13 de set. de 2011

Voltei...

Oi gente, voltei.
Gostaria de fazer um pedido á todos. Sou uma pessoa desorganizada, diga-se de passagem. Mas sou destas autoritárias também, que gostam de ter controle sobre tudo. Então, logicamente, me incomoda o fato de não ter controle sobre as minhas coisas. Daí num belo dia resolvo tirar um tempo para estabelecer a ordem. Ontem foi a vez do armário, pobre coitado. Depenado até a última peça de roupa para doação. E, hoje chega a vez do blog. Mas para que isto aconteça preciso da ajuda de vocês.
Não peço nada extraordinário, só que apareçam! No meu contador de visitas e nos meus seguidores públicos. 99% dos leitores e seguidores eu não conheço, e conhecê-los sempre foi uma grande vontade minha atrasada pela preguiça e falta de tempo. Mas apareçam mesmo, também gosto de ter o que ler, se é que me entendem.
Se puderem, apareçam aqui e deixem os links dos blogs, por favor? E, se não possuírem um blog, me mandem também indicações? Estou aflita por pessoas e textos novos. Os comentários estão abertos até para quem não está conectado à nenhuma conta. Será um imenso prazer ler vocês.
Depois de lidos, juro que desta vez vou criar uma lista de links na coluna ao lado chamada "Recomendo" . Vou organizá-la  para que os antigos e os novos favoritos estejam lá.

Beijinhos.
BLOG SUPER ABANDONADO. VOLTO JÁ!

10 de ago. de 2011

Pra você guardei o amor


" Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente."

Não há texto melhor pra te definir do que este...
Muitos foram os dias, meses e anos. Anos? Parece que foi ontem que te conheci e me encantei por você.
Me fez dar boas risadas e me fez ver a vida por um outro ângulo. E trouxe alegria para os meus dias.
Por você eu ficaria aqui a tarde inteira tentando decifrar o que você significa pra mim e ainda assim
não consegueria. Te agradeço pela amizade, pelo carinho, pelos conselhos e o amor que recebi. Obrigada por tudo.

15 de jun. de 2011

Vim aqui pra contradizer meu último texto: estou sentido isso, que parece ser saudade, mas tem mais a ver com nostalgia. Ou o contrário. Tenho o dever de ser sincera. não com vocês, mas comigo. Hoje, tenho várias coisas que movimentam minha vida. Mas agora, especialmente agora, me parei pra questionar os motivos que a vida tem para me afastar das pessoas. Em três anos devo ter perdido umas três amigas para sempre. E sinto que eu possa perder mais outra a qualquer momento. Não perder, de fato consumado. Mas perder dessa forma, de não ser mais fundamental. É triste, não é? Você também sente isso? Esses ciclos da vida, que muitas vezes te deixa fora da roda. Não que eu esteja me lamentando. Ok, pode ser um lamento sim. É, acho que é mesmo. Mas, mais que isso... É uma exaltação do quanto foi, e do quanto não é mais.

Sem querer reaver o tempo, mas me peguei sentindo falta e achando bonito. E quem são os culpados por não ser mais? Quem foram de fato os injustos? Todos nós? O que nos tornamos? Tornamos-nos alguma coisa? Eu que me tornei muito diferente, ou vocês que continuam iguais? Eu que me torno irreconhecível, ou vocês, que eu já não conheço mais? Ou se não é nada disso, até porque, não posso dizer integralmente nada mais sobre vocês. Não sei mais nada, não sei por que não quis saber, será? Sei que hoje é quarta-feira , e eu to com saudade das batatas fritas e dos brigadeiros. Das cervejas, e das muitas internas também. E até das fotos, que eu nem gostava de tirar, vocês lembram? E de todas as outras coisas que fizeram parte desse nosso mundo, que era tão nosso, mas que hoje já não existe mais. E agora, eu que já nem sei mais como se faz brigadeiro, que viro a cara pra cerveja e que já não faço metade das besteiras que fiz ou que foram feitas - chamo de besteira porque não faria 90% de muita coisa, mas não tiro o valor que teve na época.

Por vezes, eu julguei mal demais, por defesa, ou por falta de sabedoria, que seja. Mas meu erro foi julgar. Bom, talvez um dos meus erros. Lembro que cheguei a dizer ser normal a quebra desses elos que a gente, muito dificultosamente, constrói. Mas hoje penso que não deveria ser assim. Se falam que os verdadeiros sempre ficam isso significa o quê? Porque pra mim foi verdadeiro, e sei que pra vocês também. Mas e aí, cadê a Paula pra falar que não tomou banho hoje? Cadê a Aline pra contar que está morrendo de ciúmes? E a Juliana então, pra não deixar eu me sentir esquisita sozinha? E pior, cadê a Mari, pra reclamar da vida? E o Igor, pra me da conselhos? O Raphael, pra me chamar de doidinha? E o Nathan, pra me chamar pra beber, e quando eu disser que não, responder ‘qual é, moleque’. Cadê? Cadê? Alguns continuam vívidos na minha vida, mas não no meu cotidiano. E é do cotidiano que eu estou falando. Um cotidiano que nem era tão estável assim, mas era bonio. Era tão bonito, não era? E a gente sabia que era. Ou a gente agora sabe que foi. As relações que mantenho, talvez sejam mais maduras, e não menos interessantes. Mas, a infantilidade também era doce, e disso, talvez a gente não soubesse. Mas tudo bem, a gente não sabia de muitas outras coisas. E eu continuo não sabendo. Talvez seja essa a função da existência: você viver, esquecer, reviver, renascer, reascender e infelizmente, apagar também.

