24 de nov. de 2010

Estou chata, pensativa, enjoada (fisicamente e de todo o resto), pensando mil vezes antes de fazer, querendo escrever e não me permitindo, deixando sair apenas o que é possível e mais sem graça de mim. Eu queria que as pessoas me dessem motivos pra me deixar ser quem eu quero e sou. Já basta minhas razões contra mim.

17 de nov. de 2010

Um certo alguém um dia me disse que a minha frieza com as pessoas crescia e tomava proporções preocupantes, disse que eu não me importava com a falta que elas faziam e que eu estava cada vez mais fechada na minha própria órbita. Concordei. Respondi que se eu me tornei o que tenho sido, grande parte era culpa das próprias pessoas, eu já fiz muito pelos meus amigos, já fiz mais ainda por amores que passaram, e nada... nada valeu tanto a pena. Mas tudo bem... não se pode guardar mágoas e nem viver se baseando em frustrações, levantei a cabeça e decidi que seria novamente uma pessoa afetuosa e que poderia demonstrar meus sentimentos mais uma vez a qualquer que fosse a pessoa escolhida. Adivinha só o que aconteceu? Indiferença, nenhuma consideração, nenhuma retribuição... NADA. Tiro a minha frieza do armário, visto aquela armadura que já tem as formas do meu corpo e sigo em frente. Se vai fazer falta? Provavelmente sim, mas passa! Sempre passa. Eu nunca gostei de deixar as coisas por serem ditas, mas dessa vez, não vale a pena mesmo gastar ainda MAIS saliva.

" Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "

9 de nov. de 2010

Nua

A chuva sempre fora para mim motivo de ser alegre. E correr nela era como ser dona daquela água toda e da imensidão do céu.
Então pisava nas poças para ver a lama dançando junto comigo, achava lindo, lindíssimo.
Achava também que todo mundo fica mais bonito debaixo da chuva. Que todo mundo deveria ser amigo do vento pra ver que correr contra ele não doía não. O vento sempre foi um amigo tão bom no meu conceito porque foi o único amigo que eu encontrei que não me maltratou quando fui contra. Pelo contrário. Eu amava correr contra o vento na chuva, e dançar e cantar. Era uma coisa tão boba...mesmo assim me sentia imensa na chuva como se o céu todo pudesse caber naquilo e eu aplaudia quando a chuva vinha. E a chuva vem na maioria das vezes de surpresa e eu morria de saudade dela quando esta só ameaçava vir e não vinha... pois então quando me pegava desprevinida na rua eu não me importava. Até sorria, porque criança não tem motivos para não gostar da chuva.

Hoje está chovendo lá fora... Desliguei a música que estava ouvindo para escutar a chuva. Este som de gosto doce. Barulho de chuva. Estou dentro de casa e com a janela fechada não dá para sentir muito o cheiro que me lembra a felicidade. É. Creio que se a felicidade pudesse ter um cheiro seria o de terra molhada por chuva. Por chuva lenta com pingos espessos, que é o tipo que mais me faz ser alegre.

Está chovendo desde cedo para dizer a verdade. Mas é que eu estava muito preocupada em não molhar os livros que comprei ontem antes de entrar no ônibus. Sentei na poltrona aflita por me livrar dos pingos que escorriam dos cabelos um pouco encharcados, e que mesmo depois de úmidos ainda me faziam tremer de frio. Não me lembro de antes ter sentido frio com a chuva. Quero dizer, não este frio que dói, que fica espetando o peito da gente. O frio que eu sentia antes era tão gostoso quanto lambuzar a ponta do nariz numa lambida no sorvete. E aí eu cheguei em casa, tomei um banho quente e vim pro computador, quase esquecendo que chovia. Acho que a chuva até deve ter se decepcionado um pouco, porque deu trégua. Senti toda a culpa.

Só agora percebo-a. E o quanto ela está triste! Me senti inteiramente melancólica com a chuva. Fui até a porta e fiquei quieta espiando. Não me achei digna de ir e me infiltrar lá debaixo. Sei lá, me sobrou muita saudade de fazer isto mas me faltou aquele ânimo ingênuo e sem vergonha que finge se esquecer de que a mãe vai brigar quando chegar em casa. Senti falta de me sentir parte da chuva, de ser inteiramente pura, inteiramente boba, inteiramente alegre, inteiramente transparente. Comecei a pensar que crescer não é mais se tornar um monte de coisas. Nem ser dona do mundo como eu pensava que eu fosse ser. Eu queria ser bailarina... e eu percebi que eu já havia sido a mais bonita bailarina de todas quando dançava debaixo da chuva e que sem ela era mesmo impossível de ser. Hoje até estudo música e dança, mas não é para ser bailarina. Não dá pra ser porque crescer também é deixar de ser um monte de coisa. Descobri que ganhar o mundo não era nada,porque eu havia deixado de ser a dona do céu. Tive vontade de chorar sem ter bem um por quê.

Tive vontade de ser mais humilde nessas horas e não ter vergonha de me despir para os pingos de chuva. Quis sentar ali debaixo dela e me deixar molhar. E deixar que me lavasse, de todo o mal do mundo.



2 de nov. de 2010

O novo...

