15 de jun. de 2011

Vim aqui pra contradizer meu último texto: estou sentido isso, que parece ser saudade, mas tem mais a ver com nostalgia. Ou o contrário. Tenho o dever de ser sincera. não com vocês, mas comigo. Hoje, tenho várias coisas que movimentam minha vida. Mas agora, especialmente agora, me parei pra questionar os motivos que a vida tem para me afastar das pessoas. Em três anos devo ter perdido umas três amigas para sempre. E sinto que eu possa perder mais outra a qualquer momento. Não perder, de fato consumado. Mas perder dessa forma, de não ser mais fundamental. É triste, não é? Você também sente isso? Esses ciclos da vida, que muitas vezes te deixa fora da roda. Não que eu esteja me lamentando. Ok, pode ser um lamento sim. É, acho que é mesmo. Mas, mais que isso... É uma exaltação do quanto foi, e do quanto não é mais.

Sem querer reaver o tempo, mas me peguei sentindo falta e achando bonito. E quem são os culpados por não ser mais? Quem foram de fato os injustos? Todos nós? O que nos tornamos? Tornamos-nos alguma coisa? Eu que me tornei muito diferente, ou vocês que continuam iguais? Eu que me torno irreconhecível, ou vocês, que eu já não conheço mais? Ou se não é nada disso, até porque, não posso dizer integralmente nada mais sobre vocês. Não sei mais nada, não sei por que não quis saber, será? Sei que hoje é quarta-feira , e eu to com saudade das batatas fritas e dos brigadeiros. Das cervejas, e das muitas internas também. E até das fotos, que eu nem gostava de tirar, vocês lembram? E de todas as outras coisas que fizeram parte desse nosso mundo, que era tão nosso, mas que hoje já não existe mais. E agora, eu que já nem sei mais como se faz brigadeiro, que viro a cara pra cerveja e que já não faço metade das besteiras que fiz ou que foram feitas - chamo de besteira porque não faria 90% de muita coisa, mas não tiro o valor que teve na época.

Por vezes, eu julguei mal demais, por defesa, ou por falta de sabedoria, que seja. Mas meu erro foi julgar. Bom, talvez um dos meus erros. Lembro que cheguei a dizer ser normal a quebra desses elos que a gente, muito dificultosamente, constrói. Mas hoje penso que não deveria ser assim. Se falam que os verdadeiros sempre ficam isso significa o quê? Porque pra mim foi verdadeiro, e sei que pra vocês também. Mas e aí, cadê a Paula pra falar que não tomou banho hoje? Cadê a Aline pra contar que está morrendo de ciúmes? E a Juliana então, pra não deixar eu me sentir esquisita sozinha? E pior, cadê a Mari, pra reclamar da vida? E o Igor, pra me da conselhos? O Raphael, pra me chamar de doidinha? E o Nathan, pra me chamar pra beber, e quando eu disser que não, responder ‘qual é, moleque’. Cadê? Cadê? Alguns continuam vívidos na minha vida, mas não no meu cotidiano. E é do cotidiano que eu estou falando. Um cotidiano que nem era tão estável assim, mas era bonio. Era tão bonito, não era? E a gente sabia que era. Ou a gente agora sabe que foi. As relações que mantenho, talvez sejam mais maduras, e não menos interessantes. Mas, a infantilidade também era doce, e disso, talvez a gente não soubesse. Mas tudo bem, a gente não sabia de muitas outras coisas. E eu continuo não sabendo. Talvez seja essa a função da existência: você viver, esquecer, reviver, renascer, reascender e infelizmente, apagar também.

Quero que entendam que não é vontade de regredir, voltando para arrumar os erros cometidos, ou reviver as altas gargalhadas que hoje já não fazem barulho. Não. até porque minha vida melhorou integralmente de lá pra cá, em especialmente todos os fatores. e alguns fatores foram até criados desde então. E a questão é que eu não sei, e não quero viver de outra forma da qual eu vivo hoje. E eu imagino que vocês também não. Talvez seja por isso essa saudade que me abraçou hoje, talvez seja medo de perder o que tenho como perdi muito de vocês um dia. Engraçado é olhar pro meu presente e perceber que o número de envolvidos caiu bruscamente. Mas nunca estive completa. E sei que tem muito mais por vir, ou muito mais que se afirmar.E na verdade eu nem sei se é só saudade. bom tudo bem, eu nunca sei de nada mesmo, né? mas sinto que devia isso a vocês. Isso que eu nem sei qual é o nome. Isso que pode ser gratidão ou satisfação.Isso que eu não sei de fato se é nostalgia, saudade ou passado, mas, que eu sei, que também já foi muito amor um dia.
Quantas saudades senti desse meu cantinho, quantas vezes senti vontade de vim até aqui e escrever, escrever, e escrever ...
Quantas coisas mudaram nesse meio tempo. Hoje, eu já não sou a mesma Priscila de três meses atrás e amanhã não serei a mesma de hoje. Agradeço todos vocês que continuaram me seguindo, volto em breve :D

Grande Beijo!