Quero que entendam que não é vontade de regredir, voltando para arrumar os erros cometidos, ou reviver as altas gargalhadas que hoje já não fazem barulho. Não. até porque minha vida melhorou integralmente de lá pra cá, em especialmente todos os fatores. e alguns fatores foram até criados desde então. E a questão é que eu não sei, e não quero viver de outra forma da qual eu vivo hoje. E eu imagino que vocês também não. Talvez seja por isso essa saudade que me abraçou hoje, talvez seja medo de perder o que tenho como perdi muito de vocês um dia. Engraçado é olhar pro meu presente e perceber que o número de envolvidos caiu bruscamente. Mas nunca estive completa. E sei que tem muito mais por vir, ou muito mais que se afirmar.E na verdade eu nem sei se é só saudade. bom tudo bem, eu nunca sei de nada mesmo, né? mas sinto que devia isso a vocês. Isso que eu nem sei qual é o nome. Isso que pode ser gratidão ou satisfação.Isso que eu não sei de fato se é nostalgia, saudade ou passado, mas, que eu sei, que também já foi muito amor um dia.
Quantas saudades senti desse meu cantinho, quantas vezes senti vontade de vim até aqui e escrever, escrever, e escrever ...
Quantas coisas mudaram nesse meio tempo. Hoje, eu já não sou a mesma Priscila de três meses atrás e amanhã não serei a mesma de hoje. Agradeço todos vocês que continuaram me seguindo, volto em breve :D

Grande Beijo!

4 de mar. de 2011

Apresentação final (último post)


Priscila Andrioni  Souza, vinte e poucos anos (sim, eu ainda não me acustumei com essa idade) e uma péssima memória. Tipicamente carioca/descedente de Italiano e obviamente muito sonhadora. O universo me disse que parte da minha função como ser humana é exercer o bem e praticar o amor, nem que seja por mim mesma - Coisa que descobri faz pouco tempo. Tenho convivido diariamente com meus defeitos potencializados e sei o quanto posso ser insuportável. Já tentei ser escrota, já tentei não pensar no próximo, já tentei mentir, já tentei enganar, mas, fundamentalmente não obtive sucesso. E Deus sabe o quanto agradeço por isso hoje em dia. Nada paga a consciência limpa de saber que eu dou o meu melhor. E por sorte ou justiça, sempre o recebo de volta. Bom, quase sempre.E por falar em mentira, já menti pra amigos próximos e muito me arrependo. Sou muito dramática, mas mal suporto o drama alheio. Já tive sérios distúrbios de personalidade, tão graves que hoje em dia nem os reconheço. Mas não me importo. 17 anos de bagagem, mas acredito que o real impacto da minha vida tornou-se óbvio apenas depois dos 18. Vivi verdadeiramente até então, mas nada se compara ao atual. tenho um Q de insolência e um muito de preguiça. Teimosa, mas a apatia de estabelecer minhas opiniões pra quem não tem capacidade me poupa de brigas. Nada resolve mais do que um sorrisinho de canto e um 'você tem razão' pro ignorante se glorificar e o assunto não mais render. Aprendi isso cedo. Minha família vem em primeiro lugar, em segundo, em terceiro. mas ainda sobra espaço pros amigos (que são poucos) pro amor (que é único) e pro Victor (que é eterno). tenho 3 tatuagens, meu cabelo me surpreende a cada dia, e tenho olheiras profundas.... Separo lixo recíclável, tenho meu próprio saco de fazer compras pra não precisar trazer sacola do mercado, e faço o mínimo para ter um país melhor. E não acho isso vantagem porque deveria ser obrigação de qualquer pessoa. Faço parte do greenpeace apesar de discordar de algumas coisas do mesmo. Mas, aliás, qualquer projeto contra a inércia é bem aceito por mim, por mais que ele ainda precise de melhoras. Decide que aparti de agora o consumo do alcool será raramente (sei que isso será susto para os desavisados),mas já tive porres incuráveis e ressacas intermináveis. mas, crescer foi preciso. e tenho pena de quem não consegue fazer o mesmo (entenderam o Q de insolência?). adoro comprar, nasci pro dinheiro também. Desculpa, não consigo evitar. Sou chata, e chata e chata e chata. tenho consciência disso, mas prometo melhorar. Tenho a graça de ter um melhor e uma melhor amiga. daria nomes se fosse preciso. SE fosse preciso. mas tenho outros amigos ao redor, sempre muito queridos. tenho facilidade para coleguismo e adaptação a lugares e pessoas. Mas hoje risquei da minha lista de contato 80% das pessoas que julgo não me acrescentarem nada. E seguirei  muito bem assim. Consegui um emprego na profissão a qual escolhi exercer, e estou muito feliz por isso. Já morei em diversos estados e cidades. Já quis muito nunca sair de todos esses lugares em que já morei, hoje moro em Agen (França), mas vou para qualquer outro lugar. mas óbvio que o Nordeste vai ser sempre o mais cativante pra mim. Tenho sorte demais, apesar de na raiva dizer o contrário. Sei da capacidade que tenho e por isso não me contento com 99% de nada. não mais, pelo menos. Não tenho mais inimizades. o que tem são pessoas que um dia eu feri, que um dia me feriram e que o tempo as apagou. As vezes, a simplicidade das coisas até me assusta. Minhas figuras de linguagens são a hipérbole e o paradóxio. Sou a rainha de não ser o que aparento e o exagerada em todos os aspectos. Penso muito, desejo muito, peço muito, e também tenho muito para dar. E fico feliz em saber que encontrei pessoas que merecem de fato receber, e por mais que isso não importe, foi um prazer. Até uma próxima, Priscila Andrioni.

ps: eu sou mulher e tenho o direito de mudar de ideia. então não se assustem se um belo dia eu voltar a postar,nem que seje um texto de desabafo.

