8 de out. de 2010

Vai sem título mesmo.

Não sei. Posso mudar de ideia daqui alguns anos, ou meses, ou dias, não sei. Mas o que vivo agora é sempre uma certeza, afirmo. Depois, se mudar de idéia, me contradigo. Tenho sempre novas teorias, estou desenvolvendo, amadurecendo e pensando. É disso que o meu avô ri depois de escutar as minhas teses. E gosto do meu avô por inúmeros motivos, mas este é um dos principais: nunca me achou jovem demais pra nada. Diferente das outras pessoas muito mais novas que ele, que sempre me dizem que é coisa da idade, e que sou jovem demais, o meu avô sempre me escutou e levou em conta. Depois de escutar ele sempre sorri e me diz que é bom eu estar pensando. Não importa como, nem em quê, ele diz e me pergunta:

- Faz sentido?

- Faz vô, faz todo sentido pra mim.

- Então você deve acreditar.

E eu sei que devo. Sei sim. Já me disseram que eu penso saber muitas coisas, e pensar saber é ser "arrogantezinha", como diz meu pai. Mas eu não penso saber, eu penso. Só isso. E isto que importa, é o que penso agora e que pode não ser mais meu pensamento amanhã. Mas por enquanto ponho toda a fé do mundo, afinal, o que será da vida se a gente não acreditar?

Acreditar. Não parece uma palavra mágica? Pois pra mim não parece, é. Acredito enquanto faz sentido pra mim, sem nenhum medo de me arrepender e me contradizer mais tarde. A verdade é que não me contradigo, pois nunca sou a mesma, e logo, aquela pessoa que lhe afirmou algo há um ano ou um dia atrás não é a mesma que sou, assim como a minha opinião não é. Minhas idéias correspondem ao que sou, e eu sou o agora, sou o futuro, mas nunca o passado. Não sei, não consigo me imaginar no mesmo corpo e nas mesmas palavras de antes, já fui muitas, mas no presente sempre sou só uma.

Posso ser várias no futuro. Sou infinita. (E vejo nisso um fascínio.) Infinito, no sentido banal e literal da palavra quer dizer não ter fim. Mas, no sentido mágico de quem acredita, além de não ter fim, ser infinito significa muitas coisas mais. Ser infinito, no meu caso, é estar completo e querer ainda mais, desejar. O que me move é o desejo, pois tenho dentro de mim uma inquietude. Não consigo me acomodar, me conformar, empurrar com a barriga, manter, estabilizar. Não sou estável, nenhum pouquinho ( e isto não é bom, muitas vezes), mudo sempre desde o cabelo até a raízes que estão fincadas em mim. Aliás, quase não tenho raízes a não ser aquelas mais profundas, que não se desprendem nem querendo.

Minha crença é enraizada no evangelio, cresci indo à igreja, ainda assim, não foi o suficiente. Não me bastou, não poupou a minha mãe do susto de quando ela me ouviu dizer que acho as religiões africanas o máximo, e que acho que em todas as religiões, mesmo sendo tão diferentes, há um fundo igual ou muito parecido. A diferença para mim está em acreditar. Escolha alguma em qual seja mais natural acreditar, ou não escolha, apenas acredite em algo, em alguém, em você mesmo. Tanto faz.

Acreditar e desejar. São as palavras que movem o mundo. O mundo é feito de desejo e crença, o resto é apenas consequência. Repito: O mundo é conjugado pelo desejo e pela crença, o resto são verbos derivados. Afirmo, sem medo de afimar, pois quem tem medo não acredita. E eu confio no que digo (pois confiar, de acordo com a minha gramática é verbo derivado de acreditar.) Mas na verdade, não sou convicta, isto é outra coisa, porque posso mudar. Quero mudar. Desejo e amo o novo.