Não, você não sabe o quanto o novo me atrai. Me sinto tão feliz como uma criança que recebe uma caixa de giz de cera coloridos e uma folha novinha em branco. Não, você não sabe o quanto o medo de dar o primeiro rabisco na folha em branco me fascina. A ansiedade e este efeito de mil borboletas voando pelo estômago é como estar em um balanço que se alterna entre voar até o alto e voltar ao ponto mais baixo, quase me deixando encostar os pés no chão. O fato de não ter a certeza se irei cair e a felicidade de estar no alto ... ah como me deliciam estes medos e ansiedades bobas de quando algo começa, ou está prestes a acontecer.

30 de out. de 2010

Mas uma vez

Mais uma vez. É o que digo num suspiro arrastado, sem muita emoção. Chega a um ponto em que as coisas passam a não incomodar mais e eu já cansei de dizer o quanto eu queria saber chorar, de novo. Mas tem tanto tempo! Sabe em quantos textos em rascunhos eu deixei reclamando disto? Eu já não sei. Perdi a conta e a vontade de reclamar. E dessa vez não tem nem mais nó preso que não sai da garganta. Simplesmente não tem nó. Como eu queria, profundamente, lamentar de todo o coração. Mas não, o máximo que sai de mim é este " mais uma vez, Priscila." E, me desculpem pelo constrangimento, por escrever este texto (embora amanhã eu já acorde pensando em apagá-lo), pela má-educação, pela falta de sentido e de controle, por não ter nada de impressionante nem bonito pra dizer, me desculpem ... mas, "Porra! Priscila!"

22 de out. de 2010

Eterno

Um coração maior que o dono. Era ele que falava. Falava? Gritava em palavras doces, fortes e renconfortantes. Deixando em todos que encontrava um sinal que ali tinha passado.Causava mudança a cada batida. Acelerado, não parava até ver todos bem, um dos seus maiores objetivos. Gostava da tranquilidade de estar sempre perto do seus amados. Sozinho, jamais. Tinha medo da solidão.
Tinha o dom de conquistar quem quer que fosse. Seu encanto transbordava por seus sorrisos. Se perguntares a qualquer um pra dizer uma palavra sobre, certamente será bonita. Difícil lembrar de alguma falha. Existiu? Sim, mas diante da beleza de seus atos foram anulados.

Um conforto tê-lo por perto. Era tudo tão bom que se acostumava com aquilo. Dar valor à tamanha criatura só veio quando esse coração parou. Um minuto de silêncio. E parece que levaram um dos seus maiores bens. E foi. Uma saudade que aperta todos os dias no peito que parece que nos engole. Uma sensação de quê as coisas perderam a graça desde do dia que ele se foi. Mas aí se para pra pensar, reepensar e vê ele rindo de nós. Porque ele tá tão perto, dentro de cada um. O seu amor nos atingiu e só cresce. Continuamente. Nele estão juntos todos os desejos de caminhar pelo bem, de se doar e de ser melhor a cada dia. Um exemplo. Porque ele foi tão humano e tão genial. Daquele que você queria guardar em um potinho pra ter sempre com você. Veio, sorreteramente e deixou muito. Tristeza com ele? Jamais.. me baseio pra continuar...

 Hoje 22/10/2010 foi um dia muito dificil, não so pra mim mas pra muitos. Eu costumo dizer que faço aniversario 2 vezes no ano. O 1° 20/01 foi a data que Deus escolheu pra mim vim ao mundo e o 2° 22/10
foi a data que Deus me deu uma oportunidade de  nascer de novo.
Ah quatro anos atrás eu sofri um acidente com mais 2 amigos e 2 primos, e infelizmente teve um óbito. Foi muito dificil suporta essa perda. Eu sinto falta dele todos os dias, todo tempo. Eu pergunto pra Deus todos os dias qual é o propósito que ele tem em minha vida. Porque tinha que acontecer logo com ele? Logo ele
que queria tanto viver e nunca se queixava de nada. Tudo pra ele era festa... Daí que vem a força. Meu alicerce, meu amigo, meu querido, meu amor proibido. Pra sempre aqui vai pulsar.

Eu te amo


Conversei com uma estrela Caminhando pelas ruas Pra te ter fiz um pedido E rezei por onde andei
Aprendi te amar sonhando Dediquei meu sentimento De coração, de corpo e alma
Eu te amei por onde andei Um amor me deixou aqui Nessa esquina abandonada
Na fria madrugada Sozinho na calçada
Mas quando a cidade adormeceu Um anjo lindo apareceu Era você na minha vida
Vi brilhar no céu com emoção A luz da minha direção Era você na minha vida

19 de out. de 2010

Eu quero...

Eu quero me apaixonar. É isso. Exatamente isso que tá faltando na minha vida e eu sinto tanta falta. Entende? Não quero um amor, porque isso eu já tenho e bem grande por sinal, eu to dizendo é que quero sentir aquelas sensações patéticas e tolas! O famoso friozinho na barriga, o medo de estar sendo idiota, a alegria mongol quando ele ( nesse caso um desconhecido qualquer ) te dá oi ou rende um assunto sem importância quando se encontram. É a vontade de querer estar sempre com essa pessoa, não importa onde, mas só de estar com ela já está de bom tamanho. É esperar esbarrar com ela na rua, assim sem querer... Sei la, eu quero sentir de novo tudo isso. Eu quero me apaixonar. Seja pelo novo ou pelo velho. Mas quero.



 
Eu quero me apaixonar outra vez ♪♪