Selos,selos e selos...

Estes vieram da querida Aline  do http://vivacadadiacomosefossemorreramanha.blogspot.com/ indico e muito, viu?


  

E este eu recebi da querida Camila do http://cilelelaagarotadoblog.blogspot.com/ que me segue com toda carinho e que está sempre por aqui deixando seu comentário.




A regra deles é indicar. Eu indico a todos aquele que com suas palavras me fazem crescer, aprender, me emocionar e ter inspiração pra viver. Vocês sabem quem são.
Desculpem a falta por aqui, e me desculpem mas ainda pelo ultimo post que irei publicar.
Um grande beijo.

28 de fev. de 2011

Meu primeiro selinho

Como estou devendo, dias atrás ganhei meu primeiro selinho.
Fiquei muito feliz!


1- Sim. O Aleph
2- O Vendedor de Sonhos
3- Desculpa de Te Chamo de Amor
4- Indico para :
* http://fefabailoni.blogspot.com/
* http://cilelelaagarotadoblog.blogspot.com/
* http://thoughtsbecome-things.blogspot.com/
* http://embuscadenos.blogspot.com/
* http://filosofiabaroli.blogspot.com/
* http://borboleta-lunar1.blogspot.com/
* http://nrs15.blogspot.com/
Ps: Indico á todos os meus seguidores
5- http://vivacadadiacomosefossemorreramanha.blogspot.com/

Quero agradecer a Line que escreve no blog A Arte de Viver. Em breve postarei os outros selinhos :D
Obrigada Meesmo!!!

23 de fev. de 2011

Muito eu

Hoje acordei com os cabelos desgrenhados. Mais do que o normal. Estavam feios mesmo, minguados; não sei por quê. Quando olhei no espelho foi que veio o maior susto: eu bonita. Sobretudo com os cabelos esquisitos.
Olhei com desconfiança. " Bom, não sei então", pensei escovando os dentes. Depois sequei a boca e parei para olhar de novo, era verdade. Os cabelos pareciam só fazer graça no meu corpo, como se resolvessem acordar deste jeito por mero capricho. Pois aí que começei a amá-los ainda mais, estavam tão feinhos e donos de si que resolvi por deixar assim mesmo. "Vou lhes respeitar esta vontade."
Saí sem penteá-los, fui para o curso, visitei uma amiga, andei por uma rua desconhecida, depois sentei na praça, sorrindo muito alegre com minha descoberta. É que hoje acordei muito eu. Muito gente também. Senti até uma ligeira fisgada na coluna ao me espreguiçar. Sinal de que está tudo no lugar. Até os pensamentos, os sonhos, as dores e as vontades.
Para melhorar ainda, a primavera ta chegando; lá pelos últimos dias. Me sobra também um pouco das férias e dá tempo de ter tempo. Dá para me lembrar de ser só eu (tem espaço livre para ser.) Nem profissional,nem estudante, nem cliente: só eu. Hoje tive tempo até de me olhar com os olhos fechados... foi então que percebi que não iria ser cabelo motivo para me enfeiar.

19 de fev. de 2011

Nada tem sido suficiente pra dizer o que tem sentido. Mistura de prazer com vazio, alegria e decepção, sorriso e um choro louco pra sair. Tô em confusão e tem vivido sem saber ao certo onde vou parar. Tô na luta pra equilibrar minha energia, me restabelecer, conquistar colocações e tentar não me descontrolar. Tem faltado aquilo que me ajudava a seguir, que me dava uma força incrível.

Quando aceitei ser quem hoje eu sou, sabia que era mais uma tarefa complicada, mas pra quem quer um dia ser perfeito tem que apanhar muito, aprender e fazer diferente.
Tô fugindo daquilo que não faz bem, tentando me distrair e buscar meus nortes.
Quero preencher minhas horas, ser mais e fazer muito mais.
Me ajudar e olhar mais pro outro.
Paz, inunde meu coração e na sua luz encontrar minhas felicidades.
Tô querendo o simples com poder de encanto.

14 de fev. de 2011

" Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe! "

Caio Fernando Abreu

Desculpe a falta por aqui, mas o tempo anda corrido.Mas uma vez obrigado pelos comentários, visitas e novos seguidores :) Prometo voltar em breve. Um grande beijo.