E também o amor é apenas uma resultante do desejo, que vem primeiro e que nada mais é do que um fio desencapado à espera de algum impulso de energia que entre em curto-circuito. Acredito em energia, nas forças do universo que regem o mundo, no equilíbrio espiritual e mental, na força do pensamento e do desejo, mais uma vez, acredito na potencialidade do desejo. Tive ainda poucos amores, ou talvez nenhum, como sabê-lo? Não sei, mas desejo tê-los, vários, diversas vezes, em muitas ou em uma pessoa só. Não importa, pois, como citei ali em cima me dando como exemplo: as pessoas nunca são as mesmas, e acho que este é o único motivo que me faria permanecer com um alguém.

Até mesmo o amor, eu opino, precisa ser reformulado, inovado, abalado, ou sei lá, as pessoas precisam crescer, amadurecer, experimentar, desejar, errar e mudar, como eu já disse em diversos outros textos: " A minha vida é feita de recomeços." E de tudo o que me sobra destas reviravoltas todas não há muita coisa além do que muitas idéias na cabeça e muito desejo/amor no peito, acho que quase nada mais. E, penso eu neste instante, que este quase nada é que deve ser o infinito. Como assim? Posso explicar-lhe agora: No nada cabe muito mais coisa do que se possa imaginar, é justamente onde nada foi formulado, estabelecido, moldado, ou ocupado. É somente no vazio que cabe o infinito.

Portanto já não posso afirmar que sou isso ou aquilo. Simplesmente não sou. Não sou nada, eu acredito, é só isso. Não estou fadada a ser. Pois ser, para mim, é quase uma sentença ou um castigo. Pensar é mais importante.

3 de out. de 2010

Isso tudo?


Perdi completamente a vontade de escrever aqui. Em apenas 2 meses que coloquei novamente o contador
Mas de 1.300 visitas.
Agradeço de coração todas as visitas e comentários,peço desculpas aos meus 5 seguidores por não retribuir a visita e aos comentários. Confesso que a maioria dos que comentam eu não sei quem são, não faço nem ideia de como encontraram meu blog. Agradeço á vocês também... Agradeço a quem vem aqui por gostar de mim ou do que eu escrevo, mas é broxante saber que muitas dessas visitas não foram de corações bons. Pessoas maldosas que insistem em passar aqui todo santo dia pra ter a certeza se eu estou triste ou que alguma coisa ruim vem acontecendo.
De vocês, caros infelizes, eu tenho pena. Tenho pena pelo tempo gasto em desejar o mal de alguém, pela inveja ou por sua vida ser tão mesquinha. Eu não fiz esse blog pra mostrar que sei escrever bem, não tenho objetivo nenhum com o que eu escrevo, escrevo por que amo escrever, não sou a rainha do blog... e você que perde seu tempo favoritando o endereço desse blog, pra todos os dias procurar um alimento pra sua inconformação, eu sinto em lhe informar que acabou.

Não estou mais triste, não me iludo mais com intrigas que talvez você mesma tenha tentado arquitetar, não me importo mais com o mal que as pessoas me desejam e sabe por que? Porque eu aprendi que eu sou forte demais pra escutar e viver coisas que eu nunca imaginei, e não vai ser meia dúzia de recalcadas que vão me colocar pra baixo. Demorei muito pra escrever isso, mas eu sei que se eu parar de postar algumas pessoas sentiram falta de mim por aqui, pessoas que realmente se importam comigo, me senti na obrigação de dar uma pequena explicação do porquê desse desânimo.

Tenho vivido minha vida mais pra dentro, mais comigo e guardado as coisas boas ( que são lindas além de boas ) só pra mim e pra quem eu amo.

Eu estou feliz apesar de tudo, os meus últimos dias tem sido  lindo, perfeito! As amizades que tenho feito por aqui tem me deixado muito feliz e satisfeita. Se pudesse não voltaria tão cedo pro Brasil... Mas sei que existem pessoas que me amam de verdade e que sentem minha falta. Não ligo mas para as ofensas recebidas no formspring, na caixa da verdade... enfim! E o que era capaz de me derrubar, não derrubou. Aqui estou, de pé, mais forte que nunca! Amando ainda mais...

Obrigada, e desculpa a quem não precisava ler esse tipo de coisa.

