3 de jul. de 2010

Lucas

Talvez por você entender a minha ingenuidade não brigue tanto comigo, é, eu preciso tanto disto ... você assentindo com a cabeça ao me ouvir, e mesmo não concordando, me puxando pra debaixo do seu abraço sem julgar. Eu precisava mesmo de um colo, sem ter que explicar o porquê, alguém que cantasse e me fizesse dormir sem lembrar do mundo lá fora.
Como você mesmo diz, sou uma moleca em um corpo de mulher, que precisa pensar mais no que fala. Os olhos do mundo são diferentes dos meus olhos de menina.
E se sou um pequeno corpo cheio de sonhos, é você que faz com que eles possam continuar sendo doces e tranquilos.
Ver você rindo das trapalhadas que cometo torna tudo menos sério e problemático. Obrigada por vir até aqui, mesmo as tantas da noite só pra ficar do meu lado. Você não precisava nem dizer nada, me faz bem, pelo simples fato de estar.

2 de jul. de 2010

Pode ser sem titulo mesmo?!

O problema é que eu até tenho assunto para escrever, mas é tanta coisa junta e tanta coisa individualizada que eu não sei como pôr tudo em um só texto. Eu não quero contar pra ninguém as coisas boas. É que a beleza destas coisas é particular, acho que só eu vejo. Também não quero sair por aí só falando de coisas ruins, tornando públicos os meus problemas. Mas eu queria gritar. Qualquer coisa bem alto, um palavrão grotesco e libertador ... bem no meio de tudo e de todos. Pra depois começar a rir. Mas isso eu não vou fazer, sei me controlar. Quer dizer, não, eu não sei. E não sei o porquê de estar sabendo ultimamente. Estou contida. Tirando algumas vezes que deixo escapar algumas maluquices que eu penso e faço, (como essa viagem desse texto, por exemplo) e que andam me fazendo morrer de vergonha por aí.
É, ninguém tá entendendo. Nem eu. Mas estou ficando louca conscientemente. O engraçado é que sou uma louca que se analisa, que sabe das consequências, dos prós e dos contras... eu só não sei da cura.
Complicado. O que? Tudo. Demasiadamente complicado. Precisava vir tudo a tona agora? Seria tão mais fácil se houvesse uma fila de espera e enquanto eu resolvia esta coisa aquela outra ficasse em stand by ... mas não. E nem adianta eu deitar numa cama e me martirizar porque o mundo não me escolheu para ser a premiada exclusivamente. Acontece com todo mundo toda hora. E as pessoas levantam de manhã, tomam café e vezenquando sorriem. E-x-e-m-p-l-a-r (aplausos). Não sei como se faz e nem por onde se começa. Mas vou. O meu lema de desespero é o descaso. Um descaso que finge não se importar com o caminho por onde vai. "Deixa fluir". Eu disse finge não se importar, né? É. Vou dar graças a Deus quando chegar.
 
Contagem regressiva.

27 de jun. de 2010

Uhum senta la Priscila .

NOVIDADE ?!

Acabei de descobri que SOU :  Chata , Turrona , Briguenta , Enjoada , Cabeça dura ...
Mais alguma coisa ???
Posso acrescentar???
Acho que você esqueceu de dizer que também sou "Idiota e Cega " . Adoro quando as pessoas
são sinceras comigo. Agora me digam ... Porque ouvir a verdade doí tanto? Eu esperava ouvir
essas palavras de qualquer pessoa mais porque ouvi-las logo de você ? A muito tempo que você
ja tinha deixado de ser assunto pro meus textos... to perdendo tempo mesmo.

Um dia morre de vez ... Amém !

25 de jun. de 2010

Uma nova fase ...

Faz tempo que a festa acabou. Faz tempo que eu cultivo esse medo. Faz tempo que a minha vida é só medo. E eu? Que era tão corajosa, tão inteira. Hoje estou só pela metade. Eu sempre busquei intensidade, nunca medi consequências pro que eu queria de verdade... eu só queria a verdade, e nunca pensei que isso fosse pedir muito.


Mentir é feio... magoa, vicia, estraga. Apodrece tudo o que é bonito. Por isso não vejo mais tanta beleza em quase nada, desconfio,e às vezes eu até penso que tudo que é de verdade tem que ser necessariamente feio. Não quero mais. Nem quero mais mentir, nem ouvir mentiras. Eu quero ir embora logo, pra um lugar onde não exista essa coisa de intensidade e nem medo, nem mentira e nem gente.