8 de fev. de 2011

Sou ponto de interrogação

Posso dizer que talvez eu não esteja muito bem pra escrever claramente hoje, também não vou dizer que eu estou triste. Triste não, triste só amanha, tudo bem? Mas vou dizer que eu não tenho mais força pra carregar isso tudo,não tenho ombros pra suportar as minhas carências. Não lembro onde nem quando, mas certa frase uma vez me chamou a atenção, era mais ou menos assim: " Se não podemos dar conta da nossa infelicidade, quem dirá a de um outro ". Fato consumado. Quando você tem a clara certeza de que aquilo não está trazendo paz e felicidade, se aquilo passou do limite, onde a hipocrisia é terceira pessoa da situação, nada mais pode ser feito. Talvez possa... talvez alguém enxergue, um dia quem sabe?! talvez... talvez contratos sem fundamentos sejam quebrados e assim sapos sejam engolidos, mas hipocrisia não. Não aceito que me cobrem o que eu mesma não recebo em troca, não aceito! Quem quer ter o direito de fazer, dá ao outro o mesmo! Sendo o contrário, é uma quebra de contrato, não é? E se fosse ao contrário? A mesma atitude seria tomada, não duvido muito. A gente vive aprendendo, e talvez eu tenha aprendido que a gente tem mesmo que abrir espaço, mesmo não querendo. E é isso que eu estou fazendo... abrindo espaço pra que a outra pessoa se encontre. Mesmo a gente gostanto muito dessa pessoa, mesmo querendo muito está com ela... eu não quero uma pessoa incompleta pra mim.

Se eu pudesse voltar no tempo, não teria dito uma única palavra,não teria contado pra você os meus sentimentos... e sim, teria omitido e disfarçado. Mas eu não sei fingir o que eu não sinto... mas ainda assim preferi não falar mas, não procurar. Deixar como estar.... e o não " falar " nos fez chegar aqui. Ta aí o resultado... hoje eu não sei acreditar em mas nada que foi dito, afinal você promete uma coisa e acaba fazendo outra. Posso estar sendo muito dramática, afinal, você não foi desleal... Eu sempre soube como você é. E assim como você tem seu jeito eu tenho o meu. Mas por algum motivo eu fico imaginando coisas, pensando no que mais pode estar guardado dentro de você, e eu queria mesmo poder colocar tudo sobre a mesa e ir apagando cada detalhe não dito, cada dia não mencionado... mas o tempo não nos permite mais tal privilégio. Cada dia que passa é um pedacinho da nossa essência que morre, é uma dorzinha a mais que se instala em algum lugar dentro de mim, mas eu sei que passa... sempre passa, mas na minha balança essas pequenas coisas pesam, pesam bastante. Porque eu sei muito bem que não posso lhe cobrar nada, o motivo nóis sabemos... e a dúvida me faz sentir uma insegurança que machuca, prefiro não depender mas dessas verdades. Das suas verdades. Não quero depender de mas nada.
Não quero ser hipócrita, eu também erro muito, e de certa forma me arrependo, mas eu não posso evitar esse sentimento... ciúme, raiva, medo? sei lá... dói. Essa é a única certeza que eu tenho nesse exato momento.

" Que faço distraindo a vida
vou traindo a minha sina
Distraindo a minha decisão
Falo coisas que ás vezes não faço
Sou boneca, sou palhaço, sou ponto de interrogação... "

3 de fev. de 2011

Falando sério

Uma pessoa uma vez me disse que eu era fútil demais só pq eu gostava de me maquiar, vestir roupas legais e apreciava elogios de homens.

Outra pessoa uma vez me disse que eu dava mole demais pros meus amigos e que todos me chamavam de puta pelas costas.
A que eu mais gostava, uma vez disse que tudo o que eu fazia e dizia tinha algum tipo de segunda intenção. Me senti uma vilã de filme quando ouvi isso, parecia que tudo era um grande plano. Disse também que eu estava sempre querendo ser melhor que os outros...

Essa foi a melhor, ela disse que eu tinha inveja de tudo, que queria o namorado dela e principalmente que eu queria iludir todos os homens do mundo pra me sentir.
Teve a que disse que eu era uma péssima amiga, e com essa eu concordo de todo a minha alma.
Meu próprio namorado ainda fica atrás de mim enquanto estou no computador tentando ler qualquer coisa que ele possa achar estranho ou sei lá o que. Não sou digna de confiança, e não sou mesmo, se eu fosse ele faria o mesmo. eu já fiz o mesmo.

Talvez todas essas pessoas tenham razão. talvez eu goste mesmo de ver os homens babando por mim, e goste de ganhar elogios. Talvez eu seja fútil o suficiente pra querer mais de cinquenta sapatos no meu armário e 50 calças de marca. E eu posso mesmo as vezes querer ser melhor que os outros pra não me sentir mal. No fundo, bem no fundo, eu podia querer o namorado dela, mas eu não fiquei com ele como ela pensava. Depois eu fiquei, mas por vingança. Sim, eu sou uma péssima amiga, e eu tenho mil motivos pra isso. O primeiro e mais importante é não saber cuidar das pessoas que eu gosto. eu não guardo momentos importantes na cabeça, eu não sei a data de aniversário deles e eu acho que eu nem fui no aniversário deles algumas vezes. Eu já marquei mil coisas e não fui, já falei que ia ligar e não liguei. Eu já dormi e deixei alguém me esperando por não ter coragem de ligar pra desmarcar. Eu já traí pessoas.

Realmente, vocês tem razão quando dizem que eu sou isso tudo. mas antes de falarem qualquer coisa sobre mim, eu espero que vocês estejam por dentro de todos os seus defeitos. todos os seus podres, assim como eu tenho noção de todos os meus.

Priscila Andrioni

31 de jan. de 2011

Não sei como explicar. Na verdade cansei de ficar contando as minhas histórias e explicando-as. Simplesmente não vou mais falar. Não achei meus motivos bons. E procurar motivos tem me levado a exaustão. Não procuro mais, faz tempo que eu mudei.
E mudar não é confortável pra ninguém, se você quer saber.