1 de out. de 2010

Esvaziei

Eu escrevo, depois apago. Escrevo mais um pouco, depois apago. Os sentimentos mudam tanto durante as 24 horas do dia, tanta coisa sai do lugar, a gente tropeça porque não arrumou a bagunça e quando tudo começa a voltar pro lugar, você então percebe que muita coisa tá quebrada. É hora de jogar fora. Esvaziar a cabeça pra enxergar direito. Todos esses dias eu estranhei a minha frieza, minha dificuldade em chorar, e hoje eu esvaziei, chorei tudo, chorei por cada dorzinha e palavras. E agora eu pergunto, o que restou ? Que sentimento é esse?
E as pessoas continuam querendo o mal das outras, continuam não se satisfazendo com as próprias vidas, ainda existe aquela necessidade em ser o juiz da verdade, jogam no vento mil coisas, sem pensar nas consequências que isso teria pra vida de uma outra pessoa, e querem saber? O vento não cessa, ela dá a volta.
Mas agora só existe uma certeza, sou um túmulo. Passar bem

30 de set. de 2010

Meu ciúme

@créditos á Bianca/ foto 2009



Estou com aquela sensação estranha de ter mergulhado a ponta do dedo num copo de passado e enfiado na boca rápido, descobrindo numa lambida só que algumas coisas quando amargam não voltam a ser doce depois de um período de abstinência. Tentei me levantar e ir ate a cozinha para tomar um copo d'agua,a tela do computador ficou um pouco torta de uma hora pra outra e meu equilíbrio que andava tão em dia comigo resolveu falhar.

Esse é o problema de gostar das pessoas. Pessoas fodem sua vida, partem seu coração, comem outras pessoas quando deviam estar só comendo você. Pessoas têm passados de histórias de amor que não foram com você e, no fundo, a gente sempre sabe que a gente também tem o nosso e faz parte do passado comprometedor de alguém. E pior, até onde vale à pena lutar com garras afiadas contra o passado de quem a gente ama, ou esconder com todos os recursos de privacidade o que já aconteceu na nossa própria vida?
O problema do meu ciúme é que ele é tão grande que acaba ficando sem foco.

 Meu ciúme não tem nome porque eu consigo dar variados nomes à ele todos os dias, em todas as suas ações eu consigo achar alguém que está ali, bem escondidinho no canto do seu cérebro que administra todas as lembranças que foram feitas antes de eu chegar. Meu ciúme é tão imbecil, que eu às vezes penso que se eu abandonar você eu posso finalmente me tornar uma lembrança grossa que também caber (e ainda roubar o lugar de algumas pessoas) nessa parcela de massa incefálica que eu ainda não posso entrar.

Se eu fosse passado e não presente, seria eu que ia importunar, não quem estaria sendo importunada.
Daí eu fico inspecionando meu passado de perto todos os dias atrás da moita, que é pra eu me lembrar que eu também tenho um e que, se você resolvesse futucar aqui e ali o tempo todo, você também sentiria ciúme de mim. Mas aí me vem sempre aquela outra pergunta: será que você não sente também? Ou será que só sou eu mesmo que sou a louca e não entendo... eu sei que esse meu ciúme bobo não resolve nada, ou se acredita no que se "tem" ou se vai embora e pronto?!

E você, amor, você que deve ficar ai confuso também tentando imaginar o que se passa aqui nessa cabeçinha tão ingenua. Enquanto os outros guardam de mim memórias pequenas, você me reconhece nos meus gestos mais comuns e me enfrenta no meio dos meus devaneios, no meio dos meus ataques de morte, das minhas tentativas de guerra contra todos os demônios que habitam minha cabeça porque ela é sempre cheia de tantas coisas, funcionando muito mais rápido e atribuladamente do que a das pessoas normais.

Eu tenho tanto medo de um dia uma mulher normal, com cabelo liso,grande ( porque eu sei que você gosta), roupas iguais às de todo mundo e senso de humor medíocre te leve de mim. Porque essas pessoas que são só pessoas – realmente iguais à seus iguais – são normalmente mais fáceis de se conviver.