Não quero mais ser gente. Isso é mau. Aprendi observando 80% das pessoas. Não quero ser como 80% das pessoas. Quero ser ... não, eu não quero mais ser nada, retiro o que eu disse. Quero o nada. Não quero querer. Só quero ir embora.

A vida não é assim, eu sei, eu sei. Mas ainda assim eu não quero ouvir que "a vida não é assim,Prisicla." A vida é injusta em muita coisa sim, tá? E se você não acha isso dê graças a Deus, porque ainda não aconteceu com você, e você ainda não deixou de ser a pessoa inteira que eu fui. Se você ainda for, continue sendo se puder, por mim, pelo que eu era, me faça este favor? Então, que nunca aconteça com você, nem com ninguém ... porque acho que não tem muita volta depois que acontece. É quase como descobrir que Papaei Noel não existe. Então. Me deêm licença, com todo respeito.

23 de jun. de 2010

E agora "Jose" ?


E então cheguei naquela fase da vida em que a gente se pergunta: E agora? Agora eu não tenho mais a certeza de todas as noites, do mês seguinte, do semestre seguinte. A faculdade acabou e o medo do futuro incerto é inevitável, pra qualquer um. Talvez seja normal esse questionamento do que virá agora, de como será daqui pra frente, e o medo seja mais normal ainda. Mas admito que não contava com essa velocidade do tempo, minha ficha demorou pra cair e ainda não caiu por completa. Estou com a sensação de férias, de fim de semana, mas logo passará e a saudade será grande. E se será...

Nesses quatro anos foi sem dúvidas o melhor desses 23 anos que já vivi, não mudaria nada, agradeço por tudo o que me aconteceu e principalmente por ter vivido dias com a melhor turma que eu poderia ter. Foram risadas, brigas, choros, desentendimentos, reconciliações e muitas lembranças lindas que guardarei pra sempre. Não preciso citar nomes pois todos, sem tirar nem por, foram únicos. O amor por cada um é imenso e eterno.

Mas agora com o término da faculdade, minha vontade de ir embora só tem crescido. Vontade de deixar tanta coisa pra trás, tantas tentativas frustradas, vontades sem cabimento e histórias mal resolvidas. Queria limpar meus dias, poder ser mais leve e boa. Conhecer pessoas novas, me envolver com um novo alguém que me faça ter a alegria da certeza que há tanto tempo eu não tenho. E essa vontade talvez não esteja muito longe de se concretizar. Talvez eu consiga alcançar um antigo sonho e ir embora daqui, embora desse mundinho que parece não mudar nunca. Eu preciso tanto mudar essa minha vida ...

A minha vida é feita de recomeços. E isto significa reconsiderar. Reaproveitar algo? Talvez. Não sei se quero, e nem se devo. Vou sentir saudade de algumas coisas, eu sei. Só ainda não sei de quais.

11 de jun. de 2010

Simplicidade

Eu gosto de fitinhas decorativas. Eu gosto da delicadeza delas, das cores clarinhas e dos desenhos fofinhos. Eu me encanto com elas, engraçado. Mas o que eu quero dizer com isso afinal? As pessoas acham que demonstrar algo está relacionado com coisas grandes, atitudes impressionantes, presentes caros, coisas do gênero. Eu não vejo as coisas por esse ângulo. Não, eu não vejo assim.
Eu me encanto muito mais com as coisas pequenas. Prefiro presentes feitos à mão, aqueles que você leva a semana inteira fazendo, corre na papelaria pra comprar tinta, depois esquece a cartolina e tem que sair correndo de novo, que faz com amor, pensa em todos os detalhes, em todo o carinho que você tem pela pessoa a qual irá presentear. O resultado pode não ser como você imaginava, mas você o fez.
Ali tem muito de você, e isso dinheiro nenhum pode comprar. Mas demonstrar também não se resumi apenas em presentes... Você pode mudar o rumo de qualquer situação com uma pequena atitude, uma ligação, uma mensagem no celular, qualquer coisa que demonstre que você tem amor guardado, que você se importa, e que você também vive pra reconquistar uma outra pessoa todos os dias.
De que adianta amar uma pessoa se não a reconquistamos? Se não nos lembramos de mostrar isso à ela? Dizer " eu te amo " não quer dizer tudo, a frase perde o sentido quando passa a ser rotineira, uma expressão como " bom dia ", " tchau, fica bem " . E as pessoas não percebem isso... Nós mulheres principalmente, sentimos essa necessidade de conquista, de agrados e demonstrações. Eu já disse isso aqui, eu gosto de agradar, eu mando mensagens, eu telefone, escrevo bilhetes perdidos pelo quarto, me preocupo se está frio e levo-lhe um casaco, eu corro atrás...
Eu tento. Mas eu sou um ser humano, eu também sinto falta e canso por não ser recíproco. Não estou querendo dizer que as pessoas devem fazer pra receber, mas em um relacionamente (amizade) deve haver ao menos um equilíbrio ou pelo menos um " obrigado ", não acham? É justo que apenas um fique tentanto e insistindo em agradar, em surpreender enquanto o outro parece não dar a mínima? Eu não acho nada justo, e queria muito poder colocar isso na cabeça das pessoas...
Eu só queria entender e ser igual, seria melhor pra mim. Eu tenho que ser o que eu não sou, tenho que deixar de lado também essas coisas, porque magoa muito fazer tanto pela as pessoas que nem ao menos percebe que você fez.Eu queria continuar com a minha criatividade pra fazer presentes ... eu sinto falta... mas não faz mais sentido.