Ainda mais se a mudança é involuntária. Dói igual os ossos dos joelhos doem quando a gente tá crescendo. Depois sara, mas eu ainda não experimentei a sensação. De todo o modo não é tão ruim assim ... mudar também é bom em alguns sentidos.

Perdi aquela vontade toda de gritar e fazer com que me escutem. Eu aprendi a guardar melhor as coisas e ainda não encontrei a hora certa pra dizer nada. Olha, eu até queria te dizer algumas coisas às vezes, até porque não acredito nessa coisa de hora certa. Acredito que as coisas precisam ser faladas quando são merecidas, independente se ainda é cedo ou tarde. Pra começar não deveria existir cedo ou tarde, para mim as coisas deveriam ser infinitas até acabarem. Precisa-se esquecer o futuro e o passado, então vivemos.Viver o instante não é tão simples quanto parece, é uma total entrega e por ser entrega é um tanto sofrido. Entregar-se é sempre um tanto sofrido para mim. Fica aquele frio na barriga, uma desconfiança que muito quer deixar de ser desconfiança e confiar.

Então com muito custo eu consigo suspender aquele pé que estava preso atrás de mim e só assim caminhamos juntos. Bom, eu não sei definir "juntos" e acho que não tem definição mesmo. Não me resta mais especificação para nada, estou desaprendendo a definir.
A única coisa que me sobra nisso tudo é esse medo, mas é um medo bom. Se me faz bem eu não sei, mas eu gosto de senti-lo me apertando por dentro e me fazendo pensar às vezes que isto vai me consumir.Mentira. Eu sei que não vai, mas é que tem horas que eu pareço desmontar inteira por dentro por não me sentir segura. Você não me deixa segura não sei porquê e por isso mesmo eu não quero estar segura de nada nunca mais. Não quero as certezas da vida que as tornam monótona. É terrível mas eu gostei de estar sempre perto do abismo e saber que eu posso despencar de lá de cima. Ou não. E mesmo diante esta uma ameaça por vezes me esqueço do perigo. Esqueço de tudo. Esqueço até do que eu queria ter dito, nessa confusão imensa que é escolher entre me expressar ou sentir. Na dúvida tenho preferido sentir.
Sinto quietinha, de mansinho, as minhas coisas boas. Não sei também se devo dividi-las com você, afinal é o segredo que mais gosto de manter dentro de mim ... é que tenho medo de quando não for mais segredo perca a graça, ou que se perca de mim e se espalhe pelo mundo que nem sempre é tão bom. Deixa assim, me fazendo pensar que me consumirá um pouco, me fazendo ter medo da queda livre e me confundindo. Gosto que seja assim, gosto de não saber o que esperar. Não quero esperar nada, não sinto mais tanta necessidade do futuro. Vendo você fazer aprendi que sorrir sozinha em silêncio no escuro é tão bom.

28 de jan. de 2011

Queria...

Queria ter um monte de coisas bonitas a dizer. E que com este texto eu pudesse fazer nascer uma flor no peito de alguém. Queria que a minha verdade transformasse. Que você aí que está um pouco triste com suas próprias descrenças que já começam a apodrecer e incomodar com o cheiro, me lesse e sorrisse ao ver que ainda existe alguém. Queria que existissem ainda várias pessoas. E que elas, ao lerem o meu texto (que teria cor de fim de tarde e cheiro de girassóis) entrassem em contato comigo antes que o céu começasse a enegrecer e ficasse tarde demais. Só mesmo para me dizerem que ainda existem também. Ou melhor, que ainda resistem e não sucumbiram a toda mentira que - ao que parece - enfeita o que é bonito, tornando tudo um pouco repetitivo, clichê e tedioso.

25 de jan. de 2011

Muitas de muitas

Hoje resolvir parar um pouco para limpar a poeira de caixas antigas. Sei lá quantos meses faziam desde a última vez que resolvi fazer isto. E apesar de conhecer muito bem o conteúdo de todas aquelas caixas, a graça de ter caixas antigas sendo empoeiradas pelo descaso dentro do armário é que elas sempre nos reservam uma surpresa quando resolvemos reabrí-las. Como se nunca houvéssemos sabido o que nos aguardava ali. Pois bem, se alguém quiser saber o que eu guardo naquelas caixas digo sem rodeios: a minha vida inteira.

Primeiro abri uma caixa desorganizada com fotos aleatórias, cheia de épocas, cheia de cidades diferentes, cheia de rostos, e de mim também. Fiquei um tempo rindo com as fotos. Meu pai me segurando no colo, meu avô quando ainda não tinha cabelos brancos, uma velha amiga, a bisa Elisa indo colher milho comigo, minha mãe pré-adolescente se maqueando com as minhas tias igualmente jovens, a falecida cadela da vovó que me mordeu o dedo uma vez, uma foto da minha prima escrito "eu te amo,volta logo" no verso, com os amigos na festa de 15 anos, eu andando pelo bairro de calcinha no velocípede, pela primeira vez indo à escola, chorando com medo de cortar as unhas, estufando a barriga para imitar a minha mãe grávida nas fotos, andando a cavalo, crescendo, segurando meus primos no colo, mudando, vi também mais pessoas, muita saudade, viagens, amigos, uma foto da minha formatura, da milenar cadeira de dentista que ficava na casa da bisa Vitória e que me fazia tremer de medo, do casamento dos meus pais, de todos os lugares,cidades e estados que ja morei e mais incontáveis outras.