4 de mar. de 2011

Apresentação final (último post)


Priscila Andrioni  Souza, vinte e poucos anos (sim, eu ainda não me acustumei com essa idade) e uma péssima memória. Tipicamente carioca/descedente de Italiano e obviamente muito sonhadora. O universo me disse que parte da minha função como ser humana é exercer o bem e praticar o amor, nem que seja por mim mesma - Coisa que descobri faz pouco tempo. Tenho convivido diariamente com meus defeitos potencializados e sei o quanto posso ser insuportável. Já tentei ser escrota, já tentei não pensar no próximo, já tentei mentir, já tentei enganar, mas, fundamentalmente não obtive sucesso. E Deus sabe o quanto agradeço por isso hoje em dia. Nada paga a consciência limpa de saber que eu dou o meu melhor. E por sorte ou justiça, sempre o recebo de volta. Bom, quase sempre.E por falar em mentira, já menti pra amigos próximos e muito me arrependo. Sou muito dramática, mas mal suporto o drama alheio. Já tive sérios distúrbios de personalidade, tão graves que hoje em dia nem os reconheço. Mas não me importo. 17 anos de bagagem, mas acredito que o real impacto da minha vida tornou-se óbvio apenas depois dos 18. Vivi verdadeiramente até então, mas nada se compara ao atual. tenho um Q de insolência e um muito de preguiça. Teimosa, mas a apatia de estabelecer minhas opiniões pra quem não tem capacidade me poupa de brigas. Nada resolve mais do que um sorrisinho de canto e um 'você tem razão' pro ignorante se glorificar e o assunto não mais render. Aprendi isso cedo. Minha família vem em primeiro lugar, em segundo, em terceiro. mas ainda sobra espaço pros amigos (que são poucos) pro amor (que é único) e pro Victor (que é eterno). tenho 3 tatuagens, meu cabelo me surpreende a cada dia, e tenho olheiras profundas.... Separo lixo recíclável, tenho meu próprio saco de fazer compras pra não precisar trazer sacola do mercado, e faço o mínimo para ter um país melhor. E não acho isso vantagem porque deveria ser obrigação de qualquer pessoa. Faço parte do greenpeace apesar de discordar de algumas coisas do mesmo. Mas, aliás, qualquer projeto contra a inércia é bem aceito por mim, por mais que ele ainda precise de melhoras. Decide que aparti de agora o consumo do alcool será raramente (sei que isso será susto para os desavisados),mas já tive porres incuráveis e ressacas intermináveis. mas, crescer foi preciso. e tenho pena de quem não consegue fazer o mesmo (entenderam o Q de insolência?). adoro comprar, nasci pro dinheiro também. Desculpa, não consigo evitar. Sou chata, e chata e chata e chata. tenho consciência disso, mas prometo melhorar. Tenho a graça de ter um melhor e uma melhor amiga. daria nomes se fosse preciso. SE fosse preciso. mas tenho outros amigos ao redor, sempre muito queridos. tenho facilidade para coleguismo e adaptação a lugares e pessoas. Mas hoje risquei da minha lista de contato 80% das pessoas que julgo não me acrescentarem nada. E seguirei  muito bem assim. Consegui um emprego na profissão a qual escolhi exercer, e estou muito feliz por isso. Já morei em diversos estados e cidades. Já quis muito nunca sair de todos esses lugares em que já morei, hoje moro em Agen (França), mas vou para qualquer outro lugar. mas óbvio que o Nordeste vai ser sempre o mais cativante pra mim. Tenho sorte demais, apesar de na raiva dizer o contrário. Sei da capacidade que tenho e por isso não me contento com 99% de nada. não mais, pelo menos. Não tenho mais inimizades. o que tem são pessoas que um dia eu feri, que um dia me feriram e que o tempo as apagou. As vezes, a simplicidade das coisas até me assusta. Minhas figuras de linguagens são a hipérbole e o paradóxio. Sou a rainha de não ser o que aparento e o exagerada em todos os aspectos. Penso muito, desejo muito, peço muito, e também tenho muito para dar. E fico feliz em saber que encontrei pessoas que merecem de fato receber, e por mais que isso não importe, foi um prazer. Até uma próxima, Priscila Andrioni.

ps: eu sou mulher e tenho o direito de mudar de ideia. então não se assustem se um belo dia eu voltar a postar,nem que seje um texto de desabafo.