Amanha é dias dos namorados e o presente que vou da ficou lindooooo *_*

9 de jun. de 2010

Cada vez menos...

Uma grande curiosidade que nós seres humanos temos, é saber como as outras pessoas nos enxergam. Como nossas manias são vistas por olhos de quem está de fora, nosso jeito de falar, de andar, de gesticular... e qual é afinal a identidade que cada um carrega?
Nós já fomos tantas coisas no decorrer dos anos, já fomos seres miúdos, sem conteúdo, sem história... depois de alguns anos adquirimos personalidade, gostos, experiências... e hoje? Qual é a obra inacabada? Eu posso dizer que eu sou os meus amigos, eu sou cada um deles, porque se não fossem do meu agrado, não seriam meus amigos. Eu estou neles. Eu sou a conversa fiada numa tarde sentada na praça. Sou a alegria de estar com eles numa mesa de bar.
Eu sou a gargalhada escandalosa. Eu sou os livros que eu leio e guardo como se fossem filhos, porque existem alguns livros, e Os livros. E em cada página foi roubada um pouco pra eu ser o que eu sou. Sou Caio Fernando, Martha Medeiros, Tati Bernardi. Eu sou as músicas que eu escuto, eu sou o tempo da bateria, o solo da guitarra e a melodia do piano. Sou minha voz desafinada. Eu sou o que eu estudo e amo, sou Freud, Bandura e Piaget. Eu sou a minha rotina. Eu sou o meu quarto, minha parede. Sou meus traumas, meus medos, minhas neuroses e psicoses.
Sou até a minha calça jeans larga e meu all star que insisti em ser sujo. Sou ainda crua nas minhas decepções, minha vergonha e minhas saudades. Sou nua mas sou escondida. Tanta coisa pra dentro. Tanto eu guardado. Mas, o mais essencial que eu tenho pra mostrar, estão nessas coisas todas. Esse é o meu eu que eu posso oferecer. Quer me conhecer? Compartilhe dessas coisas comigo. Vem pro meu mundo, conheça esse lado tão meu, tão particular. Ninguém está completamente com o outro se recusando a penetrar nessas diferenças, se recusando a tocar e olhar pra nossas partes distribuídas em tantas outras coisas.
Ninguém nunca vai me conhecer, sem saber o porquê do meu sorriso largo quando um amigo que mora longe está por perto, porquê Caio Fernando me faz chorar e porquê meus dedos têm afinidade com as teclas do piano ou porquê dançar desajeitadamente me alegra. Não queira amar o que eu sou superficialmente, invada meu mundo, guarda no armário esses seus temores - se assim pode ser chamado a coisa que te afasta - se deixe levar. Eu tenho tanta curiosidade pelo não palpável, pelo oculto e foge da minha compreensão um amor que consegue existir pelo o que não se conhece. Eu sinto falta de apresentar cada pedacinho de mim.
Eu cansei de não ter com quem compartilhar o meu dia, a minha semana, minhas alegrias individuais... sinto falta de um olhar empolgado com a minha descrição besta da manhã, sobre como o moço da cantina sabe como eu amo o croissant de chocolate, em como a aula de teatro foi incrível e como eu chorei com o exercício. E falar com paredes, com bancos de carro ou em um blog não sacia essa minha falta. Ausência. Já escrevi certa vez aqui, não sei viver uma vida só pra mim. Já guardo coisas demais. E viver assim pra dentro, só me afasta. Me afasta, esfria, desmonta. E eu tenho sido cada vez menos... e menos.