Depois foi a vez da caixa dos objetos que não me tomou tanto assim o tempo. Caixa esta que preservava apenas uma pulseira na qual estava escrito "amigas para sempre" , uma folha de árvore mofada que minha mãe insistia em querer jogar fora e eu insistindo em dizer não, um lazer que não funciona mais, uma boneca de porcelana trazida da Itália, moedas portuguesas, antigas moedas brasileiras e uma concha.

Passada a segunda caixa, fui para a terceira e a quarta de uma só vez abrindo-as simultâneamente. A maior guardava as cartas que eu recebi e a mais compacta os rascunhos das cartas que eu escrevi um dia. Talvez tenham sido as caixas com que eu tenha gasto mais tempo. Li quase todas as cartas, ri com a maioria delas e chorei também com algumas outras. Senti muitas saudades de muitas.

E se você me perguntar como assim "muitas saudades de muita" ? Respondo. De muita, oras! Mas é de tanta que eu nem sei explicar que coisas. E nem tudo são coisas também. Às vezes são só cheiros, às vezes eram só saudades do que eu estava sentindo naquele momento do passado, de bichos que eu tive, às vezes era saudade de gente também e outras de coisas que nem existiram.

Quanta coisa a gente passa, quanta gente faz parte da gente e a gente nem percebe. Quantas pessoas nos deixam, quantos pedaços da gente ficam parecendo faltar no peito, quanta dor a gente carrega. Mas que depois passam também, como tudo. E quantos pedaços nossos não estão aí espalhados pelo mundo, e a gente quase nem sabe. Quase nem percebe. Nem sei porquê, mas lembrei de uma menina que eu gostava tanto e que era tão recíproca comigo sem motivo. Achei na caixa um bilhete que me dera uma vez sem ter porquê. E não precisávamos de motivos, ela me sorria sempre que me encontrava e eu sorria também com o meu coração inteiro. E isto era o grande mistério. Eu bem que sabia que a gente se gostava, sei que ela também sabia, mas nunca trocamos muitas palavras. Ah, mas eu sinto tanta saudade de sorrir assim daquele jeito que era o meu segredo e o dela. Nunca mais a encontrei. Por onde será que anda? Será que ela tem tido motivos pra sorrir? Não tem como eu saber, a vida anda e a gente vai perdendo e vai ganhando também. Ia esquecendo de contar, com os sorrisos que ganhei aprendi a sorrir mais com ela. Acho que um dia eu consigo aprender como se sorri direito (igual a ela) de tanto praticar. Quem sabe. Fiquei então sentindo muitas saudades de muitas.

19 de jan. de 2011

Aos 30?

" Aos 30 anos você vai aceitar." E estremeci ao terminar de ouvir esta frase, pelo fato de ser praga rogada por mãe. Conversávamos sei lá sobre quantas coisas, mas considerem que em muitas delas haviam homens envolvidos. E, levem também em conta e incluam nesta conversa todas as falácias sobre namoros, relacionamentos e casamentos a palavra que em nenhuma hipótese deve ser pronunciada.

Brincadeiras à parte, enquanto estendíamos as roupas no varal, aquela que me deu origem me olhava com olhos irônicos enquanto ria das minhas explicações sobre dar fim a relacionamentos por motivos (óbvios) de não abrir mão da individualidade, de não aceitar grosserias, ordens, ou pedidos invasivos.

- " Sim mãe, para mim este é o ápice. Depois disso só há o declíneo. E se ninguém frear vai até cair. Eu dou fim mesmo antes de acabar. Talvez seja covarde da minha parte, mas é que não suporto ficar esperando para ver tudo ser espatifado, destruído e estraçalhado."

E ela me sorria como se já houvesse ouvido tal rebeldia juvenil nos seus próprios pensamentos e soubesse quão falhas eram estas teorias. Mas oras! Eu não era uma jovenzinha rebelde! Ou era? Ah, é que acho normalíssimas as minhas teorias e aliás, além de normais, muito saudáveis. Pois não entendo por quais motivos alguém necessitaria ou deveria sustentar algo que não é ... bom.

O que leva um ser humano a alterar o seu próprio sobrenome para ser posse de outra família? Posse. É o que me parece essa coisa de nome de marido no final. E, não que isso resuma tudo, afinal este nem é o verdadeiro problema, que seja um casamento por amor verdadeiro e bonito, enfim, para quê mantê-lo carregado nas costas a partir do ponto que não é mais leve?

Sei que existem muitas coisas envolvidas mas, o que seria mais importante do que a felicidade? Tudo bem, talvez filhos mas ... mas ... mas. Ah, esta coisa toda! Deve haver alguma solução prática. Não é possível...

-" Eu já fui assim também." - Ela interrompe meus pensamentos sussurrando, e eu lhe pergunto - "Me diz então, por que as pessoas com o tempo desistem de ser quem elas eram?" - Ela sorri um sorriso de pena, que talvez fosse por compaixão à minha ingenuidade -" As pessoas não desistem com o tempo, Priscila. Elas mudam."

Claro, não pude mais argumentar diante disto. E, com medo, comecei a pensar em quem eu seria aos 30. Senti um calafrio quando pensei nas possíveis coisas que poderiam mudar meu pensamento. Mais maturidade, talvez? Ou quem sabe eu passaria por experiências tão traumáticas que mexeriam comigo? E se eu me conformasse ou me esquecesse de quem fui? E se eu me tornasse muito melhor? Se pensar do outro jeito for melhor? Será? Seria? Por fim, consegui visualizar uma mulher de cabelos curtos, roupas confortáveis e pulseiras de artesanato coloridas nos pulsos, cuidando de algumas plantas, distraída. E, num breve instante a mulher que eu imaginava percebeu a minha presença e me olhou de perto, me deixando constrangida. Logo depois me sorriu um sorriso de anjo, assentindo como se já me conhecesse.