Porque eu sei que você acha a minha loucura bonita e até meio poética, mas eu sei também que você já achou tudo isso muito mais lírico do que acha hoje e que, um dia, pode de verdade cansar de tanto surto.
Na nossa guerra diária de passados, de outros amores, de decisões, de foco, de fica, de fode, de fato, não é a vontade de ganhar de você que me move, mas sim o medo de te perder. A qualquer hora sem aviso, para qualquer uma dessas coisas.

Meu ciúme é tanto que eu acabo olhando muito para o meu passado. E eu sei que sou louca – você as vezes já deixou escapar que sou bobinha e eu também tenho consciência – , mas se eu encontrasse o tão falado gênio da lâmpada hoje, o pedido seria simples e sim, insano: um mundo sem passado, pra mim e pra você.

28 de set. de 2010



No momento eu preciso exatamente daquele carinho pra continuar a ter forças pra suportar essa situação. Precisam de mim e eu preciso de você.

26 de set. de 2010

Paro em frente ao espelho. O que eu tenho? As mesmas olheiras de sempre, cavando meu rosto, cada vez mais fundas. Faz tempo que eu não durmo bem. Tenho sonhos loucos, sonho com tanta gente... O que essas pessoas vem fazer no meu sonho? Faz tanto tempo que eu não as vejo... Na minha cidade a única coisa que eu consegui deixar foi a minha eterna ausência, e eu cheguei a pensar que logo me esqueceriam... mero engano. Ai bateu desânimo

Confesso! Dos verdadeiros e sinceros eu não esqueci, não os abandonei, estão aqui comigo.. esses eu trouxe à tira colo. Os outros eu tambem trouxe mas os deixei junto com uma mala pesada de roupas sujas, que não combinam nenhum pouco com a vontade de fazer mil coisas que eu tenho, então embrulho, deixo guardada dentro da frasqueira para quando o ânimo bater de súbito. Tenho esta esperança de que o ânimo uma hora vença o cansaço, embora eu passo todos os dias corretivo com vontade de dar um pouco de paz para as minhas olheiras amigas, (ultimamente as únicas companheiras que tem me agüentado sem reclamar de nada, nem do meu mau-humor e nervosismo à toa, vejam só), estou muito grata à elas.

E, (por mera gratidão) vez ou outra, até consigo regá-las com as lágrimas mais sinceras que eu tenho, para que floresçam. Mas não é sempre que dou esta sorte de estar fértil, úmida, chorosa. Não é sempre que eu consigo. Queria ter vontade, é tão chato estar seca, e o nervosismo é seco. É explosivo, mas seco. E o mau-humor é seco, farpado, mas seco. Neles, de fato,não há nada produtivo. É terra árida mesmo, diferente do choro.

O espantoso no meio disto tudo sou eu conseguir sentar pra ler um livro e me distrair. E isto não era pra ser bom? Não sei se é, sinceramente. Tem horas que eu preferia entrar em curto-circuito, dar pane, soltar o grito, o verbo, o amargo, sair pelada na rua rindo da cara dos outros e apontando só pra levar um soco na cara de um estranho, jogar a merda no ventilador, ver tudo voando pra todo lado, sangrar, beijar meus machucados, arrancar a casquinha, pular de cima da ponte para um rio, fazer um circo, deitar no chão e me debater até cansar, sem ter ninguém pra me dar colo, não, eu não quero! Eu quero sofrer, não me encostem, nem me estendam a mão, me deixem sofrer, por favor! Juro que eu queria. E depois, me levantaria discretamente, sacudindo a poeira do corpo, saindo de fininho com a cara e a alma mais lavadas do mundo e fingiria que nada houvera acontecido. Dizendo com alívio: "- Pronto, passou."

Queria reaprender a me permitir ao sofrimento. Mas não! Eu insisto em continuar, e não me abater ( mas não é porque eu quero) é porque depois de tanta coisa vivida eu andei aprendendo que fazer alarde não resolve nada mesmo. Então a gente aprende a se adaptar, encarar, conformar, deixar pra lá, não ter vontade de chorar, dizer (no máximo) "que pena", abrir mão e viver. Simples! Dizem que isto é amadurecer...
Mas é assim? Tive dúvidas no começo. É assim mesmo? Assim que as coisas se dão, tão facilmente, e eu não sabia? Sem nenhum complexo, nenhum trauma, e nenhuma graça?