Selos,selos e selos...

Estes vieram da querida Aline  do http://vivacadadiacomosefossemorreramanha.blogspot.com/ indico e muito, viu?


  

E este eu recebi da querida Camila do http://cilelelaagarotadoblog.blogspot.com/ que me segue com toda carinho e que está sempre por aqui deixando seu comentário.




A regra deles é indicar. Eu indico a todos aquele que com suas palavras me fazem crescer, aprender, me emocionar e ter inspiração pra viver. Vocês sabem quem são.
Desculpem a falta por aqui, e me desculpem mas ainda pelo ultimo post que irei publicar.
Um grande beijo.

28 de fev. de 2011

Meu primeiro selinho

Como estou devendo, dias atrás ganhei meu primeiro selinho.
Fiquei muito feliz!


1- Sim. O Aleph
2- O Vendedor de Sonhos
3- Desculpa de Te Chamo de Amor
4- Indico para :
* http://fefabailoni.blogspot.com/
* http://cilelelaagarotadoblog.blogspot.com/
* http://thoughtsbecome-things.blogspot.com/
* http://embuscadenos.blogspot.com/
* http://filosofiabaroli.blogspot.com/
* http://borboleta-lunar1.blogspot.com/
* http://nrs15.blogspot.com/
Ps: Indico á todos os meus seguidores
5- http://vivacadadiacomosefossemorreramanha.blogspot.com/

Quero agradecer a Line que escreve no blog A Arte de Viver. Em breve postarei os outros selinhos :D
Obrigada Meesmo!!!

23 de fev. de 2011

Muito eu

Hoje acordei com os cabelos desgrenhados. Mais do que o normal. Estavam feios mesmo, minguados; não sei por quê. Quando olhei no espelho foi que veio o maior susto: eu bonita. Sobretudo com os cabelos esquisitos.
Olhei com desconfiança. " Bom, não sei então", pensei escovando os dentes. Depois sequei a boca e parei para olhar de novo, era verdade. Os cabelos pareciam só fazer graça no meu corpo, como se resolvessem acordar deste jeito por mero capricho. Pois aí que começei a amá-los ainda mais, estavam tão feinhos e donos de si que resolvi por deixar assim mesmo. "Vou lhes respeitar esta vontade."
Saí sem penteá-los, fui para o curso, visitei uma amiga, andei por uma rua desconhecida, depois sentei na praça, sorrindo muito alegre com minha descoberta. É que hoje acordei muito eu. Muito gente também. Senti até uma ligeira fisgada na coluna ao me espreguiçar. Sinal de que está tudo no lugar. Até os pensamentos, os sonhos, as dores e as vontades.
Para melhorar ainda, a primavera ta chegando; lá pelos últimos dias. Me sobra também um pouco das férias e dá tempo de ter tempo. Dá para me lembrar de ser só eu (tem espaço livre para ser.) Nem profissional,nem estudante, nem cliente: só eu. Hoje tive tempo até de me olhar com os olhos fechados... foi então que percebi que não iria ser cabelo motivo para me enfeiar.

19 de fev. de 2011

Nada tem sido suficiente pra dizer o que tem sentido. Mistura de prazer com vazio, alegria e decepção, sorriso e um choro louco pra sair. Tô em confusão e tem vivido sem saber ao certo onde vou parar. Tô na luta pra equilibrar minha energia, me restabelecer, conquistar colocações e tentar não me descontrolar. Tem faltado aquilo que me ajudava a seguir, que me dava uma força incrível.

Quando aceitei ser quem hoje eu sou, sabia que era mais uma tarefa complicada, mas pra quem quer um dia ser perfeito tem que apanhar muito, aprender e fazer diferente.
Tô fugindo daquilo que não faz bem, tentando me distrair e buscar meus nortes.
Quero preencher minhas horas, ser mais e fazer muito mais.
Me ajudar e olhar mais pro outro.
Paz, inunde meu coração e na sua luz encontrar minhas felicidades.
Tô querendo o simples com poder de encanto.

14 de fev. de 2011

" Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe! "

Caio Fernando Abreu

Desculpe a falta por aqui, mas o tempo anda corrido.Mas uma vez obrigado pelos comentários, visitas e novos seguidores :) Prometo voltar em breve. Um grande beijo.