sua respiração funda e lenta enquanto dormia. Achei seu arfar um tanto afável: o músculo endurecido do meu coração se retraiu primeiro,mas depois, mesmo um tanto receoso relaxou e se deixou levar. Minha respiração inquieta me deixou descansar por alguns instantes enquanto eu seguia o seu ritmo, mas eu não consegui imitar a sua paz por muito tempo.

Foi apenas o instante dos seus olhos sonolentos conseguirem se abrir até o meio, fraquejando logo após de me fitar, e você arquejou a boca como se fosse me dizer algo se não estivesse tão cansado. Talvez em outro tempo eu até insistisse em ouvir , mas desta vez não. Quis apenas contemplar aquele silêncio para começar a escrever. Escrever não sei para quê e nem para quem, mas senti total necessidade. Talvez escrevendo eu pudesse definir um fim para esta história, melhor então passar para o papel – pensei – uma vez que sei lidar melhor com a caneta que corre em minhas mãos firmes, porque só assim elas sabem ser firmes, pois só assim eu saberei ser firme.

Meus finais todos são dotados de drama, de silêncio e de madrugadas também. E de mortes, assim como são dotados todos os finais. Sei que tudo isto está morrendo mas não faço idéia para onde vai. Não quero saber. Sei que depois do enterro vem a vida que segue, que continua cruel ou felizmente, nos mostrando que o mundo gira e que a vida lá fora sempre vai continuar existindo, mesmo que eu me assassine um pouco... mesmo que eu mude de idéia e queira morrer. Quis deixar então um testamento, como prevenção, por saber que as madrugadas acabam e que depressa vem o depois.

Mas não há muito o que eu queira deixar neste testamento, eu até poderia deixar algumas marcas, mas estas eu quero que sejam apagadas. E todos os sorrisos, os abraços, os planos, e os rancores também. Isto também morre junto. Tudo o que houver de mim eu retiro e levo comigo, inclusive as minhas palavras. Esqueça das minhas palavras.Quero deixar no meu valioso testamento apenas uma sagrada esperança de que tudo vai dar certo e um novo entusiasmo para os dias que virão.

De resto não vale a pena cantar a hipocrisia, não quero lhe desejar nada que não seja verdadeiro. Deixo então o silêncio. E o barulho da palavra que quis escapar da sua boca e que nunca saiu, o som falho interrompido pelo cansaço que repousou no seu sono. Deixo o arfar inquieto do meu peito enquanto velava você dormindo. Te deixo a cor das minhas olheiras, e por fim, deixo a minha insônia descançando em paz em cima do teclado, repousando ou deixando-se abater, enquanto se ouve o baque sutil da trinca da porta do meu quarto sendo violada, o sopro do vento vindo de fora, os sorrateiros passos se afastando sem se despedirem pelo corredor da casa.

Deixo o frio de acordar sem uma meia dos pés, e sem você ao lado. Pra sempre.

Amanheceu o dia.