E, se preparem, porque aí vem o pior, (vou escrever em letras minúsculas porque me envergonho) : não é que eu tenho tirado proveito desta coisa toda? É, desta tristeza (não é bem tristeza porque não me sinto verdadeiramente triste, mas não sei ao certo como definir, então vou usar a palavra tristeza mesmo,e vocês , me desculpem de antemão pela falta de interesse em criar outra palavra). Não é que justo desta tristeza tem me surgido toda a inspiração para escrever, sair, conversar ou simplesmente pensar?! Fico indagando como pode uma pessoa tirar proveito,achar isto lucrativo? Me sinto um pouco egoísta. Tanta gente no mundo querendo sair da fossa, e eu achando ouro nela.

Estou me sentindo confortável,este é o pior: estou bem. Sem nem me preocupar em me desesperar – que nada! – Tudo bem, levanto da cama num pulo e vou na esquina comprar uma revista para ler em casa, sozinha. No caminho de volta passo na padaria e compro dois pães, um pra agora e outro para amanhã bem cedo. Então, antes de abrir a porta novamente eu penso : E as pessoas que me escorreram pelos dedos? - Eu lamento. - E todos os momentos que não se repetirão?- Lamento. - E a falta que deixarão? - Lamento também.- O que há comigo? Que não escreveria este texto por nada, não achando necessário, se não fosse por muita insistência de mim mesma e das minhas olheiras, que não me deixaram ir dormir simplesmente ignorando os fatos e me fizeram sentar, parar e escrever. Para quem? Por que? Com qual finalidade? Não sei , e lamento não saber.

Acho que o pior que uma pessoa pode dizer nessas horas é "eu lamento." Mas que diabos de expressão inútil é essa? "Eu lamento". Lembro de uma vez em que eu fui ao médico para descobrir que a minha escoliose estava duas vezes pior do que antes sem nenhuma explicação, apesar do tratamento. E o tal doutor me olhou fundo nos olhos com a cara mais imóvel do mundo, mexendo apenas a boca para me dizer num tom sem nenhuma emoção:
"- Eu lamento, muitíssimo."

No momento exato em que ele terminou de falar me surgiu uma vontade enorme de lhe enfiar uma bifa na cara e dizer : " –É mesmo isso tudo o que você vai fazer? Depois de todos os exames, tratamentos, você volta aqui pra me dizer que lamenta muitíssimo? É isso o que você tem a me dizer? Como assim, eu lamento?”
Saibam que lamentar, além de ser a pior coisa a se fazer, também é a pior a se dizer. Mas, infelizmente, é o que eu tenho escutado de mim mesma ultimamente, à contra gosto. Inclusive, tenho escutado muitas coisas de mim, ou melhor, daquela voz que tudo sabe e que existe em algum canto escondido da gente, nos falando coisas que nem a gente sabe que sabe.

 Tenho a vontade de perguntar muitas coisas a esta voz, mas esta é uma voz teimosa que só aparece quando quer, e enquanto isto eu tento de todos os modos (mentalmente, por escrito ou em voz alta como uma louca embaixo do chuveiro) fazer com que ela me escute: E esta saudade monstruosa com que eu me cubro todos os dias antes de dormir para me proteger do frio? O que fazer com ela? O que fazer quando se descobre, no susto, que saudade não mata? O que há a dizer quando se vive de saudade?

20 de set. de 2010

Estou me surpreendendo.

Tenho me controlado mais do que o normal. Situações que eu estaria totalmente sem reação, e total desorientada, tenho conseguido manter a calma e a postura. Embora há momentos de brincadeira, discontração e sorrisos, também exite aqueles que me desepero, perco o chão e me tranformo em uma criança chorona. É mais forte do que eu.
Não sei dizer se isso está sendo bom, ou ruim. Sei que por enquanto não vi algum resultado. (se é que isso vai dar algum resultado)

Ps: Vou dormi

:*