- " Por favor, seja lá quem for você, cuide bem de mim!" - Ordenei um tanto arrogante, justo para com aquela mulher que me parecia tão doce e não merecia o jeito como lhe tratei. Mas no fundo, sei que ela entendeu o meu medo e fiquei feliz em pensar que aquela poderia ser eu.

Ps: Um Feliz Niver pro meu Amigo Gabriel

13 de jan. de 2011

Agradecendo...

O mundo não vai acabar dessa vez né? Já passamos pelo apagão e sobrevivemos. Mas, alguém pode me explicar o que está acontecendo com o tempo? Eu fiquei quase 24 horas sem energia elétrica, meu celular sem sinal e a linha telefônica de casa ora funciona ora não. O céu estava lindo, muito estrelado e de repente.... chuva! Muita chuva! Jesus, controla!
Ficar sem banho quente é ruim, sem celular é ruim, sem televisão e computador então, nem se fala. Eu não vou dar uma de Angelina Jolie e me lamentar por todas as pessoas que sofrem com a falta dessas coisas todo santo dia, mas é inevitável não pensar na dor de quem acabou de perder tudo nesses desabamentos no Rio de Janeiro e a chuva que noa para em São Paulo e Minas. Não vou ser hipócrita, sou apegada a todos os meus bens materiais, não me imagino perdendo tudo da noite pro dia. Ficar 24 horas sem conforto foi horrível, imaginem vocês então a dor que deve ser acordar e não saber mais por onde recomeçar.  *reflitam*

Bem, o post na verdade era pra agradecer todas as pessoas que passam por aqui, confesso que ainda me assusto com o número de visitas diárias, mas fico muito feliz. E hoje eu recebi um elogio de uma pessoa que diz se identificar com as coisas que eu escrevo e sinto. Não sei se isso é bom ou ruim, porque nem sempre as coisas que eu sinto são boas, mas se eu estou ajudando, ponto pra mim. Seria ótimo se vocês me seguissem ( ali no botãozinho " seguir " ) publicamente para que eu pudesse saber quem vocês são e poder fazer o mesmo. Poder ler o que vocês escrevem e assim a gente se comunicar mais. Caso não tenham blog, podiam me deixar pelo menos um oizinho né? Brincadeira, eu só queria mesmo agradecer pela paciência de vocês em ler essas bobagens que eu escrevo. Beijos.

8 de jan. de 2011

Pela última vez ...

Eu choraria por você, e confesso que você nesses últimos dias é unica coisa que realmente me faz querer chorar. Eu choraria por ter certeza de que o que eu sinto nunca vai mudar, e choraria por saber que essa frase é ridícula. Choraria por pensar que talvez, e somente talvez, você tenha tomado a decisão certa de se manter distante. Choraria por ter vontade de sorrir toda vez que conversamos, e choraria por ser tão covarde e não conseguir te falar tudo o que sinto. Choraria por lembrar de todas as vezes que você me escreveu , e que não respondeu as minhas perguntas. Choraria por ainda não saber o porque decidi ser tão sincera contigo, e choraria por estar me sentindo tão maluca. Eu choraria toda uma noite por sua causa, e só pensando em você. E choraria tudo, tudo mesmo o que me machuca, se eu tivesse certeza de que quando as lágrimas finalmente cessassem eu conseguiria  colocar um ponto final nisso. Eu choraria.

6 de jan. de 2011

Não sou dessas mulheres de grito histérico quando uma barata resolve aparecer. Neste ponto nasci menos feminina, conseguindo muito bem me locomover até o inseticida mais próximo e aniquilar o inimigo sozinha. Mas acontece que quando o bicho em questão não é uma barata, nem um rato, nem uma lacraia ... mas sim uma mariposa, as coisas mudam.
Sinto um pavor inexplicável. Nunca entendi este meu complexo pois, por incrível que pareça, adoro borboletas. Talvez seja porque as mariposas sempre me pareceram misteriosas demais. Afinal, não é de se ver por aí, cotidianamente, voando felizes à luz do dia. Elas surgem quando querem (não sei da onde) e ficam lá, pousadas. Quando menos se espera. Por dias se ninguém se der ao trabalho de tirar. Enormes. Com as asas bem abertas e aqueles desenhos que parecem olhos. Vão embora quando sentem vontade. Tenho cada vez mais a certeza de que não são comuns (suspeito que em algum lugar secreto do universo exista um submundo de mariposas.) Perdi a conta de quantas crendices especulam sobre elas... acredito sim que sejam um sinal. Mas de quê?

Talvez sejam somente as almas das bruxas velhas e feiticeiras, que depois de mortas transformam-se em mariposas. Sei que não me farão mal, mas ... Tudo bem. Esqueça essa história de bruxas velhas e submundo. Juro que vou parar, comecei só porque lembrei do primeiro sonho que tive no ano passado.

Acordei apavorada porque no sonho mariposas me cercavam por todos os lados, e não adiantava que eu as espantasse. Estavam sobrevoando o meu quarto, mudavam de uma parede à outra, inquietas, aos montes. Eu entrava em pânico. O cúmulo foi quando fui me esconder em baixo da cama... e adivinhem. Também estavam.

Fechei a porta do quarto às pressas. No sonho eu ainda estava com muito sono e não hesitei em deitar do lado de fora da casa, no chão da varanda. Dormi tranqüila longe delas, mesmo não chão duro e frio. Entretanto, assim que acordei senti um peso leve no rosto. Gritei ao perceber o que era: uma das grandes, pousada sobre os meus olhos. E assim estavam também as outras cobrindo todo o meu corpo. Levantei da cama num pulo (desta vez acordada de verdade) e fiquei muito aliviada ao perceber que não havia no quarto mariposa alguma.

Era dia primeiro de janeiro e eu nem havia visto ou sequer falado no assunto nos dias anteriores. Nunca acontecera outra vez algum sonho parecido.Estranho... Curiosa que sou, me permiti a um acesso de superstição (afinal, que mal tem? Todo mundo é um pouco supersticioso nesta época do ano...) Tá, vou admitir logo que fui pesquisar o significado do sonho. Pronto. Não riam (muito).

Pode ser psicológico, mas quando olho para 2010 eu vejo que aquele sonho tão esquisito teve razão, por coincidência ou não, o significado dele se refletiu o resto do ano; mas este nem é o fato em questão.

2011 será um ano de mudanças, literalmente. Além de tudo o que está acontecendo,estou mudando de apartamento,resolvi dividir um ap com mais 4 pessoas... enquanto simultaneamente o meu quarto na outra casa está em reforma. Foi metendo o bedelho em alguns detalhes da decoração que eu havia decidido que este – ao contrário dos outros anos – seria de cores bem fortes, multicolorido. E num estalo muito repentino eu disse "- quero laranja! Pronto!" Sem menos ou mais, e ficou por isto mesmo. Quem ouviu deixou pra lá e eu também, porque fui outra que não tinha me entendido.

O curioso se deu neste dia 31 de Dezembro, um pouco antes da passagem de um ano à outro. Exatamente às 11:45 da noite uma borboletinha de um alaranjado muito vivo apareceu do nada na tenda em que eu estava, na cidade de Cabo Frio. Sobrevoou serelepe sobre a cabeça de minha amiga à minha frente, me arrancando um sorriso. Quiseram espantá-la sem saber como. Ninguém sabe como chegou. Não se sabe o que estava fazendo àquela hora. Desapareceu poucos minutos depois, da mesma forma misteriosa que surgiu.

Assim que foi embora, me concedendo licença para ir até a beira do mar, e logo explodiram-se os fogos mais bonitos que já vi. Fechei os olhos compreendendo. Respirei a brisa do mar e aquiesci para ele, agradecendo.

5 de jan. de 2011

Que seja doce


Primeiro post do ano :D Não tenho muito o que dizer. Por tanto  não vou me demorar muito,nem preencher linhas com vírgulas e pontos de exclamações representando a minha euforia. Que não se espere deste texto uma canção da alegria, nem um brinde à qualquer coisa. Ponho aqui só um pouco da minha fé e um pouco da minha verdade. Pois neste texto cabem poucas coisas, que são as que me preenchem agora.
Neste texto cabe apenas uma palavra: APRENDI. E tudo o que houve durante o ano que passou me serviu de lição. Foi um ano bom, sem dúvidas, assim como todos os novos anos são. Mas este novo ano veio com um algo a mais: TOTAL LIBERDADE. E eu que achava esta palavra soava tão doce, leve como a brisa da manhã, deixando gosto de bala na boca quando eu a pronunciava...sem saber que ser livre exige muita coisa, e que a principal delas é amadurecer. O que não deixa de ser doce - uma coisa maravilhosa da vida - mas traz um pouco de azedume. Tal como as acerolas, que eu amo tanto.

Para dizer a verdade, não sei por qual motivo escrevo.Ou melhor, escrevo mesmo sem motivo, como deve ser. E desejo que este texto seja como uma prece, cabendo a quem quiser.

Que neste novo ano eu não cometa os mesmos erros (que me foram tão dolorosos) e continue aprendendo, desta vez moderando tudo com a sabedoria adquirida e tornando as conseqüências mais brandas. Que nesse novo ano todos se sintam por mim perdoados, e que se sintam à vontade para aceitar os meus pedidos de desculpa também. Que eu saiba esperar o azedo passar, sempre com a paciência e a esperança de - que ainda no finalzinho - virá o doce. Que não me falte bondade, aliás, que não falte a ninguém. Que não seja preciso pedir força, mas se for, que nos seja concedida. Que evoluamos todos, sem nos tornarmos empecilhos no caminho de quem quer que seja. Que os caminhos sejam livres e os sorrisos não bastem. Que as lágrimas caiam quando forem para cair, mas que não se prolonguem.

Por fim, que o amor seja a palavra principal. Sempre. Que se ame com confiança e verdade, sem egoísmo ou preocupações. Que se ame, sem medo. Que se ame, apenas. Mesmo em silêncio. E que todos os amores não correspondidos não se isolem dentro de uma bolha de angústia ou inveja, que estes amores sejam doados, e se doerem por serem tão grandes a ponto de não caberem no peito, que transbordem e respinguem em cada um, um pouco. Que atinjam a quem mais for necessário. Que o amor seja somado, dividido e multiplicado. Que nunca falte à ninguém. Que seja sempre amor, apesar de tudo. E que se acredite nele, apesar de tudo.

Amém.